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Oi disse que tem como foco se tornar a principal provedora de infraestrutura em fibra ótica no País, a partir da sua rede que já tem cerca de 400 mil quilômetros
A Oi, em recuperação judicial, avalia iniciar a operação comercial da tecnologia 5G em determinadas regiões do País antes da realização do leilão de frequências que está previsto para o ano que vem, conforme informou a companhia em nota para o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. No entanto, não informou se tem data ou locais já definidos.
No comunicado, a Oi explicou que tem como foco se tornar a principal provedora de infraestrutura em fibra ótica no País, a partir da sua rede que já tem cerca de 400 mil quilômetros. A empresa argumenta que esse é um diferencial para atuar como fornecedor nacional de rede de transporte de dados, viabilizando, assim, o 5G para todas as operadoras (já que as antenas do 5G serão conectadas à redes de fibra).
"Os estudos que a empresa vem conduzindo sobre eventual lançamento comercial do 5G contemplam a utilização da rede de transporte em fibra ótica da Oi para escoar o tráfego da nova tecnologia, o que ajudaria na preparação da rede para quando o 5G for plenamente implantado no país, após o leilão", informou a tele.
A Oi também lembrou que realizou de forma bem-sucedida vários testes com o 5G ao longo do ano passado, como no município de Búzios (RJ) e em grandes eventos: Conferência Rio2C, GameXP, Rock in Rio e Comic Con Experience (CCXP). No Rock in Rio, a Oi montou uma rede 5G que cobriu durante o evento toda a Cidade do Rock, com a produção do festival fazendo uso da nova tecnologia e algumas aplicações disponíveis ao público em dispositivos disponibilizados pela companhia.
Mas sem uma data para a ativação de redes comerciais, a Oi deve largar atrás das concorrentes. Vivo e Claro estão ativando o sinal 5G em algumas capitais a partir deste mês. E a TIM pretende fazer o mesmo, em três cidades do interior, a partir de setembro.
O lançamento comercial do 5G, na forma como tem sido anunciado ao mercado no Brasil, se dá por meio da reutilização (refarming) de faixas de frequência atualmente com pouco uso, resultando em maior velocidade no uso da banda larga móvel, um dos itens que vão diferenciar o 5G da tecnologia anterior.
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As demais características da nova tecnologia, que vão permitir seu uso em aplicações industriais - como baixíssima latência para os futuros carros autônomos, por exemplo - só serão possíveis quando a frequência própria do 5G estiver disponibilizada, a partir do leilão de 2021.
No seu comunicado, a Oi lembrou também que já realizou procedimento de refarming na frequência do 1.800 MHz para disponibilizar a tecnologia 4,5G em vários municípios, e poderia adotar modelo semelhante em caso de lançamento comercial do 5G antes do leilão.
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