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O mundo se divide em dois: EUA e China, e as políticas fiscais e monetárias pouco usuais até aqui se tornaram regra
Como comentamos na última semana, começamos a refletir não só sobre um ano novo que se inicia, mas uma nova década também. Diferentemente de outras décadas, contudo, 2021 trouxe uma idiossincrasia completamente inesperada: os sopros ainda existentes da pandemia ao redor do mundo.
Processos como o que vivemos na atualidade costumam marcar épocas.
Se tornam, a posteriori, o início de períodos mais longos, em que grandes tendências se formam. Afinal, o jogo mudou em diversos campos da vida humana, assim como várias alterações já iniciadas foram aceleradas de maneira grandiosa.
Passamos por um evento de baixíssima probabilidade e de alto impacto: sofremos uma interrupção global das cadeias de suprimentos, pessoas perderam seus empregos, hospitais não conseguiram suprir as necessidades da população, setores tradicionais da economia entraram em colapso e aviões ficaram parados.
Agora, após o choque exógeno sem precedentes em 2020, o mundo passa a acreditar que a crise da saúde será gradualmente contida em 2021, com o contínuo apoio das políticas fiscais e monetárias sustentando a recuperação econômica. Consequentemente, os investidores ao redor do mundo começam a esperar que o mundo alcance os níveis de produção anteriores à crise já na segunda metade de 2021, mesmo que o ritmo de tal retomada varie de localidade para localidade.
Por sinal, para que isso ocorra, a China, que já atingiu esse nível pré-pandêmico no segundo semestre de 2020, será fundamental. Os EUA deverão seguir os mesmos passos do titã asiático em algum momento do meio do ano em diante, enquanto a zona do euro, o Japão e a maioria dos países emergentes ficarão para trás relativamente — o Brasil terá um bom crescimento, mas ficará para trás.
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A concorrência entre EUA e China se acelera, diante do iminente sucesso dos chineses — a China se tornará com alguns anos de antecedência a maior superpotência econômica mundial, superando os americanos antes do final da década.
Sob o aspecto positivo, a competição intensa e de longo prazo deve estimular mais inovação em ambas as nações e, assim, aumentar o crescimento econômico. Claro, a rápida recuperação econômica após a pandemia de Covid-19, as relações aprimoradas entre as nações (diante da saída de Donald Trump) e o novo plano de cinco anos do país são motivos adicionais que justificam uma exposição à China.
A dinâmica de crescimento e inovação tornará a distância entre mercados financeiros e realidade ainda mais afastada. Um exemplo disso foi a recuperação dos mercados financeiros no segundo semestre de 2020, mesmo diante das incertezas globais. O fruto do movimento foi o valuation com base em métricas tradicionais — as empresas parecem bem esticadas. Tecnologia e setores disruptivos não comportam bem o tradicionalismo da análise de ativos.
Paralelamente, a economia dos EUA também deve alavancar continuamente sua posição forte no mundo. O crescimento se expandirá e os setores cíclicos apresentarão um desempenho acima da média. Além disso, o novo governo dos Estados Unidos, em um renovado espírito multilateralista, poderá melhorar as relações com parceiros globais, elevando o grau de comércio mundial.
Um processo de muita liquidez e de crescimento cíclico acelerado, depois de um rompimento brusco da cadeia de suprimentos, produzirá inflação. Assim, se virmos o PIB de volta aos níveis anteriores à crise, podemos assumir que a inflação aumentará em 2021. Como as taxas de juros vão custar a subir ao redor do mundo, ao menos em um primeiro momento, a inflação poderá comer solta.
Abaixo, um esquema do banco J.P. Morgan sobre os ativos que desempenham melhor em diferentes ambientes de preço.
O lado do gráfico que nos interessa é o esquerdo, de inflação crescente.
Mais especificamente, o gráfico de inflação baixa (de onde estamos saindo), para um panorama de crescimento inflacionário, contexto que aconteceu apenas 4 vezes na história desde 1988.
Ouro e mercados emergentes.
Sobre o segundo grupo, vale voltar um pouco para a China, que aos poucos ganha status de classe de ativos por si só em diversas gestoras de fortunas ao redor do mundo.
Basicamente, à medida que a China continua a se desvincular dos EUA e a investir em sua mudança estratégica de a) uma economia industrial voltada para a exportação para b) uma que se baseia em serviços e demanda interna, seus méritos como uma classe de ativos essenciais separada continuam a crescer.
Ao contrário da maioria dos países emergentes, os quais não têm muito de um fator de produção específico (mão de obra barata), a China tem uma população cada vez mais instruída, além de promover continuamente investimentos em pesquisa e desenvolvimento e tecnologia.
Hoje, o governo chinês está empenhado na gradual liberalização e internacionalização de sua moeda. Isso é ajudado pela abertura dos mercados financeiros da China (segundo maior do mundo) para investidores estrangeiros.
Ademais, em um mundo onde todos os principais bancos centrais dos países desenvolvidos estão envolvidos na repressão financeira, a combinação de políticas da China permanece surpreendentemente convencional, tornando o mercado de dívida chinês altamente atraente, à medida que os investidores continuam a perseguir o rendimento.
É o Oriente ressurgindo como líder econômico global depois de séculos de liderança Ocidental, que enfrenta seus próprios demônios políticos.
Segundo a Julius Baer, uma das maiores autoridades em gestão de fortunas ao redor do mundo, estamos saindo da fase neoliberal do capitalismo para um modelo de “patrocínio de estado”, conforme o esquema abaixo — aqui em relação à dependência e sensibilidade aos estímulos fiscais e monetários, de certo modo derivados da Teoria Monetária Moderna.
O mundo se divide em dois: EUA e China. As políticas fiscais e monetárias pouco usuais até aqui, que só seriam usadas em momentos extremos, se tornaram regra. A sociedade passa por uma disfunção em seu estilo de vida.
Diversas são as consequências:
Nos próximos anos, o mundo realmente deverá abraçar a questão das mudanças climáticas de maneira mais enfática, até sob influência da liderança de Biden. Como consequência, os fabricantes limpam seus atos e as nações mais poluidoras se comprometem com as primeiras metas de redução de carbono.
Investimentos em países emergentes, com destaque para a Ásia (mais precisamente China), busca por ativos inovadores (tecnologia, estilo de vida e saúde), seleção de produtos com consciência ambiental (se tiver social também, melhor ainda) e preservação do poder de compra (metais, como ouro, e criptoativos).
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Estando bem sedimentada a ideia, vale refletir sobre quem mais entende sobre as especificidades. No Brasil, este alguém tem nome e sobrenome: Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus. Em sua série quinzenal, a publicação “Palavra do Estrategista”, Miranda oferece suas melhores ideias para os mais diferentes tipos de investidores.
Para os mais dedicados, vale conferir o novo projeto de imersão de Felipe, em que o economista, a partir de hoje, vai se encontrar com você TODO DIA pelos próximos 30 dias, até que você coloque o lucro desta estratégia no seu bolso.
Mais do que isso, Miranda colocará foco total e recursos ilimitados nesse projeto para que você tenha acesso a operações de potencial realmente exponencial. Serão encontros diários pelos próximos 30 dias. Seja pela Palavra do Estrategista ou pela Imersão, vitoriosos serão aqueles que seguirem o Felipe Miranda na nova década que se inicia.
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