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expectativa sobre davos

País pode surgir como opção para receber investimento em infraestrutura, diz secretário

Para secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, conjuntura pode ser favorável ao Brasil

20 de janeiro de 2020
10:07
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O secretário-especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, afirmou nesta segunda-feira (20) em entrevista à CBN, que a conjuntura internacional pode ser favorável ao Brasil.

"Vamos mostrar (em Davos) que o Brasil, com uma economia mais estabilizada, com ambiente de negócios mais amistoso, recepção do investimento direto, no setor de infraestrutura, pode despontar como alternativa nesse cenário de escassez de oportunidades viáveis e lucrativas", disse.

Ele disse que o Brasil vai listar, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, cinco pontos em que avançou no último ano, desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo.

Os itens citados por Troyjo incluem reforma da Previdência; privatizações, "com mais de R$ 100 bilhões" vendidos; avanço no ambiente de negócios, com a Lei da Liberdade Econômica; maior integração do Brasil com o mundo, incluindo o acordo Mercosul-União Europeia; e avanço em reforma do Estado. "Naquilo que a gente poderia considerar prioridade econômica no Brasil, houve progressos indiscutíveis", disse.

Troyjo acrescentou que, em Davos, uma das principais mensagens a ser transmitida é que esse conjunto de reformas "perfaz aquilo que é o mais ambicioso programa de transformações estruturais no mundo emergente"

Ausência de Bolsonaro

Quando questionado sobre a ausência de Bolsonaro em Davos, o secretário de Comércio Exterior argumentou que o presidente tem uma agenda externa muito cheia nesse ano e disse que Bolsonaro é "insubstituível".

"O presidente da República é o protagonista do Brasil. É insubstituível. Temos equipe enxuta, cuja principal figura é o ministro Paulo Guedes, mas instrumentalizada, bem equipada, para transmitir aos investidores e parceiros a mensagem precisa e correta sobre o que acontece no Brasil e sobre o futuro, que vai ser positivo para o nosso País".

Segundo Troyjo, se Bolsonaro estivesse em Davos, "sempre aumenta a visibilidade da compreensão que se tem do País".

"(Mas o) presidente tem uma série de outros compromissos que deve ter julgado mais importantes. Na semana que vem se direciona à Índia, que nos próximos 30 40 anos será uma das principais economias do mundo e que, nos últimos 4 anos, cresce mais que China porcentualmente."

Argentina

Marcos Troyjo afirmou, ainda, que as relações com a Argentina sob o governo de Alberto Fernández ocorrerá sem viés ideológico. "Vamos fazer negócio com todo mundo, sem viés ideológico", disse na entrevista.

E completou: "temos apego ao que é interesse nacional. Por outro lado, não vamos permitir que o Mercosul trafegue em velocidade de comboio, onde a velocidade de todos é determinada pelo mais lento".

"Esperamos que a Argentina tenha posição construtiva para que possamos seguir modernizando o Mercosul e deixando claro para parceiros que alguns princípios são inabaláveis, como integrar-se com o resto do mundo", continuou. "Comércio não tem que ver com ideologia, mas não vamos nos permitir ficar parados no tempo."

Troyjo acrescentou que o ano de 2019 foi mais o importante da história do Mercosul, devido ao acordo com a UE, além do EFTA (área de livre comércio formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein).

"Essas vitórias de 2019 fazem com que ganhemos convicção de que o futuro do Mercosul tem que ser de integração com a economia mundial", relatou, dizendo que quando Bolsonaro assumiu, o "acordo Mercosul-UE estava muito longe" e lembrando que já há "negociações importantes, de tratado, com Canadá, Cingapura e Coreia do Sul".

OCDE

Por fim, Troyjo também falou sobre a possível adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e citou três "benefícios concretos" para a economia do Brasil. "Fazer parte implica em uma série de modernizações institucionais, ótimas para o Brasil", disse.

"Em segundo lugar, desde a recessão de 2008, com queda do Lehman Brothers, uma série de investidores passou a exigir não só boa classificação da agência de risco de crédito, mas também princípios da OCDE - ou seja, se aproximando de ser membro pleno, passa a ter acesso a fontes de liquidez para investimento estrutural que Brasil não tinha acesso", continuou.

"E grandes acordos do futuro não serão sobre tarifas, mas sobre padrões", completou, antes de acrescentar que, dos vários candidatos, o Brasil é o que está mais "avançado". "A gente consegue sentar na cadeira ainda na administração Bolsonaro, antes de 31 dezembro de 2022".

*Com Estadão Conteúdo

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