Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-12-10T15:11:48-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
abertura de capital

Rede D’Or movimenta R$ 11,4 bilhões com IPO, terceiro maior da bolsa

Oferta foi concluída com a emissão de 196,664 milhões de ações; companhia estreia amanhã em bolsa e já chega com um valor de mercado de R$ 100 bilhões, maior entre as empresas do segmento

8 de dezembro de 2020
20:50 - atualizado às 15:11
Rede D'Or follow on
Glória D'Or, da Rede D'Or', no Rio de Janeiro. - Imagem: Divulgação Glória D'Or Facebook

A Rede D’Or, uma das maiores empresas de saúde do País e dona de uma rede com 51 hospitais próprios com as marcas Rede D’Or e São Luiz, precificou sua oferta de ações (IPO) nesta terça-feira em R$ 57,92 a unidade, movimentando R$ 11,4 bilhões.

O IPO da companhia é o terceiro maior registrado na B3 e praticamente encerra um ano em que o volume de ofertas ultrapassou os R$ 100 bilhões. O maior IPO da história da bolsa foi o do Santander, feito em 2009, que movimentou R$ 13,2 bilhões, seguido pela BB Seguridade, em 2013, que atingiu R$ 11,475 bilhões.

A Rede D’Or estreia suas ações em bolsa na quinta-feira (10) e já chega com um valor de mercado de R$ 112,5 bilhões, que é o maior entre as empresas de seus segmento, como NotreDame Intermédica e Hapvida, avaliadas em R$ 43 bilhões e R$ 50 bilhões, respectivamente. A Qualicorp vale hoje R$ 9,7 bilhões.

A oferta foi concluída com a emissão de 196,664 milhões de ações, incluindo os lotes suplementar e adicional, emitidos exclusivamente para a oferta secundária de 50,987 milhões de ações e saída de atuais acionistas. O valor por ação ficou um pouco acima do centro da faixa indicativa de preços.

A família Moll é detentora de uma participação controladora de 57,37% das ações ordinárias, o que deve cair para 53% após a oferta. Em outras palavras, a família deve seguir no controle. Dos 38% que estão em circulação no mercado, o fundo soberano GIC detém 25,93%.

Com metade dos recursos levantados na oferta primária, que somaram R$ 8,437 bilhões, a Rede D’Or deve seguir a trajetória de aquisições, que somam 37 operações ao longo dos últimos anos, para ampliar o número de hospitais e clínicas oncológicas da sua rede. A outra metade será direcionada à construção de hospitais e a expandir a rede já existente.

Fundado pelo cardiologista Jorge Moll Filho, o grupo já é dono da maior rede independente de hospitais privados do Brasil, com 51 unidades próprias, um sob administração e 32 projetos em desenvolvimento distribuídos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Maranhão, Paraná e Ceará e no Distrito Federal.

O grupo tem como prioridade o segmento de clínicas oncológicas, na qual tem a segunda maior rede, com 39 unidades. Também tem uma parcela grande de seus negócios em laboratórios de análises clínicas e de imagem.

Entre 2009 e 2019, a empresa viu seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subir 42% e chegar a R$ 3,68 bilhões. A receita líquida somou R$ 13,3 bilhões no ano passado e chegou a R$ 9,86 bilhões nos nove primeiros meses deste ano.

*Com informações da Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Fusão cheia de travas

Na Omega Geração (OMGE3), um grupo importante de acionistas está descontente — e quer barrar os planos da empresa

Fundos detentores de 28,6% da Omega Geração (OMGE3) se uniram e dizem que não vão aprovar a fusão com a Omega Distribuição nos termos atuais

Potencial de 36% de alta

Como fica a XP após a separação do Itaú? Para o JP Morgan, é hora de comprar as ações da corretora

A equipe do JP Morgan vê as pressões vendedoras nas ações da XP após a separação com o Itaú se dissipando; assim, a recomendação é de compra

Digitalização

A hora e a vez do e-commerce: com pandemia, comércio online mais que dobra e já chega a 21% das vendas do varejo

O fechamento das lojas físicas promovido pela pandemia fez o setor de varejo acelerar a aposta no e-commerce e nas vendas digitais

A bolsa como ela é

Stone, Inter e Méliuz caem forte na bolsa. É o fim das fintechs como as conhecemos?

Muito desse movimento tem a ver com a subida dos juros. Mas alguns fatores específicos também pesaram sobre as ações. Em alguns casos, pesaram com razão; em outros, nem tanto

Ajuste seu relógio

Pregão terá uma hora a mais a partir de novembro; entenda a mudança e veja a nova agenda da bolsa

As alterações começam a valer a partir do dia 8 de novembro; a B3 vai ajustar a bolsa para refletir o fim do horário de verão nos EUA

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies