Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Os três principais temas para começar 2021

Se a gradual normalização da situação será discutida ao longo do ano e isso todo mundo já sabe, quais serão outros temas que podemos pensar?

5 de janeiro de 2021
6:55 - atualizado às 18:40

Ano novo, vida nova. 2021 marca não só o início de um novo ano, mas também de uma nova década. Caminhamos gradualmente mais e mais para dentro do século XXI, tempo único da história da humanidade com subsequentes quebras de paradigmas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há quem diga que cada era humana é única à sua maneira, mas acredito que possamos argumentar que a vigente é onde as coisas acontecem com mais intensidade e com mais velocidade.

É transformacional.

Claro, a virada do ano é simbólica e marca um ponto de reflexão para que, junto com a terra que completou seu ciclo, possamos também recarregar nossas baterias. De certo modo, os problemas do dia 31 de dezembro se mantêm, ainda que tenhamos parado para primeiro de janeiro.

Por isso, dispensa comentários trazer para este espaço que a Covid seguirá sendo um tema presente em nossas vidas ao longo de 2021. Ainda que doa um pouco em nossos corações tal entendimento, a contaminação, o número de mortes e as novas variantes (cepas) do vírus voltarão a carregar ruído sobre nossos investimentos e sobre nossa vida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não somente isso, mas, para o mercado, a reação para com o vírus também importa: desenvolvimento de novas vacinas, novos lockdowns e o processo de vacinação em si.

Leia Também

Bem, se a gradual normalização da situação será discutida ao longo do ano e isso todo mundo já sabe, quais serão outros temas que podemos pensar? Onde se concentram as novas discussões sobre investimentos no mundo e quais serão os centros dos novos debates?

Com isso em mente, separei três grandes temas para 2021, os quais acredito com certo grau de confiança que ficarão na boca dos maiores gestores globais. Vamos a eles.

1. A força do dólar no mundo

A pandemia da Covid-19 parece ter sacramentado o fim de uma década de valorização do dólar, que já vinha apresentando sinais de fraqueza desde 2019. Agora, as expectativas são de que 2021 trará mais armadilhas para a divisa americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ilustrar, em pesquisa recente do Bank of America (BofA) com seus investidores, podemos observar que "vender a descoberto" o dólar foi a segunda negociação mais concorrida; isto é, muita gente apostando na queda da moeda.

Como nenhum banco central pode "superar o Fed” (Federal Reserve, ou o Banco Central dos EUA), os investidores deixam de ver vantagem em se posicionar na moeda americana. Basicamente, ao levar a taxa básica de juros para 0% ao ano, a autoridade monetária tirou a atratividade de se posicionar de maneira segura no dólar.

Se o forward guidance (orientação futura, em português) for mantido, as perspectivas deverão se manter inalteradas, uma vez que a taxa de juros não deverá subir pelos próximos anos e o Fed se mostrará mais permissivo com a inflação.

Aliás, breve parêntese.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A maior parte dos investidores entende que o Federal Reserve, o Banco Central Europeu, o Banco do Japão, o Banco da Inglaterra e o Banco Popular da China manterão o fluxo de dinheiro barato. Segundo pesquisa do BofA, ao redor do mundo foram gastos US$ 1,3 bilhão por hora desde março em compras de ativos. Houve também 190 cortes nas taxas no ano de 2020 - cerca de quatro a cada cinco dias de negociação.

O resultado? As políticas monetárias tradicionais foram praticamente esterilizadas e hoje resta pouca margem de atuação nesse sentido. Hoje, mais de 80% dos títulos soberanos de nações mais ricas pagam rendimentos negativos após considerar a inflação. O prognóstico é preocupante para o longo prazo, mas deverá sustentar os mercados em 2021.

Volto.

Além disso, a saída do presidente Donald Trump também deve reduzir as tensões comerciais e políticas, que apoiavam o dólar. A presença de um perfil mais multilateralista como Joe Biden fará com que o comércio global se intensifique, elevando o fluxo de dólares para outras partes do globo e enfraquecendo a moeda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, ainda podemos destacar o expansionismo fiscal (tema destacado acima), que inundou o mercado de liquidez e, diante de tal exacerbação, desvaloriza a moeda (se tem muito de uma coisa, naturalmente ela vale menos). Provavelmente, a intensificação dessas forças que levam o dólar para baixo deverão se manter ao menos ao longo de todo 2021.

Claro que isso não necessariamente é um problema, muito pelo contrário. O mundo costuma prosperar em termos de crescimento em períodos de queda do dólar – como boa parte dos agentes se financia em dólar, uma moeda mais fraca possibilita maior alavancagem. Em momentos em que se demanda crescimento para recuperar a queda da atividade observada no ano passado, a queda do dólar é bem-vinda.

Ressalto que a fraqueza do dólar no mundo não significa necessariamente um real mais forte. Ajuda, mas não é condição suficiente, uma vez que vivemos aqui no Brasil com nossas próprias idiossincrasias.

2. Mercados emergentes

Com as economias em desenvolvimento se beneficiando da recuperação do comércio global, um novo ciclo de commodities se iniciará em meio a um dólar mais fraco e uma Casa Branca mais previsível.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, o entendimento geral é de que haja muito espaço para o que se chamaria de “Emerging Party”, ou “festa dos emergentes”. Agora, os dados mostram investidores injetando dinheiro em ativos dos mercados emergentes pela taxa mais rápida em quase uma década.

Acredita-se que a dívida em moedas de mercados emergentes renderá 6,2% aos investidores no próximo ano, mais do que o S&P 500. Tal racional permite que muitos bancos, como Goldman Sachs, Morgan Stanley e BofA indiquem para seus clientes as moedas muito descontadas desses países, como da China, do México e do Brasil, entre outras. Claro que posições direcionais em Bolsa de países emergentes também será convidativa. Estudos indicam, inclusive, que as moedas emergentes têm 25% de desconto para recuperar.

O sentimento de otimismo em direção a um setor que estagnou por uma década é impulsionado, é claro, pelas esperanças de uma recuperação do crescimento liderado pela China, mas também pela atração de taxas de juros mais altas nos mercados emergentes, dados 0% ou rendimentos negativos nos países mais ricos.

Tal carry (capital que busca diferencial de juros entre os países), que deverá se manter ao longo de 2021 como destaquei no primeiro tópico, dá suporte para que o dinheiro flua mais livremente por esses países – destaque para a América Latina, que ficou muito para trás (está bem descontada), ainda que tenha dever de casa a ser feito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nem tudo são flores, claro. Muitos desses países têm uma “conta Covid” (ajuste fiscal posterior aos estímulos de 2020) mais amarga para acertar. Um ajuste fiscal em diversos países será não só importante, como necessário.

3. ESG e tecnologia

Por último, entendo que dois grandes temas para a próxima década serão:

  • investimentos sustentáveis; e
  • novas aplicações de tecnologia, desbravando novos setores.

Sobre o primeiro ponto, os fundos de investimento que aderem aos princípios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) dobraram no ano passado para mais de US$ 1,3 trilhão.

Tal ritmo deverá ser acelerado em 2021 e nos próximos anos, especialmente se Biden buscar uma agenda mais verde conforme prometido — para isso, a disputa eleitoral de hoje na Geórgia será muito importante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Breve parêntese novamente.

Os republicanos brigam hoje para manter a maioria no Senado. O mercado entende como sendo preferível que isso aconteça, uma vez que um Senado conservador seguraria os ímpetos mais radicais do partido democrata, que controlaria a Casa Branca e a Câmara. 

Hoje, o placar está 46 para os democratas a 50 para os republicanos — 48 para os democratas se contarmos os dois independentes que votam em linha com o partido. Basta uma das duas cadeiras em jogo para que Mitch McConnell (republicano) siga sendo o líder da maioria da casa legislativa.

Se os democratas conseguirem os dois assentos, contudo, teremos um empate a ser quebrado pelo voto de minerva da vice-presidência, comandada pela Kamala Harris (democrata) a partir de 20 de janeiro. Vale prestar atenção na apuração. Um Senado democrata é bom para ESG, mas ruim para as Big Techs (regulação).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Volto.

Ainda sobre o primeiro ponto, as preocupações com a poluição, a mudança climática e os direitos trabalhistas são os principais fatores de atenção. Alguns estudos indicam que 80% dos índices de ações “sustentáveis” (compostos por empresas que respeitam os ditames de sustentabilidade social e ambiental) superaram seus pares não-ESG, com destaque para energia renovável.

Já sobre o segundo tópico, muito das estratégias de investimento desenhadas acima tem como premissa uma abordagem muito diferente para o comércio e geopolítica sob Biden (para dólar e países emergentes). Porém, em algumas áreas como big data, 5G, inteligência artificial, veículos elétricos, robótica e segurança digital, as políticas de Biden poderão ser tão combativas quanto as de Trump. Isso pode acelerar o movimento em direção a sistemas de tecnologia dupla ou múltipla.

Na atualidade, as empresas de tecnologia respondem por quase um quarto dos lucros corporativos dos EUA, enquanto compreendem 40% do índice de ações emergentes da MSCI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o passar do tempo, mais e mais os setores ligados à tecnologia deixarão de ser um segmento genericamente tratado como “tecnológico” e começarão a ser representados por setores específicos de diferenciação, muito provavelmente nos que testemunharem conflitos entre países.

Surfar tais tendências de maneira apropriada será fundamental para que estabeleçamos carteiras de investimentos consistentes nos próximos anos. Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, costuma apresentar quinzenalmente suas melhores ideias de investimento nesse sentido em sua série best-seller, Palavra do Estrategista.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas. Sem sombra de dúvida, para aqueles que desejam aproveitar a onda de oportunidade que começa a surgir no horizonte, acompanhar os pensamentos de Felipe se tornou imperativo.

Para os que se interessaram pelos temas aqui tratados, ler Miranda é mais do que fundamental para saber onde investir seus recursos nesta nova década que se inicia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia