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segundo mês de queda

Ainda sem efeitos do coronavírus, vendas no varejo caem 1% em janeiro

Recuo apresentado pelo indicador foi o mais intenso para o mês desde 2016, quando o setor registrou -2,6%; queda é maior que a esperada pelo mercado

Escadas rolantes de shoppings centers com pessoas subindo e descendo | Iguatemi Multiplan MULT3 brMalls BRML3 Aliansce Allos ALSO3 Selic VISC11 XPML11
Imagem: Shutterstock

O comércio varejista abriu o ano de 2020 com queda de 1% no volume de vendas em janeiro, em comparação com dezembro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (24), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O recuo é pior do que a expectativa do mercado de queda de 0,40%, segundo mediana de pesquisa Broadcast. É também a baixa mais intensa para janeiro desde 2016, quando o setor registrou -2,6%. O instituto revisou de -0,1% para -0,5% o índice de dezembro de 2019.

Segundo o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado voltou a mostrar um quadro de perda de ritmo.

“É um crescimento [em relação a janeiro do ano passado], mas a taxa permanece 5,4% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014."

Cristiano Santos, analista de pesquisa do IBGE

O especialista descartou, por enquanto, qualquer impacto da pandemia global do novo coronavírus. “Precisamos esperar os resultados dos próximos meses para avaliar”.

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Na comparação com dezembro, duas atividades que puxaram o resultado para baixo foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com recuo de 1,2%; e combustíveis e lubrificantes, com -1,4%. Além delas, móveis e eletrodomésticos (-1,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%) foram outras três em queda das oito pesquisadas. Para Cristiano, “o recuo em janeiro é natural, por conta do rescaldo de datas comerciais do fim do ano, como a Black Friday e o Natal”.

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Dentre as atividades que tiveram resultados melhores frente a dezembro estão tecidos, vestuário e calçados (1,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

O recuo nas vendas, na comparação com dezembro, foi acompanhado por 16 das 27 unidades da federação, com destaques para o Amapá (-10,4%), a Bahia (-6,9%) e o Tocantins (-5,6%).

Por outro lado, entre as 11 altas registradas no mês, as maiores foram verificadas em Rondônia (5,2%), Roraima (3,4%) e no Acre (3,2%).

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Já o comércio varejista ampliado, que contempla veículos e material de construção, teve trajetória de alta tanto no volume de vendas (0,6%), após dois meses de recuos consecutivos, quanto na receita nominal (0,8%).

Em relação a janeiro do ano passado, a alta foi mais intensa, de 3,5%, a décima taxa positiva seguida.

O volume de vendas de veículos, motos, partes e peças cresceu 8,5% frente a dezembro, enquanto material de construção variou -0,1%. Frente a janeiro de 2019, o comercio de veículos subiu 10,2%.

De acordo com Cristiano, o aumento se explica pela queda dos juros na aquisição de veículos para pessoas físicas a partir do segundo semestre de 2019. Ele lembra que a taxa de juros média foi de 19,7% para janeiro de 2020, enquanto em janeiro do ano passado era de 22,4%.

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