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2020-06-29T18:18:49-03:00
Estadão Conteúdo
pior maio da série histórica

Pandemia fecha 1,487 milhão de vagas de março a maio, mostra Caged

Em maio, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de vagas foi negativo em 331.901 empregos, pior resultado da série histórica iniciada em 1992

29 de junho de 2020
15:50 - atualizado às 18:18
seguro-desemprego
Imagem: Shutterstock

A pandemia do coronavírus levou ao fechamento de 1,487 milhão de vagas com carteira assinada entre março, quando foi registrado o primeiro caso de covid-19 no país, e maio.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira, 29, pelo Ministério da Economia. No mês de maio, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de vagas foi negativo em 331.901 empregos.

O resultado de maio decorre de 703.921 admissões e 1,035 milhão de demissões. Esse foi o pior resultado para o mês da série histórica, que tem início em 1992. Em maio de 2019, houve a abertura de 32.140 vagas.

No acumulado do ano, o saldo do Caged foi negativo em 1,144 milhão de vagas, o pior desempenho da série histórica disponibilizada (2010).

Setor de serviços pesa

O fechamento recorde de vagas formais em maio foi puxado pelo setor de serviços, que eliminou 143.479 postos, de acordo com dados do Caged, divulgados nesta segunda-feira, 29, pelo Ministério da Economia. Em seguida, o maior saldo negativo foi na indústria, com 96.912 vagas fechadas.

O comércio registrou resultado negativo em 88.739 postos. Também teve saldo negativo no mês a construção, 18.758 vagas.

Das atividades econômicas, apenas a agricultura e pecuária registrou saldo positivo, em 18.758 vagas.

O resultado negativo na criação de empregos formais em maio também é explicado por uma queda de 48% nas admissões do mês e recuo de 21% nos desligamentos, na comparação com maio de 2019.

Segundo o Caged, em relação a abril, as admissões subiram 14% e os desligamentos recuaram 32%. "O maior problema no momento é a redução de admissões, não os desligamentos. Começamos a ver reação nas contratações em maio", afirmou o secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco.

Estados

Em maio, 26 Estados registraram resultado negativo e apenas um, o Acre, teve saldo positivo, de 130 postos. Os piores desempenhos foram em São Paulo (-103.985), Rio de Janeiro (-35.959), Minas Gerais (33.695 postos) e Rio Grande do Sul (-32.106 postos). O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada caiu de R$ 1.810,08, em abril, para R$ 1.731,33 em maio.

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