O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Você pode acertar na mosca qual será o setor da moda nos próximos vinte anos, mas isso ainda não significa que será capaz de ganhar dinheiro colocando todas as suas fichas em um só cavalo
O ano era 1903 e uma forma relativamente nova de se locomover estava tomando conta do imaginário e do desejo popular: você já deve saber que estou falando do automóvel.
Naquela época, se você fosse como a maioria das pessoas, começaria a juntar uma grana todos os meses para, quem sabe um dia, também ter o privilégio de desfilar pelas ruas a bordo de um carro.
Mas se você fizesse parte da pequena parcela empreendedora da população, talvez percebesse que o automóvel não só estava se tornando item de desejo como também estava prestes a transformar a vida das pessoas para sempre.
Talvez você até tivesse um pressentimento de que a produção anual de carros no mundo sairia de poucas unidades naquela época para dezenas de milhões de veículos algumas décadas mais tarde.
E com todos esses insights brilhantes, naquele momento a coisa mais óbvia a se fazer era criar ou investir em uma montadora de veículos para tentar surfar esse tsunami de vendas que estava prestes a acontecer, não é mesmo?
Pois saiba que mesmo tendo feito essa análise incrível, chegado a um insight genial e descoberto as enormes vantagens de se investir em um dos setores mais promissores do século XX, ainda assim você teria grandes chances de ter quebrado se resolvesse seguir em frente com seu investimento.
Leia Também
Pode não parecer, mas a verdade é que a gigantesca maioria dos investidores do setor automobilístico quebrou.
São cerca de duas mil companhias norte-americanas que tiveram que fechar as portas alguns anos depois de começarem a operar.
Mesmo com o setor crescendo em um ritmo absurdo nas décadas seguintes, muitas companhias não conseguiam produzir o modelo que os clientes queriam, ou não foram eficientes como deveriam ou, simplesmente, não conseguiram superar companhias rivais mais bem preparadas.
O fato é que depois de todos esses anos, daquelas duas mil empresas que tentaram a glória, cerca de meia dúzia conseguiu sobreviver — e algumas delas ainda tendo que contar com a ajuda do governo para não falirem.
A moral dessa história é que ganhar dinheiro com um investimento exige muito mais do que acertar o setor no qual investir.
Você pode acertar na mosca qual será o setor da moda nos próximos vinte anos, mas isso ainda não significa que será capaz de ganhar dinheiro colocando todas as suas fichas em um só cavalo.
Nessas circunstâncias em que você consegue antecipar um momento positivo para um determinado setor, mas não consegue identificar com precisão os prováveis vitoriosos na disputa pelos clientes, a melhor alternativa é diversificar.
Imagine, por exemplo, que em vez de ter investido todo o seu capital em uma fábrica própria ou em qualquer outra companhia de automóveis que julgasse a grande vencedora no longo prazo, você tivesse criado um portfólio que investisse em várias companhias diferentes do setor, sempre dando mais peso àquelas que tivessem vendido mais carros no último ano.
Essa estratégia poderia não render tantos frutos quanto ter investido todo o dinheiro na grande vencedora do século. Mas como saber a priori quem ganhará a disputa?
É impossível!
Com essa estratégia de diversificar e atribuir maior peso àquelas que venderam mais no ano anterior, você conseguiria diluir os riscos de estar exposto a apenas um player sem abrir mão de surfar a fantástica tendência de crescimento do setor investindo em ações daquelas que têm se mostrado as mais capazes.
Antes de continuar, gostaria de deixar claro que o exemplo acima não foi criado por mim.
Na verdade, ele foi utilizado por Warren Buffett na última conferência anual da Berkshire Hathaway.
Buffett é um defensor ferrenho dos fundos indexados (ETFs), não só pelos baixos custos de administração – já que sua composição não é decidida pelo gestor –, mas também porque os ETFs trazem consigo essa característica de dar mais peso justamente a quem tem performado melhor nos últimos anos.
É como se fosse uma espécie de alocação baseada em seleção natural, na qual os fracassos vão caindo fora do portfólio e os sucessos ganham cada vez mais peso.
Isso é o que acontece com o S&P 500, o principal índice de ações do mercado norte-americano. Com as big techs (Apple, Google, Amazon, Facebook) ganhando cada vez mais influência e maior participação, o índice tem renovado suas máximas recorrentemente nos últimos meses.
Agora que você já entendeu que ETFs são muito mais do que apenas índices chatos, eu gostaria de lembrar de um específico aqui na B3 que sofreu nos últimos dias, mas continua com boas perspectivas para o futuro.
Trata-se do MATB11, com grande participação de ações que produzem commodities metálicas (VALE3, GGBR4, GOAU4, CSNA3 e USIM5) e que apanhou recentemente com notícias de que a China estaria freando a especulação nas cotações do minério de ferro e do aço no país.
Isso causou um recuo no preço dessas commodities, no entanto, passado esse ajuste, tudo indica que a demanda continua forte globalmente, o que deve continuar sustentando os papéis.
Eu adoraria poder dar outra dica de ETF, mas infelizmente não temos um que seja totalmente focado no setor de construção civil para aproveitar a queda recente, por causa de um possível impacto da alta da taxa Selic no apetite por financiamento imobiliário.
Em nossa visão, mesmo com as novas rodadas de aumento da Selic, as taxas de juros devem permanecer em patamares ainda muito abaixo daqueles observados na última década.
Isso, aliado ao maior apetite dos bancos por crédito imobiliário, ainda deve continuar permitindo aos compradores financiamento com taxas atrativas e manter a demanda por imóveis elevada.
No entanto, na falta de um ETF para nos ajudar a surfar essa retomada, vale a pena conferir as duas grandes apostas do Oportunidades de Uma Vida no setor.
A exposição ao setor pode não ser tão diversificada como num ETF, mas o Felipe Miranda acompanha todas as novidades das duas companhias diariamente para garantir que o seu portfólio tenha exatamente as duas mais promissoras do segmento.
Se quiser conferir, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora
A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial
A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026
Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância
O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda
A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas
Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto
Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes
Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática
Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje
A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses
O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa
Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir
Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis
O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos