O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Fatores são clusters, tentativas de agrupar empresas/ações com características comuns e que ajudem a explicar sua performance.
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre tecnologia e investimentos.
Nessa semana, fiz uma live junto o João Piccioni, exclusiva para os alunos do MBA da Empiricus.
Ao longo da nossa conversa, surgiu uma dúvida excelente de um dos alunos do curso, que em resumo, era mais ou menos assim:
Como interpretar e acompanhar os humores do mercado financeiro?
A pergunta é tão geral quanto a gama de respostas que eu posso oferecer para ela, mas uma das alternativas possíveis é bem bacana, e conversa bem com nosso objetivo de falar sobre tecnologia e investimentos ao mesmo tempo.
Falo sobre o investimento em fatores.
Leia Também
Ok, eu sei que parafrasear o teorema de Pitágoras no título desta coluna foi uma ideia de merda.
Mas certamente foi legal lá em meados da década 80, quando o investidor James O'Shaughnessy começou a sistematizar o que hoje conhecemos como fatores.
Na época, as planilhas estavam longe de serem poderosas como hoje, e não havia grandes bases de dados online para se buscar padrões no mercado financeiro.
Jim fazia contas na mão, como ele descreve no seu clássico Invest Like the Best.
Mas enfim, quais e o que são os fatores?
A ideia inicial de Jim era encontrar características comuns em determinadas empresas, que pudessem explicar algum tipo de comportamento coletivo de suas ações na Bolsa.
O exemplo clássico é a capitalização de mercado.
Será que existe alguma correlação maior entre as performances de small caps quando comparadas a outras small caps, do que quando comparadas a large caps?
Respondendo a essa e outras perguntas, Jim e alguns outros pioneiros definiram alguns fatores que acompanhamos até.
Mais tarde, a lógica dos fatores renderia um prêmio Nobel...
Os matemáticos Eugene Fama e Kenneth French, com seu modelo de três fatores, foram premiados pela conclusão de que, historicamente, ações menores e descontadas frente ao seu book (patrimônio) costumam ter desempenho melhor no médio e no longo prazo.
O famoso modelo Fama-French.
Portanto, só confirmando que todos tenham entendido: fatores são clusters, tentativas de agrupar empresas/ações com características comuns e que ajudem a explicar sua performance.
Por exemplo, temos os conhecidos fatores de desempenho: empresas de growth (alto crescimento) e "value" (em referência aos clássicos atributos do value investing).
Temos fatores de capitalização de mercado: small, mid e large caps.
Além disso, temos novos fatores sendo padronizados o tempo inteiro: podemos criar um fator chamado "IPO", que compila a performance de empresas que fizeram seu IPO há menos de 12 meses, e estudar seu comportamento.
Podemos criar fatores como Private Equity (empresas que possuem um fundo que compra participações em empresas entre seus acionistas), buybacks (empresas que recompram muita ação), dividend yield (o retorno com o pagamento aos acionistas dessa empresa a coloca em que quartil de uma distribuição dos maiores pagadores de dividendos?).
Enfim, o céu é o limite.
E como os fatores respondem à pergunta inicial desta coluna: como interpretar e acompanhar os humores do mercado financeiro?
Simples: siga os fatores.
No infográfico abaixo, eu compilo o retorno de diferentes índices organizados sob fatores, nos últimos três anos.
Por exemplo, o retorno médio do fator "small-cap" é dado pelo excesso de retorno do IJR (um ETF de small caps) sobre o S&P 500 (as 500 maiores empresas listadas nos EUA), nos últimos 3 anos.
O fator "growth" é dado pelo excesso de retorno do IWF (um ETF que compila ações de alto crescimento) sobre o S&P 500 também nos últimos três anos.
Ou seja, numa janela longa, o que o infográfico acima nos mostra é que o clima andou muito bom para as ações de alto crescimento nos últimos anos.
Perceba como, inclusive, foram anos melhores de empresas de alta capitalização de mercado e crescimento (large-cap growth), do que das companhias de menor capitalização.
E agora, como estão os mesmos fatores em 2021?
Dá uma olhada.
Quando eu passo a olhar o retorno dos fatores neste ano, a coisa muda MUITO de figura.
Os fatores de small caps estão voando! Enquanto isso, o fator "growth", que teve um retorno fantástico nos últimos três anos, está passando por um 2021 tenso.
O mote dos mercados lá fora têm sido exatamente esse, migrar de nomes de alto crescimento (em geral, empresas de tecnologia), para small caps que devem se beneficiar da reabertura da economia.
Existem várias maneiras de se acompanhar o mercado, e cada investidor acaba encontrando a sua preferida.
Eu sou fã da abordagem dos fatores.
Eles estão longe de serem perfeitos, ou de servirem, sozinhos, para que eu tome qualquer decisão de investimentos.
Mas com certeza, eles me servem como um alerta. Uma indicação de onde faz mais sentido que eu empregue meu tempo.
É como pegar o caderno de um amigo para estudar para a prova, e ter algumas anotações deles já grifadas.
Com certeza, ajuda.
Se você gostou dessa coluna, pode entrar em contato comigo através do e-mail telaazul@empiricus.com.br, com ideias, críticas e sugestões.
Também pode seguir acompanhando meu trabalho através do Podcast Tela Azul, em que, todas as segundas-feiras, eu e meus amigos André Franco e Vinicius Bazan, falamos sobre tecnologia e investimentos.
Aproveite para se inscrever no nosso Telegram; todos os dias, postamos comentários sobre o impacto da tecnologia no mercado financeiro (e no seu bolso).
Um abraço!
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem
Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa
Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC
De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril
Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking