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Os futuros de Nova York seguem otimistas depois de renovar as máximas históricas ontem, com os resultados das empresas animando os negócios
Os investidores conseguiram ignorar por algum tempo as ameaças ao teto de gastos e a elevação do risco fiscal no pregão de ontem (25). No final da sessão, o Ibovespa avançou 2,28%, aos 108.714 pontos. O dólar à vista também teve um dia de alívio, em queda de 1,90%, a R$ 5,562.
Ainda ontem, a CNN informou que o governo estuda a venda de ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4), tirando o controle acionário da União. Isso gerou uma reação da estatal, que exigiu maiores explicações sobre uma “privatização” da empresa.
O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, utilizou o momento para falar sobre a privatização da Petrobras. Por um lado, o mercado reagiu de maneira positiva e os papéis da empresa dispararam cerca de 7% no pregão. Entretanto, o governo não conseguiu avançar com a agenda liberal e existem outras medidas mais urgentes no momento.
Nesta terça-feira (26), o investidor deve digerir uma série de indicadores de emprego, com a divulgação do Caged de setembro, inflação, com o IPCA-15 de outubro, além de acompanhar os desdobramentos das pautas econômicas no Congresso Nacional.
O exterior está um pouco menos agitado hoje. Depois de duas das três principais bolsas americanas renovarem as máximas históricas, os investidores ignoram o Federal Reserve e devem seguir de olho na temporada de balanços, que ganha tração e anima os negócios por lá.
Não deixe de conferir a agenda de balanços aqui do Brasil também!
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Saiba o que esperar do pregão de hoje:
Os debates envolvendo o Orçamento para 2022 seguem a todo vapor. Mais especificamente, o teto de gastos está em xeque e as contas do governo federal, Congresso e mercado financeiro divergem quanto ao espaço que pode ser aberto nas contas públicas.
Nos cálculos mais otimistas, o Senado federal acredita que a PEC dos precatórios e a mudança no período de correção do teto de gastos poderiam abrir cerca de R$ 95 bilhões, enquanto a pasta da economia prevê cerca de R$ 83 bilhões, de acordo com o Broadcast.
Mas a pergunta que fica é: como encaixar o Auxílio Brasil, que já consome boa parte desse espaço no teto, e outras demandas, como o vale-gás, auxílio diesel, adicional das vacinas e desoneração da folha de pagamento?
Além disso, vale lembrar que a proposta de reforma do Imposto de Renda ainda não foi aprovada. O texto seria uma forma de financiar os programas sociais, mas o Senado ainda não debateu a proposta.
Para esta terça-feira, o investidor deve ficar de olho nos números do IPCA-15 de outubro, que deve avançar 1% na mediana das projeções do Broadcast e registrar alta de 10,12% na comparação anual. Ainda hoje o Ministério do Trabalho e Previdência divulga os números do emprego do Caged, com mediana das expectativas em 360 mil novas vagas em setembro.
Hoje ainda acontece a primeira reunião do Copom, que deve divulgar a taxa básica de juros nesta quarta-feira (27). As expectativas do mercado giram em torno de um aumento da Selic entre 1,25 até 1,50 pontos base.
Na última segunda-feira (25), as bolsas de Nova York Dow Jones e S&P 500 renovaram as máximas históricas, após uma sequência de balanços positivos nos Estados Unidos. Nem mesmo a perspectiva de que o Federal Reserve retire os estímulos da economia antes do esperado pelo mercado conseguiu desanimar os investidores.
Alguns analistas norte-americanos já chamam este período de “hiperinflação”, o que coloca a decisão de política monetária do Fed cada vez mais no centro do debate dos investidores.
Depois do sucesso de ontem com os papéis da Tesla, após a empresa conseguir US$ 1 trilhão em valor de mercado e se tornar a quinta dos EUA a atingir essa marca, os olhos dos investidores se voltam para os balanços do dia.
Os resultados de Alphabet (Google), Microsoft, Twitter e Visa devem movimentar o pós mercado hoje. Antes da abertura, 3M e General Eletric ficam no radar.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta terça-feira sem direção definida. Do lado negativo, as ações de imobiliárias seguem pressionadas após os planos do governo chinês de testar um imposto no setor por cinco anos.
Por outro lado, as bolsas de Nova York Dow Jones e S&P 500 renovaram as máximas históricas ontem, em meio à uma positiva temporada de balanços.
Na Europa, o apetite de risco é generalizado, sustentado pelos resultados positivos do terceiro trimestre das empresas nos Estados Unidos.
Por fim, a abertura em Nova York deve ser de ganhos, com os futuros de Wall Street operando em alta pela manhã.
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões
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