O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Cervejaria tem tudo para entregar resultados mais positivos em 2019, após sofrer com números fracos e a maior concorrência nos últimos anos
Na semana mais festiva do calendário brasileiro, a temporada de balanços anuais não poderia estar mais simbólica. Voando solo entre as empresas listadas no Ibovespa, a gigante cervejeira Ambev divulga na quinta-feira (27) seus resultados tanto do 4º trimestre como do ano de 2019.
Entre os investidores, o clima é de grande expectativa para a publicação do balanço. Isso porque a Ambev – que reinou absoluta por muitos Carnavais no mercado brasileiro – vem sofrendo nos últimos anos para conseguir entregar números à altura dos seus negócios.
Em 2018, a empresa amargou uma queda de 5% no lucro líquido. Na época, o mercado se mostrou cauteloso com seu futuro, e analistas chegaram a prever que a cervejeira levaria alguns anos para recuperar tanto sua participação de mercado como suas margens no Brasil.
Pesava contra a Ambev a aparente dificuldade que a empresa teve de acompanhar as rápidas mudanças no padrão de consumo de cerveja dos brasileiros.
Na prática, o mercado brasileiro ampliou seu consumo dos segmentos "premium" e "de desconto", abandonando o segmento “intermediário” de cervejas. Era justamente neste último onde a tradição da Ambev estava consolidada, em marcas como Skol, Antarctica e Brahma.
Além disso, no início de 2019 analistas do Bradesco afirmavam em relatório que um dos maiores desafios da Ambev era o crescimento da venda de bebidas em supermercados, cuja participação no comércio cervejeiro saltaria de 38% naquele ano para 41% em 2022.
Leia Também
Sem a exigência de um modelo complexo de distribuição, esse movimento tirou a vantagem que a Ambev tinha pela sua capacidade de distribuição direta de cervejas em bares.
Para você ter uma ideia, a empresa tinha no início de 2019 um milhão de pontos de venda, enquanto a Heineken (dona de marcas como Kaiser e Schin) tinha 600 mil e a Petrópolis (Itaipava), 700 mil.
O resultado final da comanda foi que a concorrência veio com tudo e tomou de assalto um público até então cativo da Ambev. A Euromonitor chegou a apontar que, nos últimos dez anos, a companhia perdeu quase 5 pontos porcentuais de participação no mercado. Então os dias de glória da gigante cervejeira ficaram para trás?
O ano de 2019 tem tudo para provar que os negócios da maior cervejaria do Brasil seguem vivos. Analistas de mercado consultados pela Bloomberg apontam que a empresa deve fechar o ano com lucro líquido recorrente de R$ 12,094 bilhões, o que representa uma alta invejável de 9% na comparação com o ano anterior.
Já a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve fechar 2019 em R$ 21,624 bilhões, alta de 2,4% ano a ano. Em termos de receita, a Ambev deve registrar alta de 5,9% e atingir R$ 53,2 bilhões.
Na avaliação geral, tem sim. A Ambev parece ter feito a lição de casa e conseguiu engatar uma recuperação nas suas margens de mercado. Tudo isso graças a uma série de ações estruturais que atingiram vários ramos da empresa, do modelo visual a uma nova paleta de produtos, como a aposta em cervejas puro malte e bebidas alcoólicas como a 150 BPM, que contou com a parceria da cantora Anitta em seu lançamento.
Além disso, a empresa também conseguiu em setembro do ano passado a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para um contrato de distribuição com a fabricante de energéticos Red Bull. No acordo, a Ambev vai distribuir e revender bebidas energéticas em determinados pontos de venda do território nacional.
Com isso, os balanços dos três primeiros trimestres de 2019 já mostraram resultados sólidos, com destaque para a alta de 6,2% no lucro do primeiro trimestre - puxado tanto pelo calor mais acentuado no verão como pelas maiores vendas no carnaval do ano passado -, e de 16% no segundo trimestre.
Para o quarto trimestre, a expectativa é de lucro líquido de R$ 4,045 bilhões (alta de 18,7%), apesar de Ebitda (R$ 7,043 bilhões) e de receita líquida (R$ 15,979 bilhões) menores na comparação anual.
Você também não pode deixar de acompanhar as novas movimentações no comando da Ambev, que podem gerar impacto nos resultados de 2020.
Em novembro, a empresa anunciou mudanças na presidência, com a posse do então o diretor de vendas e de marketing, Jean Jereissati Neto, em janeiro deste ano. Ele entrou no lugar de Bernardo Pinto Paiva.
Jereissati atua na empresa há quase 20 anos e já ocupou cargos como diretor geral das operações de América Central e Caribe, diretor geral das operações da China e de diretor geral da Ásia e Pacífico Norte na Anheuser-Busch InBev SA/NV.
Em dezembro, o novo presidente sinalizou que as prioridades para a sua gestão eram fazer da Ambev a melhor fornecedora para os seus clientes, melhorando os níveis de serviço e ferramenta digitais com foco em otimizar os estoques e a conversão.
O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado
Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação
Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros
Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes
Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões
Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo
Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas
Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira
O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)
Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre
Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%
Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros
Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário
A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour
Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso
Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço