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No total, 210,9 mil veículos foram fabricados no mês passado, levando a produção acumulada desde janeiro para 1,11 milhão, 44,8% abaixo dos oito primeiros meses de 2019
A produção das montadoras recuou 21,8% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira, 4, pela Anfavea, a entidade que representa a indústria nacional de veículos.
Frente a julho, porém, a produção teve alta de 23,6%, em mais um resultado que mostra que, embora a ritmo inferior ao pré-pandemia, a atividade do setor segue em recuperação após a parada total das linhas de montagem em abril.
No total, 210,9 mil veículos - entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus - foram fabricados no mês passado, levando a produção acumulada desde janeiro para 1,11 milhão, 44,8% abaixo dos oito primeiros meses de 2019.
Desagregando os números por segmento, a produção de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, caiu 21,3% na comparação de agosto com o mesmo mês de 2019, mas avançou 24,4% frente a julho, chegando a 201,8 mil unidades no mês passado.
A produção de caminhões, de 7,3 mil unidades no mês passado, teve queda de 31,8% no comparativo anual e subiu 7,3%% em relação a julho.
Completa a estatística a produção de 1,7 mil ônibus, o que representa um recuo de 35,7% em relação ao número de agosto do ano passado. Na comparação com julho, a produção de coletivos avançou 7,1%.
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As vendas de veículos novos no País caíram 24,5% em agosto, no comparativo com o mesmo mês de 2019, mas continuam em recuperação na margem.
No mês passado, os emplacamentos de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus chegaram a 183,4 mil unidades, um número 5,1% maior do que o total comercializado em julho.
De janeiro a agosto, os brasileiros compraram 1,17 milhão de veículos novos, o que representa uma queda de 45% em relação aos oito primeiros meses de 2019.
No segmento de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, as vendas caíram 24,9% na comparação com agosto de 2019, mas subiram 6,4% em relação a julho, chegando a 173,8 mil unidades no mês passado.
As vendas de caminhões somaram 8,1 mil unidades, com quedas de 14,4% no comparativo anual e de 15,3% em relação a julho. Já os emplacamentos de ônibus, de 1,5 mil unidades no mês passado, caíram 26,3% no comparativo anual e 1,7% sobre julho.
As montadoras exportaram 28,1 mil veículos no mês passado, um volume 23,4% inferior aos embarques registrados em igual período de 2019. Em relação a julho, as exportações de veículos, que têm a Argentina como principal destino, recuaram 3,4%, ainda segundo a Anfavea.
De janeiro a agosto, as montadoras embarcaram a mercados internacionais 176,7 mil veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. O total é 41,3% inferior ao resultado dos oito primeiros meses do ano passado.
Durante agosto, a indústria faturou US$ 667,7 milhões com exportações, em cifra que também inclui os embarques de peças, motores e veículos desmontados, além dos embarques das fábricas de tratores agrícolas, também associadas à Anfavea. O montante ficou 21% abaixo do registrado em agosto do ano passado, mas mostra estabilidade (queda de 0,1%) em relação a julho.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as exportações das montadoras alcançaram US$ 4,31 bilhões, com queda de 36,4%na comparação com igual período de 2019.
A indústria automobilística eliminou 663 postos de trabalho no mês passado, segundo balanço. Agosto terminou com as montadoras ocupando 121,9 mil trabalhadores, 0,5% a menos do que no fim de julho.
O setor segue, assim, empregando menos gente do que um ano atrás.
Em agosto de 2019, 128,2 pessoas trabalhavam em fábricas de veículos e de máquinas autopropulsadas, como tratores agrícolas e equipamentos de construção.
*Com Estadão Conteúdo
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