O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O presidente do banco de investimento BR Partners, Ricardo Lacerda, vê uma realidade imutável em relação à pandemia.
Enquanto entes políticos brasileiros brigam, a crise sanitária do coronavírus se agrava no Brasil e empurra a economia global para a pior crise desde a Grande Depressão de 1929. Para o presidente do banco de investimento BR Partners, Ricardo Lacerda, é a hora de o brasileiro decidir prioridades. "A gente quer governos polarizando questões técnicas ou tentando amenizar um pouco a gravidade da situação, como a gente vê em outros países?", disse, durante a série de entrevistas Economia na Quarentena, do jornal O Estado de S. Paulo.
Buscar confluências é essencial até porque o executivo vê uma realidade imutável em relação à pandemia. "Todos sairemos mais pobres desta crise." Nesse sentido, ele diz que é necessário mostrar que existe capacidade técnica no Brasil para lidar com o problema. Assim, quem sabe, o capital externo pode voltar ao País. "Precisa haver esforço para recuperar o interesse estrangeiro pelo nosso ambiente de negócios."
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:
Como a pandemia está afetando o ambiente de negócios?
Temos de analisar que vivemos três crises: sanitária, econômica e política. A crise sanitária é global e grave, além de estar ainda envolta em muita incerteza. Não é uma coisa feita contra o Brasil, não é armação. A crise econômica também é grave e se manifesta numa retração do PIB (Produto Interno Bruto) muito violenta, entre 10% a 20% no segundo trimestre e, no ano, de 5% a 10% - o Brasil aí incluído. Para entender a crise política, é preciso voltar às duas últimas eleições presidenciais no Brasil, nas quais vimos muita polarização. Houve uma escalada da agressividade verbal. Essa divisão continuou durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro. Essa polarização tem causado muita insegurança.
Como o sr. avalia o combate da crise até aqui?
Leia Também
Há algumas boas notícias - temos visto algumas reaberturas pelo mundo, estabilização do número de casos em vários países asiáticos. Há protocolos de tratamento e imunização do coronavírus bastante promissores. Então é possível que a gente entre em um ambiente mais favorável. Na questão econômica, a atuação do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) injetou liquidez elevou o mercado financeiro a alguma recuperação. Com relação à questão política, é difícil ver alguma coisa positiva.
A dicotomia entre reabrir ou não a economia é prejudicial?
Já vivemos um ambiente de enorme incerteza. Se as autoridades causam mais incerteza ainda, é um problema. Todo mundo entende que a dívida pública crescerá, que vai haver um novo normal no que se refere ao endividamento no mundo. Porque todo mundo entende que tem de se gastar o que for necessário para salvar o máximo de vidas. Confundir a agenda de combate à pandemia com agenda ideológica gera insegurança nos investidores e nos empresários. Gerar incerteza é o caminho errado.
O câmbio vem batendo recordes atrás de recordes. O que isso nos diz sobre o Brasil de hoje?
O câmbio está extremamente desvalorizado. Deveria estar em R$ 4,60 ou R$ 4,80, e não a R$ 5,70. O governo tomou a decisão acertada de fazer uma injeção de capital grande na economia, reduzindo juros. Quando se faz uma redução de juros na magnitude, a coisa tem de desaguar para outro lado. E esse lado foi o câmbio. É inevitável, mas acho que o governo tem subestimado a questão do câmbio. Essa volatilidade do real pode afetar nossa credibilidade com investidores.
De qual maneira?
O investidor se assusta. Além da questão do câmbio, a gente vinha num cenário de recuperação da disciplina fiscal. Esse cenário foi para o espaço com os efeitos da pandemia. No curtíssimo prazo não há ambiente para as reformas estruturais. Vamos ter de passar a crise para recuperar esse debate.
Uma eventual saída de Paulo Guedes do governo seria prejudicial ao País?
Certamente. Acho que uma troca ministerial nesse momento seria péssimo. Vejo isso com muita preocupação.
São Paulo está próximo de um lockdown. Como o sr vê isso?
Não sou especialista. Mas miraria muito nos exemplos de fora. Onde precisou ter lockdown (isolamento total), teve. E vemos muitos desses países voltando ao normal. Essa decisão tem de ser remetida aos epidemiologistas e cientistas. Precisamos de um caminho. Vamos fazer o lockdown? Vamos fazer, não vai ser o fim do mundo. Quem vai definir isso não vai ser o governo federal ou o estadual, vai ser o vírus.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa
Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos
Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira
Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo
Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã
Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números
O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.
Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento
Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH
Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso
Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais
Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)
Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos
A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira (24). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 32 milhões hoje.
A guerra no Oriente Médio é a principal pedra no caminho de uma política monetária mais flexível daqui para a frente
Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento
Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação