Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

mercado atento

Risco fiscal no Brasil ‘está em toda a parte’, diz José Júlio Senna

Chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) diz que “a Bolsa de São Paulo, em dólar, é um vexame”

Estadão Conteúdo
28 de setembro de 2020
13:50 - atualizado às 10:12
José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IRB-FGV)
José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre-FGV - Imagem: Divulgação

Diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos e em parte dos emergentes, como a periferia da Europa, o risco fiscal associado à elevação de gastos públicos em medidas para mitigar os efeitos da recessão causada pela covid-19, no Brasil, "está em toda a parte", afirmou nesta segunda-feira José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A Bolsa de São Paulo, em dólar, é um vexame", afirmou Senna, em palestra durante o III Seminário de Análise Conjuntural do Ibre/FGV, organizado virtualmente em parceria com o Estadão. "É o desconforto com as contas públicas", completou o ex-diretor do Banco Central (BC), lembrando que o risco fiscal aparece também no câmbio, com a depreciação do real, no nível de juros e na "inclinação da curva" de juros no mercado.

Na visão de Senna, esse risco "só não aparece com clareza na Selic", a taxa básica de juros, fixada pelo BC em 2% ao ano, menor nível da história. "De repente, o BC foi um pouco além do que deveria na redução do juro", afirmou o pesquisador da FGV, após traçar um cenário global em que políticas de mitigação dos efeitos da recessão por causa da pandemia surtiram efeito, com retrações menores do que o esperado na economia mundial. E o efeito dependeu das ações fiscais, já que a política monetária tem sido insuficiente.

Serviços

A retomada da economia brasileira após o fundo do poço da recessão causada pela covid-19 tem sido mais forte do que o esperado, melhorando as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, mas o setor de serviços é um "freio de mão" da recuperação agregada, afirmou a pesquisadora Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro Ibre, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

"Como a crise afeta os serviços mais tradicionais, intensivos em mão de obra e com elevada informalidade, o impacto no emprego é grande", afirmou Silvia, em palestra durante o seminário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibre/FGV projeta que a taxa de desemprego chegará ao fim do ano em torno de 15%, mas o impacto da crise no mercado de trabalho é desigual. Os trabalhadores mais vulneráveis, com baixa escolaridade e informais, são os mais atingidos, enquanto os trabalhadores formais, com acesso a políticas de manutenção do emprego, ao seguro-desemprego e ao FGTS, ficam mais protegidos, disse Silvia. Segundo a pesquisadora, os trabalhadores com escolaridade de 15 anos de estudo ou mais praticamente não foram afetados pela crise.

Leia Também

"O impacto sobre o mercado de trabalho é desproporcional", resumiu Armando Castelar, coordenador de Economia Aplicada do Ibre/FGV, também palestrante no seminário.

O problema, segundo Castelar, é que a retomada melhor do que o esperado no início da pandemia "coloca para o Brasil um dilema", por causa do risco fiscal com a elevação de gastos públicos para mitigar os efeitos da recessão, como o auxílio emergencial de R$ 600 ao mês para os trabalhadores informais.

Na avaliação do pesquisador do Ibre/FGV, apesar das disputas políticas para manter os gastos públicos como forma de sustentar a retomada da economia, a crise entrou numa fase em que "é um problema de saúde, não é fiscal".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O fiscal já fez o seu trabalho e não vamos resolver o problema de saúde gastando mais", afirmou Castelar, completando que a prioridade das políticas públicas tinha que ser na saúde, com gestão e protocolos para o funcionamento das atividades, em vez de compensar a queda na renda com os auxílios. "É engano achar que o fiscal vai resolver o problema da crise. O que vai resolver é a saúde, com protocolos", disse Castelar.

O pesquisador vê um cenário de médio prazo em que não haverá vacina disponível para a maioria dos brasileiros nos próximos 12 meses, por isso, vê o País entrando num "novo não normal". "Isso significa que a economia não se recupera de todo, mas, por outro lado, as pessoas começam a voltar a uma não normalidade, mais parada", explicou Castelar.

O que pode mudar no médio prazo, lembrou o pesquisador, é o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro. Uma vitória do candidato do Partido Democrata, Joe Biden, "vai ter impactos não triviais" para o Brasil, por causa do elevado "grau de isolamento" que o País já enfrenta, especialmente em relação à política ambiental do governo federal.

Independentemente do resultado, Castelar lembrou ainda que o impacto de curto prazo da eleição americana será de volatilidade nos mercados, com efeitos na Bolsa, no câmbio e nos juros. E essa volatilidade poderá ser mais demorada no pleito deste ano, especialmente diante das sinalizações, já dadas pelo presidente Donald Trump, candidato à reeleição pelo Partido Republicano, de que poderá contestar o resultado eleitoral no Judiciário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Aposta leva sozinha R$ 17 milhões na Quina 7023 e ofusca primeiro prêmio milionário da Lotofácil na semana; Mega-Sena 3007 encalha e valor acumulado atinge R$ 60 milhões

13 de maio de 2026 - 7:12

Apenas a Lotofácil e a Quina tiveram ganhadores na terça-feira (12). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (13), +Milionária pode pagar R$ 41 milhões.

ESTÁ CHEGANDO A HORA

A um mês da estreia do Brasil na Copa do Mundo, Carlo Ancelotti prepara lista final de convocados; veja os pré-selecionados e a tabela dos jogos da seleção

13 de maio de 2026 - 0:11

Seleção brasileira fará amistosos contra Panamá e Egito antes da estreia na Copa do Mundo, em 13 de junho, contra o Marrocos; convocação final do Brasil sai em 18 de maio.

CAIU!

A “taxa da blusinha” vai acabar e a data para comprar na Shein, na Shopee e no Aliexpress sem a cobrança já está marcada

12 de maio de 2026 - 19:56

Após pressão popular e desgaste político, governo recua da cobrança criada em 2024 para encomendas do exterior; compras internacionais de até US$ 50 ficam isentas

CONQUISTA INÉDITA

Galípolo faz história ao ser escolhido para liderar bancos centrais de países emergentes no BIS

12 de maio de 2026 - 12:15

Conhecido como o “banco central dos bancos centrais”, o BIS anunciou nesta terça-feira (12) o nome escolhido para o cargo

BOLA DIVIDIDA

Bolão fatura sozinho a Lotofácil 3682 em cidade de 13 mil habitantes, mas ninguém fica milionário; Mega-Sena 3007 promete R$ 52 milhões hoje

12 de maio de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de segunda-feira (11). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (12), a Quina e a Timemania dividem as atenções com a Mega-Sena.

POR PREÇO DE CUSTO

Jeff Bezos quer se desfazer de seu megaiate bilionário — e mandar construí-lo está longe de ser a melhor decisão já tomada pelo empresário

11 de maio de 2026 - 18:33

A realidade falou mais alto do que as vantagens de manter o Koru, megaiate que se transformou em uma dor de cabeça para Jeff Bezos

O DIABO VESTE PRADA, GUCCI, CHANEL...

‘O Diabo Veste Prada 2’ precisa de apenas 10 dias para superar bilheteria do primeiro filme

11 de maio de 2026 - 15:13

Com a bilheteria mundial de O Diabo Veste Prada 2, Miranda Priestly poderá usar Prada até de pijama se quiser

STJ BATEU O MARTELO

Airbnb e Booking: decisão do STJ muda cenário para os donos de imóveis e condomínios

11 de maio de 2026 - 14:20

Decisão do STJ vai alterar o funcionamento de aluguéis de curto prazo em condomínios; Airbnb divulga nota

FIM DO "SABOR CHOCOLATE"?

Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates

11 de maio de 2026 - 11:55

Rótulos precisam seguir parâmetros de transparência

O PESO DA GUERRA

Inflação fora da meta e câmbio em queda: IPCA 2026 passa para 4,91%, mas mercado corta projeção do dólar

11 de maio de 2026 - 10:14

A perspectiva de alta da inflação no país reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo

DANÇA DAS CADEIRAS

Mega-Sena desbanca +Milionária e retoma liderança entre as loterias com prêmios mais altos da semana — e vai manter o posto mesmo que saia nos próximos dias

11 de maio de 2026 - 7:30

Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado apenas para o fim de maio

FRASES ICÔNICAS

Adam Smith, pai do liberalismo econômico: “A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou” 

11 de maio de 2026 - 6:27

A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.

AS MAIS LIDAS

PIS/Pasep, Pé-de-Meia e o FII que rende 11%: o resumo do que bombou na semana

10 de maio de 2026 - 15:32

De benefícios sociais a prêmios milionários na loteria — confira as matérias mais lidas no Seu Dinheiro na semana e saiba como aproveitar as oportunidades de maio

O QUE VEM POR AÍ

O que vai mudar no seu bolso: o BTG Pactual faz as contas do Brasil para 2026 e prevê dólar a R$ 4,90

10 de maio de 2026 - 13:45

Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro

ANOTE NA AGENDA

IPCA volta a assombrar enquanto o mundo para para ver o aperto de mãos de Xi e Trump; confira o que pode mexer com a bolsa

10 de maio de 2026 - 12:33

A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores

DIREITOS DO CONSUMIDOR

Geladeira parou de funcionar logo após a compra? Você pode ter direito a troca imediata para produtos considerados essenciais no Código de Defesa do Consumidor

10 de maio de 2026 - 7:29

Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)

FORA DA FRONTEIRA

De olho nas eleições: missão de Lula em acabar com a escala 6×1 entra na mira do mercado internacional e Financial Times avalia a medida

8 de maio de 2026 - 16:45

O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema

NOVO DESENROLA BRASIL

Desenrola paralelo: Itaú, Bradesco, Santander e Nubank lançam iniciativas próprias para renegociar dívidas de público não atendido pelo programa do governo

8 de maio de 2026 - 16:22

Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível

HAJA RESISTÊNCIA

Detergentes contaminados: O que é a Pseudomonas aeruginosa, a bactéria que prolifera até em uma fábrica como a Ypê

8 de maio de 2026 - 12:11

A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte

COMÉRCIO MAIS FÁCIL

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul

8 de maio de 2026 - 10:47

Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia