Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-01-09T09:35:21-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro

Subsídio para painel solar aumenta conta de luz em R$ 56 bilhões até 2035

De forma acumulada, o aumento ao longo dos próximos 15 anos corresponde a 4,5% na conta de luz de cada consumidor; Com os mesmos recursos, seria possível construir mais de 9 mil creches ou adquirir 180 mil ambulâncias

9 de janeiro de 2020
8:03 - atualizado às 9:35
luz conta de luz ideia lâmpada
Imagem: Shutterstock

O Ministério da Economia elaborou um relatório segundo o qual o subsídio para painéis solares terá um impacto de aumentar a conta de luz de todos os consumidores em R$ 56 bilhões até 2035.

Com os mesmos recursos, seria possível construir mais de 9 mil creches ou adquirir 180 mil ambulâncias.

De forma acumulada, o aumento ao longo dos próximos 15 anos corresponde a 4,5% na conta de luz de cada consumidor, de acordo com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), a pedido da reportagem.

É o mesmo peso de todo o custo de transmissão nas tarifas (feito por torres e subestações) e equivalente a um terço de todo gasto de distribuição (postes e subestações).

A nota técnica, enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), destaca que "apenas uma parcela da população brasileira, representada por aqueles com maior renda, tem acesso à essa política" de painéis solares, mas seus custos são rateados entre todos que não possuem os painéis, "normalmente, a camada da população de menor poder aquisitivo".

Esse benefício bilionário será apropriado principalmente pelas fazendas solares, pequenas usinas de até 5 MW que produzem energia para clientes distantes desse locais e que não pagam as taxas de uso da rede - que tem sido chamado de "frete" pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para o Ministério da Economia, essas fazendas, que se enquadram na modalidade de geração remota, fazem uso distorcido de uma norma criada para beneficiar clientes que geram energia em seus próprios telhados. A lucratividade do negócio é muito maior que o das usinas solares centralizadas, que disputam os leilões organizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"Na visão deste ministério, o enquadramento da geração remota como micro e minigeração distribuída, criado para democratizar a adesão à unidades consumidoras sem telhado, permite certa arbitragem regulatória", diz a nota técnica, ressaltando que a venda de energia é proibida na modalidade de geração distribuída.

Preço médio

A nota técnica menciona que o preço médio da energia solar negociada no leilão realizado em outubro do ano passado foi de R$ 84,39 por megawatt hora - nesse tipo de disputa, vence quem oferece o menor preço para construir uma usina.

As fazendas solares vendem energia a seus clientes com base em um desconto pequeno sobre a tarifa praticada pelas distribuidoras de energia - em média, R$ 557,00 por MWh, sem considerar impostos federais, estaduais e as bandeiras tarifárias. A diferença entre esses dois preços é apropriada pelas empresas que instalam os painéis solares.

Na nota técnica, o Ministério da Economia antecipa a força do lobby que ficou mais claro nos últimos dias e que sensibilizou Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em detrimento do interesse do "melhor interesse público", ou seja, da maioria da população.

"Normalmente, o grupo beneficiado pelos subsídios é organizado e consegue se mobilizar para mantê-los indefinidamente. Já os consumidores que custeiam os subsídios, de maneira geral, são pulverizados e, consequentemente, ficam sem representatividade. Além disso, o subsídio fica fragmentado em uma grande base de consumidores, dificultando sua percepção e organização, a fim de se manifestarem contra sua cobrança", diz o documento.

Os técnicos do ministério defendem ajustes para que a geração solar se desenvolva de forma sustentável, sem causar distorções nos sinais de preços e elevação das tarifas e todos os demais consumidores.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Exile on Wall Street

Nos investimentos e na vida, tome cuidado com os atalhos que você quer pegar

Eu estou mergulhado no mercado financeiro há quase 20 anos e não tenho intenção nenhuma de enriquecer rápido. Nas escolhas em que outros desejam velocidade a Empiricus escolhe profundidade

Mercados Hoje

Ibovespa ignora cautela com PIB e variante ômicron do coronavírus e sobe quase 2%; dólar recua

Mesmo com o PIB vindo abaixo do esperado, os investidores buscam recuperar as perdas dos últimos dias

fundos imobiliários

Investimento em FIIs: O que devo saber para escolher os melhores?

Analista dá 5 dicas valiosas para os investidores se darem bem com fundos imobiliários

Tendências da bolsa

AGORA: Ibovespa futuro abre em alta, mesmo com PIB do 3º tri mais fraco, puxado por Nova York e dólar avança para R$ 5,70

O resultado do PIB do terceiro trimestre veio abaixo do esperado, mas dentro do intervalo das projeções

Negócio fechado

Empiricus conclui processo de venda das empresas do grupo para o Banco BTG Pactual

O processo marca o início de uma nova fase na trajetória da Empiricus no mercado financeiro, segundo o CEO do grupo, Caio Mesquita

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies