Menu
2020-07-04T08:09:41-03:00
Estadão Conteúdo
Tributação

Vamos entrar com aumento de imposto sobre dividendos, diz Guedes

Ministro também disse que marcos regulatórios podem ser aprovados em “60 a 90 dias”

4 de julho de 2020
8:00 - atualizado às 8:09
O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, concede entrevista coletiva.
Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo incluirá tributação de dividendos na reforma tributária. "Não quero tributar empresa, mas se o dinheiro sair para o acionista, aí você tributa o dividendo. Não é possível que alguém pague zero sobre dividendo enquanto o trabalhador paga 27,5%", afirmou.

Em evento virtual promovido pela Associação Brasileira de Indústria de Base (Abdib), o ministro disse que quer, nos próximos dois a três meses "ir entrando na reforma tributaria". Ele acrescentou que a ideia é apresentar o IVA Federal (Imposto sobre Valor Agregado) e reduzir ao longo do tempo impostos sobre pessoas jurídicas.

Guedes rebateu ainda as críticas de que a reforma tributária está atrasada em um ano. "É uma politização do que realmente ocorreu", afirmou.

Marcos regulatórios podem ser aprovados em '60 a 90 dias'

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que os projetos do chamado pacto federativo "não são prioridade agora" e que pretende avançar nos próximos "60 a 90 dias" com a modernização de marcos regulatórios.

Ele reforçou a necessidade de aprovação de novas regras para a atração dos recursos privados e citou as regras do setor de petróleo e gás. "O marco regulatório do petróleo não é satisfatório, queremos mudar de partilha para a concessão", afirmou, em evento virtual promovido pela Associação Brasileira de Indústria de Base (Abdib).

De acordo com o ministro, esses projetos podem ser aprovados em até três meses. O ministro também citou o projeto de autonomia do Banco Central entre as prioridades do governo nos próximos meses.

Guedes voltou a dizer que, mesmo se o governo triplicasse o investimento público, não seria suficiente para a necessidade da economia brasileira. "O governo não tem recurso para gastar em infraestrutura, precisamos atrair capitais".

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

escolha da CEO

Investir no Brasil: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Confira uma seleção de matérias feita pela CEO do Seu Dinheiro, Marina Gazzoni

Efeitos da pandemia

PEC do auxílio aprovada no Senado prevê abater R$ 100 bi da dívida pública

Pelos cálculos do governo, a necessidade de financiamento da dívida pública federal (DPF) neste ano é de R$ 1,469 trilhão, valor que aumentou por causa do maior volume de títulos de curto prazo que o governo precisou emitir para conseguir captar recursos

Resolvendo pendências

STF: Petrobras não precisa se sujeitar à Lei das Licitações

Nos últimos anos, a Suprema Corte tem dado decisões relativas a Petrobras que consideram o cenário de livre competição em que opera a estatal.

Pacote fiscal aguardado

EUA: Senado aprova extensão de aumento de auxílio-desemprego

A emenda prevê a extensão da duração dos benefícios federais a desempregados, mas reduz seu valor semanal, em comparação com o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes no sábado passado

chama o max

Um meteoro passageiro chamado juros

O que fez a curva de juros norte-americana empinar tanto nos últimos meses e de uma maneira tão vigorosa nos últimos dias?

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies