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Executivo se diz pessimista com a discussão sobre “nova CPMF” em Brasília e vê mais tributação sendo encaminhada
O vice-presidente e COO do Mercado Livre, Stelleo Tolda, disse estar pessimista com a discussão sobre a reforma tributária em Brasília. Para ele, o que está se desenhando é um aumento de impostos.
"A simplificação tributária não está acontecendo", afirmou. "A gente está reduzindo alguns tributos federais, mas tem uma série de impostos que é cobrada, principalmente no âmbito estadual e que no meu entender deveria estar contemplada na proposta do governo".
O executivo também criticou a adoção do imposto sobre transações digitais, como defende o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Me soa como algo despropositado e vai na contração de tornar o sistema mais aberto e mais competitivo como quer o BC", disse.
A declaração foi dada uma uma conferência online promovida pelo Santander nesta sexta-feira (21), com participação do CEO da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer.
Para o executivo da dona da Casas Bahia, a revisão tributária é algo que tem de ser feito. No entanto, ele evitou entrar em detalhes sobre a discussão em Brasília. "Temos de avaliar se haverá sobretaxação", disse.
Via Varejo e Mercado Livre são donos de carteiras digitais - respectivamente, Banqi e Mercado Pago -, que atuam como intermediários entre vendedor e comprador.
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A primeira fase da reforma tributária foi enviada pelo governo ao Congresso no mês passado, embora já existissem PECs em discussão entre deputados e senadores. O projeto por enquanto não prevê a criação de um imposto digital, mas é uma ideia defendida pelo Ministério da Economia.
Em um primeiro momento o governo propõe a unificação das cobranças do PIS (programa integração social) e Cofins (contribuição da seguridade social) - criando a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).
Ainda devem ser pautadas pelo executivo mudanças no IPI e alteração na cobranças do Imposto de Renda com a tributação de dividendos, por exemplo.
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