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Mais uma vez, e pelo terceiro ano seguido, a Maldição de Maio não pegou na bolsa brasileira. Contradizendo a superstição dos mercados - “venda em maio e vá embora” (“sell in May and go away”) -, o Ibovespa termina o mês com uma alta de nada menos que 6,1% e novos recordes intradiário e de fechamento, acima dos 126 mil pontos.
No ano, o índice já acumula ganho de 6,05%, e a perspectiva geral do mercado é de continuidade desse movimento de alta - o banco Inter, por exemplo, divulgou hoje um relatório em que prevê uma valorização de 13% para o Ibovespa em 2021, o que o levaria aos 142 mil pontos.
A sensação é de que ‘21 será um bom ano… ao menos para a bolsa. Eu sei que “na vida real” a coisa ainda patina, mas não dá para negar que as perspectivas são melhores que em 2020 - a economia já caminha e até o fim do ano a expectativa é de que a maior parte da população brasileira esteja vacinada.
Lá fora, por outro lado, o ano está sendo bom de fato e de uma maneira geral. A economia americana apresenta forte recuperação, e a vida volta ao normal com o avanço da vacinação.
Tudo bem, nem para nós e nem para os gringos será “o melhor ano das nossas vidas”, mas tudo é uma questão de referencial. E essa retomada, bem como a forma como ela está ocorrendo, contribui para puxar os preços das nossas ações para cima.
O Victor Aguiar, que hoje ficou no lugar da Jas, conta o que levou ao bom desempenho dos mercados em maio e faz um balanço do mês para a bolsa e o dólar.
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• A desvalorização recente do bitcoin não impediu o crescimento do mercado de criptomoedas. Em maio, as corretoras de ativos digitais, conhecidas como exchanges, atingiram o inédito volume de US$ 2 trilhões em criptoativos. O Renan Sousa comenta o fato e também os principais acontecimentos recentes do mundo cripto.
• Nem mesmo a pandemia de covid-19 impediu que a fila de candidatas a companhias abertas continuasse crescendo neste ano. Segundo analistas, a nova onda de IPOs, cujos preços devem começar a sair no próximo mês, pode movimentar até R$ 30 bilhões.
• Falando em ofertas de ações, o BTG Pactual confirmou a realização de uma oferta pública primária de Units. O Renato Carvalho te conta aqui os detalhes dessa operação, que pode movimentar cerca de R$ 3 bilhões.
• Buscando aumentar a diversificação geográfica e a base digital de alunos, a Ser Educacional anunciou hoje a compra da Faculdade Educacional da Lapa (FAEL). Com o negócio, o grupo, que tem atuação mais forte no Nordeste, alcançará os estudantes de pequenas cidades do Sul do Brasil.
• O Banco Pan recebeu hoje uma punição milionária por prática abusiva contra idosos. A multa, que é baseada na acusação de que clientes mais vulneráveis não eram informados sobre a abertura de banco de dados e cadastros na instituição financeira, é contestada pelo Pan.
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