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A TV está sempre ligada enquanto eu trabalho. Geralmente num jornal ou num canal de notícias — eu vou fazendo as minhas coisas, mas sempre com olhos e ouvidos atentos para a segunda tela.
Excepcionalmente hoje, estou desde o começo da tarde rodando pelos canais de esportes. Afinal, não há notícia no mundo que se equipare a uma semifinal de Roland Garros entre Rafael Nadal e Novak Djokovic.
Eu adoro tênis e Nadal x Djokovic é quase garantia de bom jogo. Pontos disputados, ajustes de estratégia, ritmo alucinante — é uma experiência quase terapêutica assistir mais um capítulo da rivalidade.
A bolinha vai, a bolinha volta. Centenas, milhares de vezes, por horas e horas. É um xadrez físico e mental, jogado por dois dos melhores da história.
De certa maneira, o tênis me lembra um pouco o mercado de ações. Acompanhar o sobe e desce do Ibovespa em tempo real é como ver a bolinha cruzando a rede numa partida bem acirrada. Centenas, milhares de vezes, por horas e horas.
Cada notícia corporativa é um voleio; cada índice macroeconômico, um golpe de direita; cada oscilação dos preços das commodities, uma deixadinha. E assim o jogo vai se desenhando: entre paralelas e erros não-forçados, o placar é construído.
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Nesta semana, o Ibovespa jogou na quadra da inflação — um piso difícil, como a terra de Roland Garros. O IPCA mais alto deixou o quique da bola irregular; resta saber se o Banco Central vai conseguir ajustar seus golpes com a Selic para superar a dificuldade.
Essa incerteza quanto ao comportamento do Copom afetou o Ibovespa, que vinha de vitória atrás de vitória, recorde atrás de recorde. O saldo da semana foi negativo para a bolsa brasileira, enquanto o dólar subiu e se afastou da marca de R$ 5,00.
A Jasmine Olga esteve sentada na primeira fila e acompanhou todos os detalhes da partida na B3 — o resumo do pregão de hoje e da semana na bolsa está nesta matéria.
PS: Enquanto eu escrevia esse texto, Novak Djokovic fechou a partida e venceu Rafael Nadal por 3 sets a 1, parciais de 3/6, 6/3, 7/6 e 6/2. A final será domingo, contra Stefanos Tsitsipas.
• O departamento de TI da B3 anda trabalhando dobrado nos últimos dias. Apenas um mês após o problema com as ações PN e ON da Modalmais, a operadora da bolsa relatou uma nova instabilidade. Veja quais ativos poderão ser afetados.
• E, como se não bastasse a pane no sistema, a B3 ainda enfrenta um outro problema: os calotes. A empresa divulgou hoje sua maior lista de inadimplentes do ano, com 37 páginas e cerca de 1.500 nomes.
• A fusão operacional entre Lojas Americanas e B2W, aprovada ontem pelos acionistas, anda confundindo a cabeça dos investidores. O Renato Carvalho conversou com analistas para entender a operação e conta o que mudará para os papéis da “nova e velha” Americanas.
• Depois da oferta frustrada pela Cia Hering, a Arezzo voltou ao mercado e, desta vez, conseguiu fechar a compra da BAW. Apesar de um balanço com números modestos, a marca é a queridinha dos influencers e vai incrementar a presença digital da empresa.
• Quem também se animou com as compras foi a XP. Uma semana após anunciar a aquisição de parte da Giant Steps, a corretora abocanhou outra participação, desta vez na Capitânia Investimentos. Saiba mais.
• A Petrobras surpreendeu o mercado hoje com uma redução no preço da gasolina. O movimento, que ocorre em meio à alta do petróleo e deixa os preços da estatal abaixo do mercado internacional, não foi bem recebido pelos investidores e levou a uma queda nas ações.
• Se, por um lado, sua política de preços anda azedando o humor do mercado, a empresa agradou ao informar que assinou um contrato bilionário. A estatal será fornecedora de uma nova plataforma no campo de Búzios — a entrega está prevista para 2025.
• Parece que o resultado do PIB brasileiro no primeiro trimestre operou uma verdadeira transformação na visão dos analistas estrangeiros sobre o país. O Bank of America revisou para cima suas projeções de crescimento econômico e elevou a recomendação de exposição ao Brasil.
• O petróleo foi um dos ativos a sofrer com os impactos da covid-19. Mas, de acordo com a Agência Internacional de Energia, o apetite global pela commodity deverá retornar a níveis pré-pandemia até o fim do ano que vem.
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