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O Santander encerrou o mês passado com uma captação (funding) total de clientes de R$ 385 bilhões, o que representa um avanço de 9% no trimestre
O volume de captações de recursos de clientes pelo Santander cresceu nos últimos meses em um movimento de “voo para qualidade” (flight to quality) diante da crise do coronavírus. A afirmação é de Angel Santodomingo, vice-presidente executivo do banco.
O Santander encerrou o mês passado com uma captação (funding) total de clientes de R$ 385 bilhões, o que representa um avanço de 9% no trimestre e de 15% na comparação com o primeiro trimestre de 2019.
Os depósitos à vista da unidade local do banco espanhol cresceram 16,9% em relação a dezembro, para R$ 34 bilhões. No mesmo período, as captações com CDBs avançaram 12,8% e atingiram R$ 215 bilhões.
As captações com outros instrumentos, como letras de crédito imobiliárias (LCI) e do agronegócio (LCA) registraram um aumento de 7,5% no trimestre, para R$ 58 bilhões.
“A tendência de ‘flight to quality’ [voo para qualidade] provou ser correta”, afirmou Santodomingo, em teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre.
O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,853 bilhões nos três primeiros meses de 2020. O resultado representa um avanço de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou acima da estimativa média dos analistas.
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Um ponto que chamou a atenção dos analistas foi o fato de o Santander não ter feito provisões adicionais diante dos impactos esperados do coronavírus na economia.
O índice de cobertura, que representa o saldo de provisões em relação aos empréstimos em atraso há mais de 90 dias, caiu de 209% para 194% no trimestre.
Mas Santodomingo disse que o banco está “confortável” com os níveis atuais de provisão e que vai esperar como a economia brasileira vai reagir no pós-crise.
“Esperamos um segundo trimestre difícil, mas acreditamos na capacidade do banco de atravessar diferentes períodos de crise” – Angel Santodomingo, Santander Brasil
O executivo disse ainda que 64% da carteira de financiamentos para pessoas físicas do banco conta com garantias.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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