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Desde os últimos pregões do ano passado, o Ibovespa vem tentando cravar um novo recorde de fechamento. O índice vinha renovando máximas intradiárias, mas nada de conseguir ultrapassar a máxima histórica de fechamento de 119.527 pontos, atingida em 23 de janeiro de 2020.
Por diversas vezes, o índice quase chegou lá, mas acabava perdendo força por conta de algum impasse no plano político ou macroeconômico.
Primeiro foi a expectativa em torno da aprovação de um novo pacote de estímulos fiscais bilionário pelo Congresso americano, o que poderia injetar ainda mais recursos nos mercados, impulsionando os ativos de risco. Depois, a incerteza sobre se o presidente Donald Trump ia ou não sancionar o pacote aprovado.
Tivemos também as discussões e impasses em torno de um acordo comercial pós-Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia, finalmente aprovado no Natal.
No início deste ano, o Ibovespa novamente flertou com o topo, mas novas incertezas trazidas pelo aumento dos casos de coronavírus no mundo e as notícias de lockdowns na Europa jogaram água no chope dos investidores mais uma vez.
As eleições para o Senado americano também eram um componente de preocupação. Faltava decidir apenas duas cadeiras e havia uma perspectiva real de os democratas levarem ambas, o que de fato acabou ocorrendo. E enquanto essa questão não se resolvia, mais volatilidade.
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O universo parecia conspirar contra o novo recorde quando apoiadores de Trump invadiram o Congresso americano ontem à tarde. Justo no dia em que parecia que o Ibovespa ia chegar lá, um evento chocante e inusitado, para trazer um pouco mais de incerteza.
Mas à noite, a contagem de votos do Colégio Eleitoral, interrompida pela manifestação trumpista, foi finalmente retomada e chancelou a vitória de Joe Biden, concluindo o processo eleitoral americano.
O alívio trazido pela ratificação e a ausência de más notícias ajudaram o Ibovespa a finalmente desencantar e cravar a sua nova máxima histórica nominal de fechamento em grande estilo, pulando dois degraus e terminando a sessão logo no patamar dos 122 mil pontos.
O Felipe Saturnino acompanhou o pregão ao longo do dia e conta tudo que aconteceu nesta matéria.
• O bitcoin também bateu um novo recorde e rompeu o patamar de R$ 200 mil nesta quinta-feira. O valor total do mercado de criptomoedas atingiu US$ 1 trilhão.
• A Cogna confirmou que negocia a venda de colégios para a Eleva Educação, que, por sua vez, venderia o seu sistema de ensino. Entenda a transação nesta matéria.
• O otimismo do BTG Pactual com as ações da Eneva foi reforçado depois que a companhia reportou um volume de reservas de gás natural 60% maior do que o estimado anteriormente. Saiba em quanto os novos dados podem incrementar o valor da ação.
• A petroquímica Braskem anunciou nesta quinta que retomará parcialmente as operações de sua controlada Braskem Idesa (BI) no México. Além disso, afirmou que tomará medidas legais contra a estatal mexicana Pemex.
• A construtora mineira MRV Engenharia anunciou ontem à noite que a AHS Residential realizou a primeira venda de um empreendimento nos EUA desde que se tornou uma subsidiária da companhia, no começo de 2020. O Ivan Ryngelblum te conta mais sobre essa história aqui.
• A mineradora canadense Aura Minerals, que tem recibos de ações (BDRs) negociados na B3, registrou um recorde na produção de ouro no quarto trimestre de 2020. Veja os resultados operacionais da empresa.
• Atenção, mais um unicórnio para o clube! A startup curitibana MadeiraMadeira, especializada em vendas on-line de material de construção e móveis, levantou US$ 190 milhões em uma rodada de investimentos e se tornou o 14º unicórnio brasileiro, avaliada em mais de R$ 1 bi.
• Sim, ele conseguiu. Elon Musk viu sua fortuna crescer mais de US$ 150 bilhões em um ano e superar a do fundador da Amazon, Jeff Bezos. Com isso, o fundador da Tesla se tornou o homem mais rico do mundo. Onde ele vai parar?
• O Governo Federal quer mudar o Bolsa Família por meio de uma medida provisória (MP), para adequar o programa ao orçamento de R$ 34,8 bilhões, já reservado para 2021. A medida inclui a criação de novos benefícios, atrelados ao desempenho esportivo e escolar, e seria capaz de incluir mais 200 mil famílias.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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