O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Já estava quase dando aquela pescada de dois minutos no barbeiro, na semana passada, quando o locutor da rádio anunciou: a próxima música a tocar seria o novo single do John Mayer.
Na minha opinião, “Continuum”, de 2006, é um dos melhores álbuns da história. Ali, o músico abandonava o pop, que já havia rendido a ele três Grammys no início da carreira, para voltar às suas origens do blues, influenciado por Stevie Ray Vaughan e moldado pela tradicional e concorrida Berklee College of Music.
Nos anos seguintes, montou a banda de blues John Mayer Trio e passou a colaborar com lendas de diferentes gerações, como B. B. King, Eric Clapton, Gary Clark Jr. e Jimmie Vaughan, irmão mais velho de Stevie.
Quanto maior a expectativa, maior o tombo. A música nova é ruim demais e não lembra em nada os solos de guitarra presentes em 9 das 13 músicas de “Continuum” — em especial este aqui.
Diferentemente do cinema, em que grandes atores e atrizes arriscam-se em personagens cada vez mais autorais à medida que ganham reconhecimento, poucos são os músicos e bandas que conseguem manter sua essência ao longo de décadas, sendo que a maioria costuma ser lembrada pelo que produziu no início da carreira.
Entre meus favoritos, vamos combinar que Oasis nunca mais foi o mesmo após “(What’s the Story) Morning Glory?”, de 1995, e, mais recentemente, The Weeknd já abandonou a pegada mais dark de “Trilogy”, de 2012, para migrar ao pop eletrônico que o levou ao intervalo do Super Bowl deste ano.
Leia Também
Imediatamente após a decepção com o novo single, relacionei o tema à gestão de fundos de investimento.
Aqui, há duas reflexões importantes.
A primeira é se, de fato, gestores com mais tempo de estrada e que ganharam muito dinheiro no início do fundo perderiam, em algum momento, sua essência ou a garra necessária para manter o alfa elevado, acomodando-se com retornos medianos.
No lugar desses gestores, será que também não nos inclinaríamos ao conservadorismo à medida que enriquecemos, na física e na jurídica?
E seriam os ganhos iniciais resultados de um mix de apostas ousadas que jamais deveriam ser repetidas, uma gestão de risco mais flexível e oportunidades anormais de mercado?
Não me entenda mal: todo o mérito àqueles que se arriscam, identificam e aproveitam as oportunidades raras de ganhar muito dinheiro. Frequentemente, as grandes porradas são explicadas por poucos acertos, faz parte do jogo.
No entanto, devemos (tentar) separar sorte de habilidade, curto prazo de consistência, beta de alfa.
A segunda é algo que o analista ou investidor em fundos deve ficar ainda mais atento: o “style drift” ou “desvio de mandato” é a mudança de estilo de um gestor ao longo do tempo, metendo-se com aquilo que não é sua especialidade ou que não foi previamente combinado com o investidor.
Na construção de uma carteira de fundos, o investidor diligente deve saber o que esperar de cada gestor.
Assim, um fundo de ações small caps deve ter toda ou a maior parte de sua exposição a empresas de menor valor de mercado ou com menos liquidez. Um multimercado global deve operar juros, moedas e Bolsas de vários mercados e evitar o viés em Brasil só por estar fisicamente na Faria Lima. Do mesmo modo, um gestor de crédito high grade não deveria aumentar o risco da carteira para high yield à medida que os spreads de crédito se reduzem sem ter experiência nisso.
Essa mudança de estilo ou desvio de mandato é um dos poucos motivos graves pelos quais você deve resgatar um fundo de investimento, assim como mudanças relevantes na equipe de gestão, controle inadequado de risco (exposto especialmente em crises) ou perda da consistência de desempenho de longo prazo.
Na prática, os assinantes da série Os Melhores Fundos de Investimento já acompanharam a retirada de sugestão de gestores por todos os motivos acima nos últimos cinco anos, além dos que nem chegaram a ser indicados pelo mesmo crivo.
Há também o outro lado da mesma moeda.
Enquanto monitora-se a consistência de desempenho e de estilo dos gestores investidos ao longo do tempo, o investidor deve sair da bolha e olhar com atenção para quem está começando.
Não dá para acertar quem serão as próximas SPX, Verde, Kapitalo, JGP, Dynamo, Atmos, Bogari e Brasil Capital sem sair da zona de conforto.
Por isso, tenho dedicado uma parte relevante do meu tempo para conversar com executivos de bancos de investimento e de tesouraria e com analistas talentosos que decidiram empreender e montar seus próprios negócios.
Há quase seis meses, montamos uma carteira com nossas maiores apostas de novas estratégias ou gestoras de multimercados e fundos long biased. Prestes a completar seis meses, quero te convidar para conhecer o fundo da Vitreo que se inspira nessa carteira.
Pelo tamanho ainda menor, capaz de gerar retornos acima da média e brilho nos olhos, é como participar do tradicional blues de terça-feira no O’Malley’s em shows intimistas antes que se tornem sucesso de público — e algumas dessas gestoras, aliás, têm até nome musical, mas aí já é spoiler demais.
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana