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2020-04-30T00:15:33-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Números da estatal

Ainda sem efeito coronavírus, Petrobras tem alta de 14,6% na produção no 1º trimestre

A produção e venda de combustíveis como diesel e gasolina da Petrobras, por outro lado, registraram queda com o avanço da pandemia a partir de março

27 de abril de 2020
18:51 - atualizado às 0:15
Petrobras
Imagem: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

Os efeitos do choque na economia global provocada pela pandemia do coronavírus ainda não se refletiram de forma significativa nos volumes de produção da Petrobras.

A produção média de óleo, LGN e gás natural da estatal foi de 2,909 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no primeiro trimestre. O volume representa um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A produção comercial ficou em 2,606 milhões de boed, alta de 13,3%, e a produção de petróleo, em 2,320 milhões de barris por dia (+17,7%).

O aumento dos volumes produzidos pela Petrobras ocorreu com a entrada em operação de plataformas nos campos de Búzios, Lula e Berbigão e Sururu.

Números de abril

Com a queda na demanda global de petróleo, a Petrobras decidiu inicialmente reduzir a produção de óleo em abril para 2,07 milhões de barris por dia, e o fator de utilização das refinarias de 79% para 60%.

Mas a estatal acabou aumentando o volume para 2,26 milhões de barris em razão da demanda melhor do que a esperada.

A Petrobras informou também que decidiu pela hibernação de 62 plataformas em campos de águas rasas que estão em processo de desinvestimento.

A estatal anunciou ainda que reviu o cronograma de paradas na produção no segundo trimestre em consequência da pandemia do coronavírus. O objetivo é manter o contingente mínimo de pessoas necessário para continuidade da produção, garantindo as condições de segurança operacional.

As paradas agora estão planejadas para o segundo semestre deste ano, mantendo a previsão de impacto de 200 mil barris por dia de produção do ano, conforme previsto no plano estratégico.

Diesel e gasolina caem

A produção média total de derivados pela Petrobras foi de 1,836 milhão de barris por dia (bpd), alta de 2,4% sobre o quarto trimestre e de 5,5% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Já o volume de vendas total da Petrobras registrou queda de 6,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 6% frente os últimos meses de 2019, para 1,626 milhão de bpd.

Tanto a produção como a venda de diesel e gasolina apresentaram redução no trimestre, já com parte do efeito coronavírus principalmente a partir de março.

“Apesar do resultado positivo no 1T20, as restrições para a movimentação de pessoas e para o funcionamento de segmentos da economia a partir do final do trimestre tiveram como consequência uma queda abrupta na demanda interna por derivados de petróleo, com exceção do GLP”, informou a estatal, no relatório de produção.

*Conteúdo em atualização

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