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Reação de Powell à pandemia e postura diante da inflação foram fatores decisivos para sua escolha por Biden
Em meio a uma semana tipicamente caracterizada por um dos menores volumes de negociação do ano no exterior, muito por conta do Dia de Ação de Graças, o presidente norte-americano, Joe Biden, brindou o mercado com uma importante decisão.
Depois de muita especulação, os investidores finalmente descobriram a escolha da Casa Branca para o próximo mandato do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).
Quando se trata de influência sobre a economia global, poucas pessoas no mundo são mais poderosas do que o presidente do Fed. Jerome Powell, um republicano nomeado primeiramente pelo ex-presidente Donald Trump, foi indicado para um segundo mandato de quatro anos à frente da instituição.
Powell é conhecido por ter conduzido a economia dos EUA durante a pandemia Covid-19 e a posterior recuperação, liberando uma quantidade sem precedentes de estímulos para ajudar a evitar uma desaceleração ainda mais profunda.
Os esforços do Fed, que incluíram o corte das taxas de juros, a compra de grandes quantidades de títulos e a oferta de recursos de crédito para empresas e governos locais, superaram em muito as respostas de emergência anteriores da autoridade monetária.
Esses esforços se encaixaram com apoio fiscal em grande escala. Com isso, as políticas monetária e fiscal ajudaram a economia dos EUA a sair rapidamente da recessão de 2020.
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Hoje, porém, com a inflação subindo no ritmo mais rápido em três décadas, a nomeação ocorre em um momento em que o Fed começou a reduzir suas compras mensais de títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas, em um cronograma para encerrar o programa até junho.
Muitos também estão prevendo que o Fed possa tentar aumentar as taxas de juros ainda em 2022, enquanto tenta conter o aumento dos preços.
O movimento de Biden, por sua vez, deixou duas coisas claras:
Powell mostrou ao longo dos últimos meses que pode ser suficientemente dovish (expansionista) quando necessário, ao mesmo tempo que convence os mercados de que não hesita em agir para conter a inflação. Sua indicação foi uma vitória da ala moderada do partido.
Dotado de tais características, o atual presidente do Fed recebeu elogios dos dois partidos em Washington, enquanto era ovacionado por Wall Street depois de uma resposta rápida e agressiva à crise econômica causada pela pior pandemia em um século.
A felicidade do mercado financeiro se justifica pelo gráfico abaixo.
Note como Powell guarda consigo, atrás apenas de Volcker, a segunda melhor performance anualizada do S&P 500 durante o mandato no comando do BC americano desde a década de 40. Isso explica um pouco do bom humor do mercado.
Apesar de o mercado continuar confiante de que a inflação deverá se normalizar e ficar estável no longo prazo, muitos entendem que o índice de preços ao consumidor de outubro foi o ponto na decisão de Biden, que estava indeciso entre levar Powell para um segundo mandato ou ir em direção a um caminho solicitado pela ala mais progressista do partido Democrata, indicando a economista Lael Brainard.
Brainard era o único nome democrata presente no Conselho de Governadores do Fed. Suas opiniões dovish sobre a política monetária, o aumento da regulamentação bancária e o uso das ferramentas do banco central para combater as mudanças climáticas foram vistas como mais alinhadas à ala progressista do partido de Biden.
O último relatório de inflação, porém, foi a pior coisa que poderia ter acontecido para Brainard, que estaria muito mais preocupada com o aspecto do emprego do duplo mandato do Fed, em detrimento ao lado da estabilidade de preços.
Isso significa que ela estaria mais propensa a deixar a economia aquecer por mais tempo enquanto esperava que mais pessoas voltassem à força de trabalho. Isso poderia ser ruim em meio a um ano eleitoral como o ano que vem (a perda do poder de compra seria sentida pelo eleitorado de Biden).
Vale notar que, até aqui, restaurar o máximo de empregos tem sido a prioridade recente do Fed sob Powell. Nos últimos meses, o desemprego caiu para 4,6%, menos da metade de seu pico pandêmico. Entretanto, a outra metade do mandato do banco central, a inflação, é mais problemática atualmente e está se mostrando menos transitória do que pressupusemos anteriormente.
Consequentemente, considerando que o emprego já está em um patamar saudável e em uma trajetória consistentemente positiva, Biden entendeu que Powell pudesse ter um perfil frente à inflação mais apropriado.
Assim, Lael Brainard ficou como vice-presidente.
De todo modo, na verdade, as diferenças entre os dois candidatos eram marginais e os mercados teriam continuado a se concentrar principalmente nos fundamentos econômicos e corporativos.
Por falar nisso, vale prestar atenção ao valuation do S&P 500 em termos de preços sobre lucro (P/L, em português, ou P/E, em inglês) no decorrer dos ciclos do Fed. A experiência histórica em momentos de início de aperto monetário do Fed mostra múltiplos de P/L estáveis.
Como podemos ver abaixo, durante o período de 12 meses, começando seis meses antes e terminando seis meses após o início de um ciclo de aperto, o valuation do S&P 500 permaneceu, em média, notavelmente estável.
Agora, caminhamos para 2022, ano do início do aperto monetário do Fed.
Nesse sentido, já em uma dinâmica sob o comando renovado de Powell, se houver continuidade do aumento do denominador (dos lucros corporativos), a estabilidade dos múltiplos indica que ainda há espaço para apreciação dos ativos financeiros.
Não somente isso, mas o dólar deve se mostrar forte em um início de aperto monetário.
Isso porque uma das únicas maneiras de o Fed conter a inflação sem prejudicar a recuperação econômica e, mais importante, o mercado de ações, é apreciando o dólar. A retórica sobre o aumento da taxa de fundos, apoiada na aceleração da redução gradual, cumpre esse objetivo.
Powell faria isso mais rapidamente que Brainard.
Vejo espaço para mais um ano bom para a Bolsa americana, com dólar forte em meio às demais incertezas globais, como novas ondas de Covid e desaceleração chinesa. Para investidores brasileiros que ainda não investem no exterior, ainda podemos estar diante de uma janela de entrada, principalmente às vésperas do início de um ano eleitoral como o de 2022.
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