Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-12-13T20:24:46-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa vira nos últimos minutos e começa a semana em queda; cautela com ômicron e Fed dominou o pregão

Os investidores aguardam decisão de juros do Fed na próxima quarta-feira (15) e receberam negativamente a notícia da primeira morte causada pela variante ômicron

13 de dezembro de 2021
19:30 - atualizado às 20:24
Faixa com quadrados pretos e brancos pintada no asfalto
O mercado ainda monitora novos dados sobre a variante da covid-19 no mundo. Imagem: Envato

A performance do Ibovespa nesta segunda-feira (13) pareceu até reprise do GP de Fórmula 1 do domingo, quando Lewis Hamilton foi ultrapassado por Max Verstappen na última volta, perdendo não só a corrida como também o título mundial.

Mesmo diante de uma agenda econômica cheia para os próximos dias e um novo revés na pandemia do coronavírus, o principal índice da bolsa brasileira passou a maior parte do dia no azul, contrariando o clima de cautela que deixou as principais praças europeias e Wall Street no vermelho.

É que enquanto o mercado internacional repercutia negativamente a confirmação da primeira morte atribuída à variante ômicron no Reino Unido e os investidores entravam em compasso de espera para as decisões de política monetária dos próximos dias, o Ibovespa surfava a nova alta de 6% do minério de ferro, que impactou positivamente a Vale e as siderúrgicas.

O índice brasileiro chegou a subir mais de 1,5%, perdeu força com a piora em Nova York, mas ainda assim parecia destinado a um fechamento positivo. A virada, no entanto, veio nos últimos minutos, e o Ibovespa encerrou a segunda-feira em linha com os mercados internacionais, em queda de 0,35%, aos 107.383 pontos.

A curva de juros e o câmbio não chegaram a flertar com o otimismo e refletiram ao longo de todo o dia a pressão que vinha do exterior. O dólar à vista encerrou o dia em alta de 1,07%, a R$ 5,6741, enquanto os principais contratos de DI voltaram a subir, revertendo parte da queda vista na semana passada.

Assim como os investidores, o Banco Central brasileiro também está de olho na possibilidade de que o Federal Reserve anuncie na próxima quarta-feira (15) a aceleração da redução dos estímulos monetários e aponte para uma elevação de juros nos próximos meses — medidas que tendem a fortalecer a moeda americana.

Hoje, o BC voltou a intervir no câmbio, tentando segurar a divisa com um leilão no mercado à vista de US$ 905 milhões. O impacto foi apenas momentâneo, mas um novo leilão de linha, dessa vez de US$ 1 bilhão, foi marcado para amanhã.

O show dos bancos centrais

Uma semana após o Banco Central brasileiro elevar os juros para 9,25% ao ano, na última reunião do Comitê de Política Monetária, é a vez do Federal Reserve entrar em cena nesta semana.

Na quarta-feira (15), o Fomc, o Copom americano, deve divulgar não apenas as perspectivas para os juros, mas recalibrar as expectativas do tapering, a retirada de estímulos da economia dos EUA.

Além da reunião do Federal Reserve, o Banco da Inglaterra (BoE), o Banco Central Europeu (BCE), o Banco Central do Japão (BoJ) e os BCs de Chile, Turquia, México e Rússia também realizam reuniões esta semana. 

Mas o BC brasileiro ainda não deve sair de cena. Os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião nesta terça-feira. O documento deve trazer uma visão mais aprofundada dos diretores da entidade sobre a condução da política monetária do país. 

Sobe e desce do Ibovespa

Os setores de mineração e siderurgia brilharam, mas foram as operadoras de saúde que tiveram o melhor desempenho do dia.

Pela manhã, o Bradesco BBI divulgou um relatório retomando a cobertura do setor de saúde e mostrou grande otimismo com o crescimento do lucro das empresas e o potencial disponível com o envelhecimento da população. Como uma das principais apostas está a Hapvida (HAPV3), ao lado de Oncoclínicas (ONCO3) e SulAmérica (SULA11). 

Marcio Lórega, gerente de research do Pagbank, lembra que o mercado espera para os próximos dias a apreciação definitiva da fusão entre Hapvida e Intermédica (GNDI3), que também pegou carona na alta. A operação é muito aguardada e deve criar a maior operadora de saúde do país. 

A Eletrobras (ELET6) também figurou entre os destaques do dia. Os investidores aguardam novidades sobre o processo de capitalização da companhia. O Tribunal de Contas da União (TCU) deve voltar a pautar o projeto na próxima quarta-feira (15). 

Outro destaque corporativo do dia ficou com a Vale, que concluiu a venda de participação na California Steel. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
HAPV3Hapvida ONR$ 11,553,13%
GNDI3Intermédica ONR$ 65,673,01%
VALE3Vale ONR$ 77,862,92%
BRAP4Bradespar PNR$ 55,072,88%
ELET6Eletrobras PNBR$ 35,432,04%

O Banco Pan (BPAN4) e a Cogna (COGN3) passaram boa parte da tarde alternando entre perdas e ganhos. Enquanto o banco digital passa por um movimento de realização de lucros, a empresa de educação repercute a análise do CEO da companhia, Rodrigo Galindo, sobre o ano de 2021. 

Para Galindo, o ano que passou foi um ano de retomada. Mesmo com o impacto do fim do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), a companhia viu uma alta de 70% na rentabilidade nos primeiros nove meses de 2021. O ano de 2022, no entanto, ainda deve ser impactado pelo fim do programa governamental e a receita deve voltar a crescer apenas em 2023.

Com o avanço dos juros futuros no fim da etapa regular de negociação, as empresas do setor de varejo voltaram a apresentar perdas expressivas. Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
COGN3Cogna ONR$ 2,63-9,31%
BPAN4Banco Pan PNR$ 12,32-8,61%
CASH3Méliuz ONR$ 3,65-5,19%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 6,05-5,02%
AMER3Americanas S.AR$ 27,22-4,49%

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Mercados Hoje

Ibovespa abre em alta de mais de 1% puxado pelo exterior positivo, e dólar recua a uma semana da reunião do Federal Reserve

Commodities permanecem no radar: minério de ferro avançou na China durante a madrugada, e agentes de mercado já apostam numa alta do petróleo até US$ 100 neste ano

Tendências da bolsa

AGORA: Ibovespa futuro avança próximo da estabilidade e dólar cai de olho no exterior positivo e nos balanços dos bancos de hoje

As commodities permanecem em rota de valorização, com o petróleo e o minério de ferro em destaque hoje

O melhor do Seu Dinheiro

Um guia com 51 investimentos para 2022, a queda das ações tech na B3, Binance e outros destaques do dia

Confira os investimentos mais promissores do ano, além de uma análise completa dos riscos e oportunidades nas principais classes de ativos

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas buscam recuperação lá fora, de olho nos balanços do dia e Ibovespa foca no cenário doméstico

O presidente da República, Jair Bolsonaro, tem até sexta-feira (21) para decidir sobre o Orçamento e o reajuste dos servidores públicos

PAPO CRIPTO #010

Maior corretora de criptomoedas do mundo, Binance vê 2022 como o “ano da regulação” do mercado

“Existe um preconceito com o mercado de criptomoedas como um todo”, diz a representante da Binance no Brasil sobre países que proibiram a atuação da corretora

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies