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Estadão Conteúdo

vice da república

Recuperação da economia depende de avanço nas reformas, diz Mourão

Em live do Banco Credit Suisse Brasil, Mourão também justificou a aproximação do governo com o grupo de cerca de 200 deputados que compõem os partidos do centro

Estadão Conteúdo
6 de julho de 2020
17:01 - atualizado às 17:53
Hamilton Mourão
Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, durante entrevista ao canal CGTN, Espanhol. - Imagem: Adnilton Farias/VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão reforçou que "está claro" que recuperação da economia depende do avanço das reformas. Uma das prioridades da equipe econômica, a reforma tributária pode voltar a ser discutida nas próximas semanas.

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Durante live promovida pelo Credit Suisse, Mourão ressaltou os impactos da crise global do novo coronavírus e citou o auxílio emergencial pago pelo governo para trabalhadores informais.

"Estima-se que vamos chegar a R$ 250 bilhões ou R$ 50 bilhões nessa brincadeira", disse ele, sobre o impacto do pagamento.

Na última semana, o governo anunciou que irá pagar mais duas parcelas de R$ 600. Inicialmente, o benefício seria pago por três meses.

Ele também afirmou que a prerrogativa do teto de gastos é a "grande âncora fiscal" do País. "Não dá para recolher essa âncora fiscal. O gasto da pandemia é gasto da guerra", disse.

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Em participação em live promovida pelo banco Credit Suisse, Mourão afirmou que o impacto provocado na economia pelo novo coronavírus forçará os ministérios a fazer adaptação. "Alguns ministérios terão de abrir mão de projetos, não tem como fugir."

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Centrão

Segundo Mourão, o sistema político brasileiro, com muitos partidos, implica uma aliança com o bloco Centrão. Em live do Banco Credit Suisse Brasil, Mourão justificou a aproximação do governo com o grupo de cerca de 200 deputados que compõem os partidos do centro.

"Enquanto permanecer com sistema político com essa quantidade de partidos qualquer governo terá que trazer para o bojo de suas ideias esse grupo de partidos de centro", afirmou. Segundo ele, um Congresso "multifacetado", com mais de 25 partidos, exige alianças como a feita com o Centrão.

A postura inicial do governo Bolsonaro negava essa estratégia e apostava na aliança com frentes parlamentares, como as bancadas rural, da bala, e evangélica. Os grupos, contudo, são compostos por diferentes partidos que só se alinham em relação aos temas específicos de frente, informou Mourão.

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"O governo, os senhores sabem, iniciou com uma visão talvez idílica, vou ser aqui bem sincero, que por meio das bancadas temáticas teríamos relacionamento eficiente com o Congresso", disse. Sobre a adesão ao "toma lá da cá" de cargos de troca de cargos por apoio no parlamento, Mourão afirmou: "O partido que quer estar junto do governo quer participar e a participação se faz dessa forma".

Ele destacou que o recém nomeado ministro das Comunicação, Fábio Faria, antes deputado pelo PSD, faz bem a ponte de relação com o parlamento, junto ao ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Para o vice-presidente, é um "pleonasmo" falar em presidencialismos de coalizão. "O presidencialismo só pode ser de coalizão, se não houver coalizão o presidente não governa", afirmou.

Mourão disse que o Congresso tem um perfil reformista e aproximação com o Centrão facilitará a aprovação de reformas, como é o caso a tributária e a administrativa. Ele mencionou ainda que é necessário também um trabalho mais próximo e integrado junto aos governadores.

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