Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Com inflação ameaçando voltar, o que esperar da ‘Super Quarta’, com reuniões do Copom e do BC dos EUA?

No Brasil e nos EUA, inflação parece estar voltando, mas investidores estarão atentos a diferentes pontos das decisões do Copom e do Fomc

16 de março de 2021
6:51
Inflação
Imagem: Shuttertstock

Nos aproximamos mais uma vez do que o mercado costuma chamar de super quarta-feira. Em poucas palavras, nesta quarta, dia 17, teremos dois eventos muito importantes para nós brasileiros, ambos sobre política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro deles, mais importante para nossa dinâmica interna, é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.

O segundo, já sob uma lógica internacional, se trata do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto dos EUA (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) – basicamente, o Copom americano.

Nos dois casos, os investidores estão bastante atentos, mas por motivos diferentes.

No caso brasileiro, a expectativa é de alta da taxa de juros, levando a Selic Meta dos atuais 2% para algo entre 2,25% e 2,75%. Isto é, a elevação da taxa deverá girar em torno de 25 a 75 pontos-base, a depender do tom do Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já nos EUA, o mercado espera manutenção da taxa de juros e do discurso flexível da autoridade monetária.

Leia Também

Nos dois países, porém, a inflação parece estar ameaçando voltar, ao menos no curto prazo. Para resumir, a característica principal do Banco Central é a de trabalhar no sentido de preservar o poder de compra da moeda. Nos EUA, soma-se a necessidade de máximo emprego também; ou seja, estabilidade de preços em máximo emprego.

Em solo americano, embora o hiato produto ainda esteja aberto – os americanos ainda consigam crescer ocupando capacidade ociosa –, o mercado teme que ele se feche rapidamente no contexto de um setor industrial em expansão, como vemos no gráfico abaixo.

Neste caso, com a normalização da situação no mundo e com a recuperação da economia, a próxima seria, em tese, a inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dúvida é: será uma inflação cíclica ou se tornará estrutural?

Como podemos ver acima, os gráficos de longo prazo sugerem que ele tem potencial para se tornar estrutural. No entanto, como o Banco Central americano persegue também um suposto "máximo emprego" e os EUA ainda enfrentam um desemprego acima de 6%, a autoridade monetária tem reforçado seu discurso permissivo para com a inflação de curto prazo, permitindo que ela ultrapasse a meta de 2%, chamando-a de temporária e não sustentada.

O mercado faz a conta

O mercado pondera a chance de o BC estar certo e dele estar errado (neste segundo caso, falamos que o BC ficou behind the curve, ou correndo atrás do próprio rabo).

A expectativa é de manutenção da taxa de juros nos EUA, mas o que importa mesmo é o discurso. Como Powell, na coletiva que sucede a decisão de política monetária, se posicionará sobre a inflação recente, sobre o nível de atividade e sobre o estresse na curva de juros do mercado de títulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É para isso que o mercado estará olhando.

Um discurso de continuidade ao tom flexível não deve mudar a dinâmica atual. Agora, se parecer que o Fed mudou o tom de seu discurso, o mercado pode realizar no curto prazo. É um foco de atenção importante.

Mas, afinal, e o Brasil?

Bem, aqui a situação é diferente. Nosso banco central está preso, sem muitas alternativas. Se observarmos a curva de contratos futuros para juros, como no gráfico abaixo, veremos que estes apontam para taxas em alta de 500 pontos-base ainda neste ano, o que explodiria as contas fiscais.

Porque esses são os problemas enfrentados pelo Brasil:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • sem atividade, mas com inflação (possível cenário de estagflação já começou a ser desenhado por alguns economistas mais pessimistas);
  • câmbio descontrolado, acima de R$ 5,50; e
  • fiscal sem suporte, com equipe econômica fiscalista esvaziada e centrão com muito peso nas decisões.

Para controlar um pouco o câmbio e evitar o efeito de pass-through (inflação no Brasil por conta da alta do dólar), o Banco Central deveria subir um pouco os juros. Mas se ele faz isso, desestimula a economia, que tem dois dígitos de desempregados e não consegue engatar. Ao mesmo tempo, se jogar o juro para cima, compromete ainda mais o fiscal brasileiro, que já está em frangalhos.

Agora, se não fizer isso, o dólar continua descontrolado, a inflação continua a subir e a falta de previsibilidade afastará investimentos, tirando incentivos para o crescimento.

É uma faca de dois gumes.

Para evitar maiores problemas, o BC deverá adotar um tom adicionalmente gradual, evitando movimentos bruscos. Por isso, provavelmente, deveremos ter uma alta entre 25 e 50 pontos-base, para até 2,50% de Selic. Se ele gradualmente fizer o ajuste na curva de juros, poderá evitar um choque monetário muito traumático.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso aguardo um tom tranquilo e ponderado de nossa autoridade. Por aqui, os mercados têm uma longa história de antecipar prematuramente aumentos do BCB e valorizar demais a Selic final.

Veja abaixo como o mercado costuma errar os movimentos do Bacen.

Nossa situação não é fácil, definitivamente.

Escolher investimentos neste ambiente é ainda mais difícil. Entendo que, no final, o melhor cavalo para o mundo segue sendo o de commodities, que captura bem o call de inflação e de retomada do crescimento mundial, além de não ser tão sensível à curva de juros como teses de tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, a maior casa de análise independente para o varejo da América Latina, costuma indicar para seus leitores os melhores movimentos inclusive para estes períodos mais complicados. Em sua série best-seller, Miranda compartilha suas melhores ideias de investimento para os diferentes perfis. Em um ambiente tão incerto como o de 2021, ler um especialista adequado é imperativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia