Menu
2020-05-19T07:46:20-03:00
entrevista

‘Cuidar da saúde ajuda volta da economia’, diz presidente da Lojas Renner

Fabio Faccio afirma que, além do aval das prefeituras, a rede acompanha por conta própria dados de disseminação da doença para decidir se volta ou não às atividades

19 de maio de 2020
7:46
Fabio Adegas Faccio, presidente da Lojas Renner
Fabio Adegas Faccio, presidente da Lojas Renner - Imagem: Julio Bittencourt/Divulgação

Com a maior parte das lojas fechada por causa da pandemia de coronavírus, a Lojas Renner, líder em moda no País, decidiu permanecer em terreno seguro no que se refere à volta do funcionamento de sua rede física. Segundo o presidente da companhia, Fabio Faccio, além do aval das prefeituras, a rede acompanha por conta própria dados de disseminação da doença para decidir se volta ou não às atividades.

"Seguimos os critérios e orientações que todos os governantes deveriam usar - que são os das entidades de saúde", disse o executivo. "Mas como sabemos que há alguns governantes muito responsáveis, há outros que sofrem muita pressão (para reabrir). A gente, então, tem precaução extra."

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A Renner modificou projetos por causa do coronavírus?

A Renner lançou o projeto de vendas por WhatsApp, que estava previsto para 2021. Em função desse momento, aceleramos e conseguimos colocar no ar em uma semana. Estamos em teste em Porto Alegre, no momento, e vamos expandir a outras cidades. Temos outras ferramentas em andamento para a integração dos canais de venda. Uma delas é o projeto de despachar produtos vendidos online a partir das lojas. Recentemente também implantamos o drive-thru, para que as comprarem produtos sem sair do carro.

Faltam profissionais de tecnologia no mercado. A Renner sente essa disputa?

Trabalhamos há algum tempo nesse setor e ampliamos muito nossa equipe de digitalização e inovação. Ainda estamos agregando pessoas ao time - e sentimos que realmente todo mundo está olhando a digitalização neste momento.

Qual é o posicionamento da Renner sobre a reabertura das lojas?

Fomos a primeira grande varejista a fechar as lojas, em 18 de março. Temos um time que olha a questão da pandemia. Estamos acompanhando dados internacionais, trocando informações com outras varejistas, discutindo qual vai ser o melhor modelo de operação. Primeiro de tudo, precisa ter um decreto do município autorizando o funcionamento. Mesmo com a autorização, acompanhamos o total de infectados pelo coronavírus a cada 100 mil habitantes e o porcentual de ocupação de leitos dos hospitais. Nas nossas lojas, todos os provadores estão fechados, há álcool em gel disponível e marcações de distância. E o cliente está sendo, em geral, bastante compreensivo. As pessoas seguem as orientações.

A empresa está sendo mais conservadora que os governos?

Seguimos os critérios e as orientações que todos os governantes deveriam usar - que são os das entidades de saúde. Mas como sabemos que há alguns governantes muito responsáveis, há outros que sofrem muita pressão (para a reabertura da economia). A gente, então, tem uma precaução extra. Em algumas cidades onde poderíamos estar funcionando, mantivemos lojas fechadas. Isso aconteceu especialmente no interior.

Qual sua visão sobre o "cabo de guerra" político sobre a crise do covid-19?

Na nossa visão, a prioridade é a segurança das pessoas. A gente não enxerga uma dicotomia entre saúde e economia. Observamos que quem cuidou mais da saúde teve uma recuperação (econômica) mais rápida. Tem de haver diálogo maior entre as distintas esferas de governo e entre os Poderes. Polarização não ajuda em nada.

Com as lojas fechadas, a Renner vai manter empregos?

Do momento em que a gente decidiu fechar, bloquemos as demissões. Mas já passamos os primeiros 60 dias, nosso compromisso na época, e vamos segurar mais um pouco. A gente usou ferramentas do governo, com as MPs 927 e 936, com o aval das equipes. Usamos férias, banco de horas, antecipação de férias, home office... Temos parte da equipe com redução de 25% no salário e outra, menor, com suspensão de contrato.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Novos dados

Brasil tem 374.898 casos confirmados e 23.473 óbitos de covid-19

Até o momento, 153.833 pacientes estão recuperados da covid-19

seu dinheiro na sua noite

Descompressão geral

Caro leitor, Hoje foi dia de alívio geral nos mercados brasileiros, em continuidade ao movimento iniciado no mercado futuro na última sexta-feira, após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. O entendimento do mercado é de que não havia fatos novos no vídeo que pudessem trazer mais preocupações à governabilidade, e […]

Olho no balanço

Magazine Luiza tem lucro líquido de R$ 30,8 milhões no 1T, em queda de 77%

Empresa estima que as lojas físicas deixaram de vender cerca de R$ 500 milhões nos últimos dias de março com o fechamento pelas medidas de isolamento social

Concessões rodoviárias

Ministro volta a afastar prorrogação de rodovias perto de fim da concessão

Aumentar o prazo de concessão é uma das formas de o governo reequilibrar contratos que foram afetados pela pandemia do novo coronavírus

Mudança de foco

Após 3 anos, CPFL deixa mercado de geração distribuída solar residencial

Grupo, controlado pela estatal chinesa State Grid, optou por focar os seus esforços no mercado de GD solar para grandes consumidores por meio da CPFL Soluções

Ex-ministro da Fazenda

Reabertura da economia não está para ser anunciada na Grande SP, diz Meirelles

O secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, 25, que o governo estadual “não está para anunciar” uma reabertura da economia na Região Metropolitana de São Paulo

Mercados tranquilos

Alívio generalizado: Ibovespa dispara e dólar cai a R$ 5,45 na sessão pós-vídeo

O Ibovespa foi às máximas desde 10 de março e o dólar à vista chegou à menor cotação em maio. Os investidores aproveitaram o feriado nos EUA para focar nas questões domésticas — com destaque para o vídeo da reunião ministerial, divulgado no fim da tarde de sexta

Presidente falou hoje

Bolsonaro atribui imagem ruim à ‘imprensa mundial de esquerda’

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira, 25, a uma apoiadora que o recomendou usar a Secretaria Especial de Comunicação para fazer propaganda positiva

otimismo apesar de covid-19

Vamos arrebentar na venda de aeroportos, vamos conseguir vender todos, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, demonstrou nesta segunda-feira, 25, otimismo com os próximos leilões de aeroportos, mesmo diante da pandemia, que afeta bruscamente a aviação civil

Dados de hoje

Déficit da balança brasileira na 3ª semana de maio foi de US$ 701 milhões

A balança comercial brasileira registrou déficit comercial de US$ 701 milhões na terceira semana de maio (de 18 a 24), de acordo com dados divulgados hoje

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements