Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A melhor ação para os próximos dez anos é também para o segundo semestre

Quando as questões macro são de difícil leitura — e o pior é que elas costumam ser mesmo de difícil leitura, muito mais do que nosso desejo de controle gostaria de contemplar —, recorremos à esfera micro. Deve ser mais fácil pensar em coisas pequenas do que grandes; menos variáveis dão menos trabalho. Controle mesmo […]

Imagem: Shutterstock

Quando as questões macro são de difícil leitura — e o pior é que elas costumam ser mesmo de difícil leitura, muito mais do que nosso desejo de controle gostaria de contemplar —, recorremos à esfera micro. Deve ser mais fácil pensar em coisas pequenas do que grandes; menos variáveis dão menos trabalho. Controle mesmo nunca teremos, mas faz algum sentido, não faz? 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 9 de fevereiro, escrevi neste espaço sobre qual seria minha ação favorita para os próximos dez anos. Caso precisasse escolher uma só, e essa é sempre uma tarefa ingrata, em especial para quem gosta da diversificação, porque reconhece que essa é a arma daqueles que, como nós, não sabem muito bem o que estão fazendo, iria de Cosan (CSAN3). Tenho medo e pena daqueles que acham que sabem o que estão fazendo. Mas essa é outra história. Volto pra Cosan.

Tornando curta uma longa história, alguns elementos me levavam até a empresa. O primeiro deles é uma comprovada capacidade de alocar capital, por anos e anos sucessivos. De uma reunião de usinas sucroalcooleiras, para um megaconglomerado de infraestrutura, com sócios de qualidade mundial. A própria Cosan, em si, é um negócio diversificado, em que você vai calibrando os esforços e equilibrando as vicissitudes de cada operação conforme a necessidade, de modo que uma coisa acaba compensando outra e reduzindo o nível de risco do consolidado. 

Outro ponto fundamental: a confiança em quem toca a companhia. Você estuda o negócio, faz conta, conversa com todo mundo, tenta entender o ambiente macroeconômico, as particularidades de cada concessão, entra em cada unidade operacional. Mas, no final do dia, a realidade vai ser muito diferente daquela previamente identificada e estimada. Enquanto você faz planos, Deus ri. Se não houver confiança na capacidade daquelas pessoas, daquele time reagir diante de uma situação nova, nada feito. Ali você tem uma espécie de elite squad. Sem jogar para a torcida e sem conversinha politicamente correta. É gente séria, competente, trabalhadora e referência no que faz para todo o setor. ESG não é motivo para aparecer em capa de revista, mas vantagem competitiva importante e agenda de negócio, que inclusive posiciona a companhia para vender etanol de segunda geração por dez anos pelo menos para Exxon e Shell

Para terminar, o valuation parecia bastante atrativo quando contemplávamos a soma das partes, os triggers esperados para este ano e o momento dos resultados, principalmente na Raízen e na Moove, embora a Compass também rode muito bem — reloginho todo ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com efeito, as ações da Cosan, que representam nossa principal posição na carteira Oportunidades de Uma Vida, sobem destacadamente em 2021. Ontem, fomos surpreendidos pela alta de 6% dos papéis, algo bastante notável para uma ação tida como de perfil defensivo.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs corporativos estão com desconto, EUA e Irã mantêm negociações, e o que mais você precisa saber hoje

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Do nightclub ao social club: o que reabertura do Hotel Delano diz sobre a nova Miami

Duas novidades circundaram a companhia. A primeira se refere à perspectiva de renovação da concessão da Comgás por mais 20 anos, e a segunda se liga a rumores de sucesso no IPO da Raízen, que teria atraído âncoras relevantes no fim de semana (locais e estrangeiros). Segundo se especula, o pre-money valuation em torno de R$ 70 bilhões e o tamanho do deal teria diminuído, vendendo uma fatia menor da operação, o que garantiria um efeito escassez importante.

Considero as duas notícias importantes. Sobre Comgás, embora não seja propriamente uma surpresa, a renovação pavimentaria a via para um eventual novo evento societário na Compass. Depois de não ter emplacado o IPO no ano passado, o deal com a Atmos no primeiro semestre deu um selo de aprovação importante à companhia e a seu valuation. O cenário agora é outro. Todo mundo quer. E seria pertinente voltar a pensar em IPO ou até mesmo em outro private placement semelhante, mais uma vez marcando o valuation da companhia, facilitando o panorama para seu crescimento nos próximos anos e elucidando o quanto Cosan está barata pela soma das partes.

Raízen, por sua vez, é um espetáculo. A operação está literalmente voando e é, para mim, um dos grandes cases de ESG da Bolsa brasileira. Às vezes, há duas interpretações com as quais discordo sobre a operação de Raízen. De maneira muito grosseira, o mercado costuma olhar para isso como se fosse São Martinho mais Ultrapar. Assim, ele ignora sinergias brutais entre as operações e negligencia oportunidades de crescimento únicas da operação combinada, além de não contemplar adequadamente o quanto de volume de etanol de segunda geração a Raízen pode vender, inclusive para seus próprios sócios Exxon e Shell. Outra narrativa típica é ligar a operação de distribuição de combustíveis como um caso semelhante ao da BR Distribuidora, que tem mato muito alto e se beneficiaria da retomada da economia. Claro que pode haver algo nesse sentido, mas aqui é outro tema. ESG, benefícios da operação integrada, com trading muito forte e essas vantagens sem precedentes para etanol de segunda geração, caindo como uma luva principalmente para investidores europeus mais acostumados com o tema. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Raízen é tão bom que se tinha a dúvida sobre a concretização ou não de seu IPO, porque, corretamente, o acionista de referência e o top management da companhia não aceitariam qualquer tipo de desconto relevante em seu valuation, dadas as vantagens competitivas claras e o crescimento projetado de Ebitda para os próximos anos. Principalmente depois do que aconteceu com Compass, ficou na mesa a dúvida sobre eventualmente recolher o IPO e partir para um private placement. Nesse sentido, a conversa de ontem é fundamental. Aumenta as chances do IPO no valuation desejado, garante o crescimento de Raízen e exige um re-rating de Cosan.

Para não dizer que não falei das flores, embora não seja algo exatamente de ontem, acho importante chamar atenção para Moove, porque, embora esse seja o menor negócio do grupo, já é relevante e os resultados devem ser absolutamente espetaculares. Inclusive não me surpreenderia se também aqui houvesse algum tipo de deal, seja com uma operação privada com algum player europeu ou mesmo com um IPO. Esse negócio vai ser, de fato, muito grande.

E para ser devidamente justo e não ficar dourando a pílula excessivamente, talvez Rumo traga uma pequena frustração neste ano. Nada específico com a companhia, mas fruto da quebra da safra do milho.

Em resumo, a ação para os próximos dez anos é também uma excelente pedida para a segunda metade de 2021. O longo prazo vai ser sempre uma soma de curtos prazos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Duas coisas antes de terminar. Nada a ver com Cosan, mas já que estamos falando de novidades microeconômicas relevantes dentro das ações da carteira Oportunidades de Uma Vida, preciso mencionar Direcional e GPS.

Direcional apresentou uma prévia operacional nada menos do que formidável, acima de qualquer expectativa. Quem estava otimista com a preliminar tinha R$ 580-590 milhões de vendas contratadas. A companhia entregou R$ 614 milhões. Recorde absoluto. É um crescimento superior a 50% ano contra ano. Lançamentos da mesma forma. Riva muito relevante e ganhando escala muito rápido. Companhia está on track para lançar R$ 3 bilhões de VGV em 2022. Crescimento de tech em valuation muito descontado. E não me surpreenderia se o terceiro trimestre fosse ainda melhor do que o segundo. O setor está largado em Bolsa, mas qualquer mínima melhora aqui permite upside superior a 50%, com baixo downside, dada a operação muito na mão, a elevada distribuição de proventos e o valuation já muito depreciado. 

GPS entregou mais uma aquisição relevante, do Grupo Vivante. Companhia entregando muito bem seu pipeline de M&A, muito bem tocada e com uma habilidade única de gestão de risco trabalhista. Em linhas gerais, agora só tem na mesa Gocil e Verzani — e pode ter jogo aqui também. Abaixo do radar de muita gente, entregando como poucos. Merece a compra. Em um ano, a empresa será outra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem mostra um casal sentado no sofá de casa com contas a pagar. Eles parecem preocupados com dívidas ou inadimplência. 18 de junho de 2026 - 8:58
nuvens escuras representando dúvida sobre a política monetária e a palavra selic escrita em branco ao centro 17 de junho de 2026 - 14:34

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Depois de uma Super Quarta vem uma Super Quinta

17 de junho de 2026 - 14:34
Bandeiras do Brasil e EUA unidas 16 de junho de 2026 - 7:28
Círculo de cadeiras pretas em sala escura, iluminadas no centro, com logotipos de ferramentas de IA nos encostos, voltadas para um espaço vazio 12 de junho de 2026 - 7:16
inteligencia artificial bdr bdrs investimento tecnologia 10 de junho de 2026 - 13:15

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: IPOs das big techs — aos vencedores, a ressaca?

10 de junho de 2026 - 13:15
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma estrada de terra saindo de um canavial em direção a uma cidade do futuro, mas há um buraco no meio do trajeto 10 de junho de 2026 - 8:35
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um investidor de terno preto segurando um escudo em que está escrito ETF. Ele está em um escritório e, ao fundo, vemos gráficos vermelhos em queda 9 de junho de 2026 - 8:45
Barril de petróleo sobre dólares Irã Israel guerra 9 de junho de 2026 - 7:08
Examinador lendo um currículo durante uma entrevista de emprego; vagas abertas 7 de junho de 2026 - 8:00
Imagem mostra uma mão feminina escrevendo em um tablet. Símbolos de sustentabilidade e fatores ambientais são projetados. 3 de junho de 2026 - 8:47
Imagem tirada de um drone mostra a cidade de Cartagena. Em primeiro plano, a cidade antiga, e, ao fundo, prédios altos e modernos 2 de junho de 2026 - 8:26
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar