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Quando o governo de São Paulo anunciou a suspensão do feriado de Carnaval, um amigo me escreveu em tom de brincadeira para perguntar se a sugestão havia sido minha.
De alguma forma, fiquei conhecido até mesmo por pessoas não tão próximas por não curtir a folia de Momo. E elas estão certas.
Mas neste ano em que tirei uma semana de férias e emendei com os dias em que a bolsa ficou fechada, não foi nada agradável assistir ao espetáculo das ruas cheias de carros no lugar de gente fantasiada. Tanto que decidi romper uma antiga tradição e cair na folia quando o Carnaval voltar.
De alguma forma, foi preciso parar para me dar conta da dura realidade de que a crise ainda não terminou. Isso porque no mercado financeiro o cenário que predomina é o de otimismo.
Ainda que não tenhamos vacinas para todos, a expectativa é que a imunização da população mais idosa derrube a taxa de mortalidade pela covid-19 e permita a retomada da economia.
Trata-se de um panorama bem diferente da quarta-feira de cinzas de 2020, quando os investidores voltaram do feriado com a notícia da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil.
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Se é nos momentos de dificuldade que aprendemos as grandes lições, as semanas de pânico nos mercados foram um verdadeiro intensivão para investidores em todo o mundo. Por isso vale a pena ler a reportagem da Jasmine Olga que traz todos os impactos da crise que completa um ano.
MERCADOS
Enquanto a B3 permaneceu fechada ontem, os mercados lá fora tiveram um dia de realização de lucros, exceto pelo Dow Jones, que bateu novo recorde de fechamento. O EWZ, fundo que replica o índice de ações brasileiras, fechou em alta de 0,56% em Nova York.
O que mexe com os mercados hoje? A B3 só abre às 13h e deve ter um pregão bem mais tranquilo que o da quarta-feira de cinzas de 2020, com os investidores reagindo ao desempenho das bolsas lá fora e à espera de uma definição sobre a volta do auxílio emergencial.
O bitcoin segue batendo recordes em 2021, com cada vez mais empresas e investidores institucionais adotando a moeda virtual. Ontem, a criptomoeda ultrapassou os US$ 50 mil pela primeira vez, o equivalente a quase R$ 270 mil.
O mercado já não espera mais que o governo federal mantenha as contas em ordem, com um número maior de investidores apostando na flexibilização do teto de gastos. E diminuiu a quantidade de gestores que acredita que o Ibovespa ultrapassará os 130 mil pontos em 2021.
EMPRESAS
As chances da fusão entre a Hapvida e a Notre Dame Intermédica sair do papel são cada vez maiores. As companhias informaram na segunda-feira que as negociações para combinação das atividades “têm avançado adequadamente”.
A agência de classificação de riscos Fitch reafirmou ontem o rating "BB-" da Petrobras, com perspectiva negativa, e alertou para os riscos de uma interferência do governo na política de preços da estatal.
Moradores de Maceió atingidos pelo acidente geológico associado a operações da Braskem ingressaram com uma ação coletiva contra a petroquímica na Holanda, citando a demora da justiça local e a falta de perspectiva de indenizações.
ECONOMIA
Com aliados no comando da Câmara dos Deputados e do Senado, o governo espera aprovar a proposta que viabilizará o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial em três semanas.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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