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O novo app deve ser lançado ao público no meio de novembro com o objetivo de melhorar a experiência dos 3 milhões de clientes que investem pelo banco

Em 2017, o Itaú Unibanco deu o primeiro passo significativo na disputa com as plataformas de investimento ao abrir a prateleira para oferecer produtos de terceiros. No fim do ano passado, porém, o bancão percebeu que só isso não era suficiente para se manter competitivo.
“Ter a prateleira aberta hoje é commodity”, disse Claudio Sanches, diretor de produtos de investimentos e previdência do Itaú. O mesmo vale para a redução de taxas, adotada de forma cada vez mais ampla pelo mercado.
Foi então que surgiu o projeto do íon, um novo aplicativo de investimentos do banco que foi apresentado hoje à imprensa. A plataforma desenvolvida desde o início do ano está atualmente em testes internos e deve ser lançada ao público no meio de novembro.
O objetivo do Itaú com o aplicativo é resolver as principais "dores" dos 3 milhões de clientes com investimentos no banco. Uma delas é a experiência ruim no atual aplicativo da conta corrente no celular.
Com o íon, os clientes poderão seguir de perto o desempenho da carteira, com rentabilidade e histórico, algo que eles têm dificuldade de fazer pelo sistema atual.
No início, o banco chegou a debater se faria mudanças no próprio app de conta corrente, mas a maioria dos usuários preferiu que o módulo de investimentos fosse agregado em um outro aplicativo, segundo o diretor do Itaú.
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Em todo caso, o cliente não precisará de uma nova senha para acessar o íon e, se desejar, pode seguir fazendo as consultas sobre a posição de seus investimentos no aplicativo da conta.
O Itaú também aposta na interface do app, com um design parecido com o de empresas como Netflix e Instagram. Em vez de um "tabelão" de produtos, a ideia é trazer em destaque aqueles mais procurados pelos usuários e também as novidades na plataforma.
Das redes sociais, o aplicativo também reunirá notícias que serão apresentadas de forma personalizada, conforme a carteira de investimentos de cada cliente.
Uma das inspirações para o design do íon veio da Robinhood, corretora norte-americana com taxa zero que atraiu um grande número de investidores por lá, inclusive alguns dos consultores que o Itaú contratou para desenvolver o aplicativo.
O íon começa disponível apenas para quem já tem conta no banco, mas a ideia é abrir para clientes de outros bancos e corretoras, segundo Sanches.
Após a entrada em operação do open banking, tecnologia que possibilita o compartilhamento de informações financeiras, está nos planos reunir informações consolidadas de toda a carteira de investimentos do cliente.
Na mesma filosofia das fintechs, as novas empresas de tecnologia financeira que passaram a competir com os bancos, o lançamento do íon será em etapas, começando pela aplicação e resgate de fundos.
No começo do ano que vem, devem entrar os produtos da corretora, como ações. A expectativa do Itaú é que o íon esteja em plena operação daqui a 12 meses e a partir de então substitua o atual aplicativo da corretora.
Com esse modelo de MVP (sigla em inglês para mínimo produto viável), o banco espera aprimorar ou fazer mudanças no sistema conforme o retorno dos usuários, segundo o diretor do Itaú.
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