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Em dias como hoje eu sempre me lembro de uma ex-colega de redação que, sempre que se deparava com algo que tinha tudo para dar muito errado, dizia alguma coisa como “você já teve uma amostra do poder das más ideias hoje?”
De ontem para hoje, a notícia da disparada das ações da Gamestop na bolsa de Nova York por força da organização de pessoas físicas na internet ganhou as redes sociais e grandes veículos de imprensa, mesmo aqueles que não são especializados em economia e finanças.
Como consequência, corretoras americanas como a Robinhood, a preferida desses pequenos investidores, barraram algumas operações com esta e outras ações que vêm sendo alvo do mesmo tipo de especulação.
O dia foi de mais volatilidade para o papel da Gamestop, que chegou a subir quase 40% na máxima, mas fechou o dia com queda de 44%, depois de ter chegado a recuar mais de 60%. Será o início do fim do rali?
Seja como for, esse tipo de história tem tudo para acabar mal. Há quem defenda que os fundos que shortearam os papéis a descoberto correram riscos excessivos, então apenas estão encarando as consequências dos seus próprios atos.
Justo. Gestores erram, fazem besteira. É do jogo. Mas é bom não esquecer que entre os cotistas dos fundos possivelmente havia pessoas físicas comuns, como aquelas que participaram do short squeeze.
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Há quem diga, ainda, que os fundos manipularam o mercado primeiro ao shortearem as ações depois de verem que as pessoas físicas estavam comprando. Mas se eles apostaram na queda dos papéis, provavelmente é porque não achavam que valiam aquilo tudo.
De qualquer maneira, a organização dos investidores individuais para inflar os preços das ações de forma orquestrada também pode ser vista pelos reguladores como manipulação de mercado, é bom ter isso em mente.
No fim do dia, fica aquela questão: essas pessoas, afinal, acreditam que as ações da Gamestop (ou das outras empresas que foram alvo de especulação) realmente valem o que seus preços atuais indicam? Ignorar os fundamentos já levou muita gente por água abaixo.
Mas como o poder das más ideias pode ser avassalador, por aqui um grupo de investidores aparentemente resolveu se organizar para imitar o fenômeno americano e impulsionar as ações de uma empresa brasileira que têm sofrido um bocado: IRB, que acumula queda de 81% em 12 meses.
Bem, os papéis da resseguradora dispararam hoje e acumularam a maior alta do Ibovespa no dia. Nesta matéria, o Vinícius Pinheiro conta tudo que aconteceu com Gamestop e IRB no pregão de hoje.
• Após as quedas recentes, o Ibovespa teve hoje uma forte recuperação, fechando em alta de 2,59%, aos 118.883,25 pontos, impulsionado por boas notícias vindas do exterior. Já o dólar fechou com valorização de 0,53%, a R$ 5,43, refletindo os temores com o risco fiscal.
• Dois anos depois de inaugurar uma onda de IPOs de empresas brasileiras nas bolsas de Nova York, a PagSeguro será a primeira a ter BDRs (recibos de ações) na B3. A negociação com os papéis começa no dia 1º de fevereiro.
• O grupo de logística Simpar (ex-JSL) finalmente conseguiu abrir o capital da Vamos, subsidiária de locação de caminhões. O IPO movimentou R$ 1,2 bilhão, mas nem todo o dinheiro vai para o caixa da companhia. Confira os planos da Vamos.
• O Nubank atraiu US$ 400 milhões em uma nova rodada de investimentos, capitaneada por nomes de peso como o GIC (fundo soberano de Cingapura), Whale Rock e Invesco. O banco digital teria sido avaliado em US$ 25 bilhões nesta captação, tornando-se uma das cinco instituições financeiras mais valiosas da América Latina.
• O CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que o ano passado foi positivo para a companhia, mesmo com os preços do barril de petróleo em queda e a agenda de desinvestimentos da estatal caminhando de maneira lenta. Entenda o otimismo do executivo.
• A Dasa, uma das principais redes de medicina diagnóstica do país, está contratando bancos para realizar seu re-IPO, a fim de ampliar o seu percentual de ações em circulação. A oferta, porém, será do tipo restrito, voltada apenas para poucos investidores qualificados.
• O desemprego no Brasil recuou para 14,1% no trimestre encerrado em novembro de 2020, segundo o IBGE. O governo também divulgou hoje dados do mercado de trabalho: o saldo de geração de vagas foi positivo em 142.690 no ano passado, segundo o Caged.
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