Queremos saber
“Queremos saber Queremos viver Confiantes no futuro Por isso de faz necessário Prever qual o itinerário da ilusão A ilusão do poder Pois se foi permitido ao homem Tantas coisas conhecer É melhor que todos saibam O que pode acontecer” (“Queremos saber” - Gilberto Gil) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Desde que […]

“Queremos saber
Queremos viver
Confiantes no futuro
Por isso de faz necessário
Prever qual o itinerário da ilusão
A ilusão do poder
Pois se foi permitido ao homem
Tantas coisas conhecer
É melhor que todos saibam
O que pode acontecer”
(“Queremos saber” - Gilberto Gil)
Desde que o mundo mergulhou na incerteza quase que completa com o início da pandemia de coronavírus, não há um dia da minha vida em que eu não pense em como eu adoraria poder prever o futuro. Infelizmente, este não foi um dom que Prometeu tenha dado ao homem.
Mas se não podemos saber com precisão o que vai acontecer, ao menos temos sede de saber e capacidade cognitiva suficientes para tentar participar da construção do futuro. Se não temos controle e conhecimento total sobre os acontecimentos, ao menos nascemos com o dom de nos adaptarmos e lidarmos com a adversidade.
A pandemia deixou claro que as pessoas não se contentam com meias verdades e meias explicações. Os questionamentos sobre a doença, as medidas de prevenção, as restrições à circulação de pessoas, os tratamentos e as vacinas fazem parte do processo, e com isso fomos evoluindo.
Mas por mais que a vacinação esteja avançando no mundo, nos trazendo esperança num novo tempo, os resquícios de 2020 ainda temem em nos assombrar. Depois de um início de ano otimista, agora o mercado já atua no modo cautela.
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O avanço dos casos de coronavírus no Brasil e no mundo, atingindo novas marcas trágicas e produzindo cenas chocantes, bem como novas medidas de distanciamento social adotadas por governos e mais estímulos fiscais nos Estados Unidos pautaram as negociações nas bolsas e deram à semana um sabor mais negativo.
Por aqui, ainda tivemos o gosto amargo de um clima político conturbado e a “ameaça” da necessidade de novos estímulos, para pesar ainda mais sobre nossas combalidas contas públicas.
Se tem um bicho que vive de apostar no futuro e adoraria ter o dom da vidência, esse bicho é o investidor. Mas ele, é claro, não tem esse poder. Então só lhe resta tentar navegar pelo oceano da incerteza, tentando minimizá-la o máximo possível.
O embate entre o presente e o futuro, o velho e o novo, pautou todas as principais histórias de economia, negócios e investimentos desta semana. Confira nas reportagens a seguir:
1. “Você não sente nem vê / Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo / Que uma nova mudança em breve vai acontecer”.
O bitcoin é o futuro. Mas ainda falta muita gente reconhecer isso e colocar dinheiro no negócio. Por isso mesmo, apesar das altas recentes, ainda há oportunidades no universo das moedas digitais. A Jasmine Olga falou, nesta semana, sobre o panorama para as criptomoedas neste ano na última matéria da nossa série de reportagens sobre “Onde Investir em 2021”.
2. “O que será do amanhã?”
Mas falando agora de um futuro mais próximo, nesta semana também trazemos a reportagem sobre os fundos imobiliários preferidos das corretoras para o mês de janeiro. Essa matéria é exclusiva para os leitores Premium, mas caso você ainda não faça parte deste grupo, pode destravar uma degustação gratuita aqui.
3. “Eu não tenho mais a cara que eu tinha / No espelho essa cara já não é minha / Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho / A minha barba estava deste tamanho”
A boa e velha poupança completou, nesta semana, 160 anos de existência. Mas desde que a sua regra de remuneração mudou, em 2012, ela nunca mais fez a alegria do brasileiro como antigamente.
Agora que vivemos uma era de Selic baixa e juro real negativo, o retorno da caderneta anda pífio. Felizmente, há outras opções de aplicação tão seguras quanto e mais rentáveis, para qualquer objetivo e perfil de investidor.
4. “E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar / Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar / Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar”
Uma das notícias mais comentadas da semana foi a decisão da americana Ford de encerrar sua produção no Brasil. Ela reacendeu as discussões sobre subsídios a montadoras, ambiente de negócios e reformas.
Mas na sua coluna semanal, o Ruy Hungria trouxe também um outro ponto de vista: o fato de que a Ford é um negócio declinante, de um mundo “antigo”, em oposição, por exemplo, à Tesla, mais adaptada aos novos tempos. Vale a pena ler a análise do Ruy!
5. “O que transforma o velho no novo / Bendito fruto do povo será”
Mas as empresas da “velha economia”, principalmente os colossos, não vão cair sem lutar. Pelo contrário, querem se adaptar para continuar dominantes. É o caso do Banco do Brasil, que nesta semana anunciou demissões e fechamento de agências, mais uma medida na direção de se manter competitivo no mundo das fintechs.
Porém, a divulgação da medida trouxe de volta um velho fantasma do brasileiro: a intervenção do governo nas estatais, notadamente as de capital misto, com capital aberto em bolsa. Correu o rumor de que o enxugamento do BB desagradou o presidente Bolsonaro, que teria pedido a cabeça do CEO, André Brandão, o que mexeu com o preço da ação na semana.
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