2020-04-02T14:38:00-03:00
setor afetado

Venda de veículos novos em março é a menor para o mês desde 2006

Foram 163,5 mil unidades vendidas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo balanço divulgado pela Fenabrave

2 de abril de 2020
14:37 - atualizado às 14:38
Imagem: Shutterstock

Afetadas pela pandemia do novo coronavírus, as concessionárias de veículos tiveram em março o menor volume de vendas para o mês desde 2006.

Foram 163,5 mil unidades vendidas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (2) pela Fenabrave, federação que reúne as revendedoras espalhadas pelo País.

O número registrado em março, se comparado a igual mês do ano passado, representa queda de 21,8%. As vendas também caíram em relação a fevereiro - mês mais curto e que teve o feriado do carnaval - a uma taxa de 18,6%.

O tombo no terceiro mês do ano fez o resultado acumulado do ano aprofundar a piora do mercado, com retração de 8,1% - no primeiro bimestre, a contração havia sido de 1%. No trimestre, as vendas somaram 558 mil unidades. Apesar de março ter tido o menor resultado desde 2006, o trimestre não regrediu tanto e voltou a níveis de 2018.

A pandemia do coronavírus, que chegou ao Brasil no fim de fevereiro, começou a afetar a venda de veículos na segunda quinzena do março, em especial na última semana. Na primeira quinzena de março, a média diária da venda de veículos leves era de 10,2 mil unidades. No fechamento do mês, o ritmo diário caiu para 7 mil unidades.

O efeito começou a ser mais forte a partir do dia 24, quando o Estado de São Paulo, principal mercado consumidor de veículos, e a cidade do Rio de Janeiro, também um importante mercado, deram início a uma quarentena oficial, forçando as concessionárias a fecharem as portas, uma vez que não entram no grupo de serviços essenciais.

O resultado em março frustra a expectativa que o setor tinha de dar uma virada nas vendas em 2020. Em janeiro e fevereiro, o mercado foi prejudicado pela padronização das placas de veículos do Mercosul, que atrasou milhares de emplacamentos em São Paulo, e o feriado do carnaval, que este ano ocorreu em fevereiro - no ano passado foi em março. Em razão disso, o primeiro bimestre apresentava queda.

Antes da pandemia, os executivos esperavam que, em março, o mercado mostrasse números positivos, sem as distorções causadas pela mudança de placa e pelo carnaval, em linha com a projeção de crescimento de 9% para o ano todo, estimativa da Fenabrave. Agora, como não há previsão de fim da crise, espera-se que o ano seja mesmo de queda, mas ainda sem clareza sobre a magnitude do tombo.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente

Segmentos

As vendas de veículos leves, que representam 95% do mercado total, somaram 155,8 mil unidades em março, queda de 21,9% em relação a março do ano passado e de 19,1% na comparação com fevereiro. No trimestre, os emplacamentos totalizam 532,5 mil unidades, baixa de 8,1% ante igual intervalo de 2019.

Entre os pesados, os caminhões registraram 6,4 mil emplacamentos, retração de 15% em relação a março do ano passado e de 0,4% na comparação com fevereiro. Nos primeiros três meses do ano, foram vendidas 20,1 mil unidades, contração de 5,6% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

No caso dos ônibus, as vendas atingiram 1,2 mil unidades no terceiro mês do ano, queda de 35,5% sobre o número de igual mês do ano passado e recuo de 29,6% na comparação com fevereiro. No trimestre, são 5,2 mil unidades vendidas, baixa de 14,5%.

*Com Estadão Conteúdo

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Pílulas do Mercado

Bitcoin levou ‘rasteira’: com até 200.000% no ano, criptos DeFi estão mudando o sistema financeiro – e podem te ajudar a enriquecer em 2022

Quem deixou de investir nas tecnologias que revolucionaram o planeta até hoje, ficou ‘chupando o dedo’ enquanto os espertos enriqueciam; agora, existe uma lista de criptoativos DeFi que está transformando as transações financeiras e que pode transformar R$ 500 em R$ 100 mil, R$ 5 mil em 1 milhão – conheça

MUDANDO A RECOMENDAÇÃO

Itaú BBA vê Gerdau (GGBR4) como ação defensiva, mas a siderúrgica que pode subir mais de 50% é outra; confira as apostas do banco

A queda de mais de 39% das ações da Usiminas abriram um bom ponto de entrada, segundo os analistas do Itaú BBA

Análise SD

Jogou a toalha? Azul (AZUL4) critica plano de recuperação da LATAM e dá a entender que não vai aumentar a proposta

A Latam pretende injetar mais de US$ 8 bi com as medidas de seu plano de recuperação judicial, cifra superior à proposta pela Azul (AZUL4)

bitcoin (BTC) hoje

Alívio com variante da covid-19 chega primeiro ao mercado de criptomoedas e bitcoin (BTC) volta aos US$ 57 mil

O mercado de criptomoedas, que não para nunca, sentiu o alívio ainda no final do sábado (27) e segue em alta hoje

Radiocash

“Esses 4 milhões de pessoas na Bolsa vieram para ficar”, diz Gustavo Cerbasi

Com 16 livros publicados e 1,5 milhão de seguidores no Instagram, o ex-professor universitário encara com cautela a fama, e rejeita alguns rótulos