Sem reformas, fim da pandemia pode não trazer investimentos
Desde 2015, a participação de estrangeiros nos títulos de dívida pública caiu de 20,8% para 9%; quadro fiscal piorou com a pandemia

A pandemia virou assunto predominante no mercado financeiro e a descoberta de uma vacina contra a covid-19 já está sendo precificada nas bolsas. No entanto, sem reformas o fim da doença não deve garantir a volta do investimento estrangeiro, segundo avaliação do Tesouro Nacional.
O coordenador-geral de operações da Dívida Pública do governo, Luis Felipe Vital, diz que pode até haver movimentos especulativos, mas a volta dos investidores institucionais depende da aprovação de mais reformas e de sinais de retomada da economia.
Já o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, lembra que a economia com reforma da Previdência ficou menor que na proposta original.
O especialista também fala que a reforma administrativa não afeta os servidores atuais. “As propostas do governo não resolvem o problema", diz Pastore.
"A equipe econômica tenta gambiarras para resolver o fiscal um ano ou dois anos à frente. A dívida hoje não é sustentável, porque não há regime fiscal crível com garantia de que a dívida pode ser paga”, afirma o especialista.
Fortalecimento
O economista Carlos Kawall, diretor da Asa Investiments e ex-secretário do Tesouro, também defende que a crise seja oportunidade para o País se fortalecer, e não para gastar mais.
Leia Também
“Uma coisa é financiar a dívida em 2020. Outra é achar que vamos fazer isso para sempre”, diz. “Mas parece que o governo - não estou falando da equipe econômica - escolheu fazer piquenique na beira do vulcão.”
Kawall critica as sinalizações de parte do governo de Jair Bolsonaro e do Congresso de que alguns gastos emergenciais do período de pandemia poderão continuar no próximo ano.
Crises anteriores
Segundo ele, em crises anteriores o Brasil cometeu erros semelhantes. “Em 2007 e 2008, enfrentamos muito bem a crise internacional. Éramos grau de investimento e pudemos gastar”, lembra.
“No momento subsequente, deixamos de fazer as reformas e passamos a romper a institucionalidade fiscal”, diz Kawall.
O coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luiz Fernando Alves, diz que o Tesouro retornará à estratégia de alongamento dos prazos dos papéis em 2022 e 2023.
“Os efeitos da pandemia sobre o quadro fiscal tendem a ficar restritos em 2020, e a agenda de reformas favorecerá essa mudança de perfil”.
Desde 2015, a participação de estrangeiros nos títulos de dívida pública caiu de 20,8% para 9%.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
FITCH NO BRASIL 2026
CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores
1 de setembro de 2026 - 16:55INVESTIMENTO NO AGRO
Até 97% do CDI, isento de IR e com renda mensal: como funciona o Fiagro do BTG que pode captar até R$ 20 bilhões
1 de setembro de 2026 - 11:16GALINHA DOS OVOS DE OURO
Quem é o “Rei do Ovo”, novo membro do Top 10 da lista de bilionários da Forbes e empresário por trás dos ovos da Gracyanne Barbosa
1 de setembro de 2026 - 10:45NA CIDADE MARAVILHOSA
Lotofácil 3776 premia bolão carioca com valor milionário no último sorteio de agosto; Mega-Sena entra em setembro acumulada em R$ 36 milhões
1 de setembro de 2026 - 7:07PROGRAMAS SOCIAIS
Bolsa Família setembro 2026: veja quando começam os pagamentos e quem poderá se beneficiar
1 de setembro de 2026 - 5:39JORNADA DE TRABALHO
Em semana de decisão da escala 6×1, estudo da CNI diz que Brasil vai levar até 30 anos para recuperar produtividade
31 de agosto de 2026 - 19:25BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
O que precisa acontecer para os juros caírem no Brasil? Grandes mentes do BTG Pactual apontam o caminho
31 de agosto de 2026 - 19:01MACRO DAY 2026
Brasil está sendo “massacrado” na corrida por inteligência artificial e pode voltar à condição de colônia, alerta ex-Microsoft
31 de agosto de 2026 - 17:15LINHA DE PRODUÇÃO
Fábrica de fortunas: herdeira da WEG é a bilionária mais jovem do mundo segundo a Forbes
31 de agosto de 2026 - 13:05MACRO DAY 2026
O que falta para o ajuste fiscal? Alckmin põe parte da culpa no Banco Central
31 de agosto de 2026 - 12:30MACRO DAY 2026
Efeito de 30 programas sociais: André Esteves, do BTG, diz qual é o remédio que pode levar Selic a 7% ao ano
31 de agosto de 2026 - 11:15ÚLTIMO LOTE REGULAR
Receita Federal libera R$ 1,24 bilhão: veja se você está entre os 522 mil que recebem hoje a restituição do imposto de renda
31 de agosto de 2026 - 9:01O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Vender ou alugar o imóvel, o prejuízo do dinheiro parado, IPO da Shein, e o que mais move os mercados
31 de agosto de 2026 - 8:16PRÊMIOS MILIONÁRIOS
R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência aparecem no horizonte das loterias e ofuscam Mega-Sena e +Milionária
31 de agosto de 2026 - 7:01ATENÇÃO, ESTUDANTES!
Pé-de-Meia setembro 2026: veja quem recebe a sexta parcela e as datas de depósito
31 de agosto de 2026 - 5:06QUESTÕES POLÍTICAS
A Selic pode terminar 2027 em 9,75% ao ano… ou subir para 15,5% — e o que vai definir a taxa não é a economia
30 de agosto de 2026 - 16:18NOBEL CONTROVERSO
Egas Moniz, o médico que ganhou um Prêmio Nobel por fazer 12 furos no cérebro dos pacientes
30 de agosto de 2026 - 10:03Conteúdo Empiricus
Profissional que triplicou salário nos últimos cinco anos com IA lança especialização; garanta sua vaga
30 de agosto de 2026 - 9:00AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS
Bolsa Família, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para setembro 2026
30 de agosto de 2026 - 7:07'INVESTIDOR-ANJO'