Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Um FII para você capturar oportunidades no aquecido mercado de crédito imobiliário

Com a reviravolta na reforma tributária, e tendo em vista a forte demanda por imóveis residenciais, considero que o segmento seguirá bem aquecido nos próximos meses

29 de julho de 2021
6:05 - atualizado às 15:57
casa sobre pilhas de moedas imóveis
Imagem: Shutterstock

Após um mês de junho sofrível para o mercado de FIIs, o segundo semestre começa com o pé direito. No geral, os fundos imobiliários ganharam tração após uma reviravolta na proposta de Reforma Tributária e se tornaram os principais destaques de julho, à frente do Ibovespa, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apenas relembrando, o auge do estresse de 2021 foi concentrado no final do primeiro semestre, com a nova proposta de Reforma Tributária por parte do governo, que incluía a tributação de 15% sobre os rendimentos de fundos imobiliários, hoje isentos de imposto.

A iniciativa causou pânico em alguns players da indústria, que retiraram seus recursos e proporcionaram uma queda generalizada do mercado — ao final de junho, o Ifix acumulava queda de 4% no ano.

Contudo, conforme tratamos em live no canal do Seu Dinheiro no YouTube, existiam várias inconsistências na proposta, o que proporcionou uma reação pujante do mercado contra a iniciativa. 

Felizmente, logo na primeira quinzena de julho, o ministério de Paulo Guedes realizou mudanças no texto e removeu as alterações na indústria de FIIs, garantindo a isenção dos rendimentos no curto prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É importante citar que este risco ainda paira sobre a indústria em uma perspectiva de longo prazo. Em um momento de maior maturação dos FIIs (que pode levar anos), a isenção pode ser revisada. De qualquer forma, podemos aproveitar o curto / médio prazo para incrementar nossa renda com proventos mais gordos!

Leia Também

Falando em curto prazo...

É certo no mercado imobiliário atual que temos um segmento de destaque: o residencial. 

De acordo com a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), os lançamentos de imóveis somaram 28.470 unidades nos meses de fevereiro, março e abril, alta de 45,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Paralelamente, foram comercializadas 37.227 unidades no trimestre móvel, o que representa uma alta de 30,4% em relação ao volume transacionado na comparação anual. Já no acumulado nos últimos 12 meses encerrados em abril de 2021, as unidades comercializadas superaram em 29,3% as vendas registradas no período precedente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente
Fonte: ABRAINC / FIPE

Este volume tem sido bem capturado pelas incorporadoras, especialmente Direcional (DIRR3), que é minha favorita no setor. A companhia divulgou uma prévia operacional formidável para o segundo trimestre, com crescimento de vendas contratadas de 50% na comparação anual, acima das expectativas.

Entretanto, o mercado não tem “comprado” tão facilmente a tese de incorporadoras até o momento, influenciado pelos riscos inflacionários (especialmente no custo de construção) e do histórico volátil do setor.

Deste modo, entendo que outra vertente ainda se mostra como destaque para o momento: o crédito imobiliário. Considerando os recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o volume de crédito concedido para compra e construção de imóveis cresceu 124% no primeiro semestre em relação ao ano passado e alcançou um novo recorde de R$ 97 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

É bem verdade que em um cenário de alta dos juros, como estamos presenciando agora, o crédito imobiliário tende a ficar gradualmente mais caro – recentemente, o Santander iniciou este movimento para sua linha de financiamento imobiliário. Contudo, tendo em vista a forte demanda por imóveis residenciais, considero que o segmento seguirá bem aquecido nos próximos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Adicionalmente, cria-se uma narrativa por parte do setor de que “o momento para comprar um imóvel é agora”, de modo a causar um sentimento de urgência nos compradores, o que pode proporcionar um impulso de crédito no curto prazo.

Mas como capturar esse crescimento?

Novamente, trago uma indicação de fundo de crédito para o Décimo Andar – não quero soar repetitivo, mas sim reforçar que essa categoria se tornou uma das principais alternativas de renda da indústria.

Dito isso, o nome do FII de hoje é KNSC11. O Kinea Securities (KNSC11) é quase um novato no mundo dos FIIs, mas também é um prodígio. Gerido pela Kinea Investimentos e administrado pela Intrag DTVM, o fundo realizou seu IPO recentemente e iniciou a negociação de suas cotas em novembro de 2020.

Desde então, o fundo acumula retorno de 17% (contra de 0,7% do Ifix), com uma carteira composta por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cotas de outros FIIs, gerenciados por uma política flexível de investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como é possível observar na ilustração abaixo, o portfólio do fundo está majoritariamente exposto ao setor residencial, que corresponde a 43% do seu patrimônio de CRIs. 

Gráfico

Descrição gerada automaticamente
Fonte: Kinea

Vale mencionar que 87,3% da carteira do KNSC11 está indexada ao IPCA – ou seja, mesmo que tenhamos uma continuidade da tendência de crescimento inflacionário, a carteira do fundo está bem indexada ao nível de preços. 

Na parte do risco, o fundo possui uma ampla base de devedores, sendo que a composição geral oferece um risco de crédito confortável, dado que grande parte apresenta garantias reais e LTVs (loan to value, relação entre o valor do crédito e o do imóvel usado como garantia) baixos. Entre os devedores, temos marcas conhecidas como Creditas, JHSF e Via Varejo.

Antes de finalizarmos, vale um destaque para o dividend yield (retorno com dividendos) anualizado do fundo: com o último pagamento de R$ 0,95 por cota e considerando os preços de tela, o FII gera um yield de 11%, valor bastante atrativo — a distribuição de um fundo de CRI nem sempre é constante e deve variar de acordo com o desempenho de seus indexadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos primeiros 12 meses de nosso modelo, prevemos rendimentos na casa de R$ 9 por cota, o equivalente a um dividend yield de 8,7% dado o preço atual das cotas — vale salientar que estimamos uma inflação de 4,5% para o período, posição neutra para o índice.

Ainda que não esteja totalmente exposto ao mercado residencial, entendo que o fundo consegue capturar boas oportunidades de crédito no segmento, além de proporcionar uma gestão de excelência da Kinea e uma indexação interessante à inflação, capaz de proteger o portfólio no curto prazo.

Até a próxima!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia