Menu
2020-08-17T13:57:25-03:00
Estadão Conteúdo
baixa nos imóveis

Pandemia derruba lançamentos em São Paulo

No primeiro semestre de 2020, os lançamentos caíram pela metade, para 9,6 mil unidades em relação ao mesmo período do ano passado

17 de agosto de 2020
13:57
Quarentena imóveis
Imagem: Shutterstock

Se a procura por financiamentos não parou, apesar da crise, o mercado de imóveis novos da cidade de São Paulo não saiu ileso da quarentena imposta para tentar conter o avanço do novo coronavírus. Parte dos negócios do setor sentiu o tranco na economia, e os projetos imobiliários lançados em junho na capital paulista somaram apenas 2.015 unidades.

Os números apontam que o total de novas unidades foi 28,3% maior do que em maio, mas 79,9% abaixo do de junho de 2019, segundo dados do Secovi-SP - entidade que representa as empresas do setor. No primeiro semestre de 2020, os lançamentos caíram pela metade, para 9,6 mil unidades em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a entidade, um aspecto a ser considerado nos resultados do setor é que, apesar de os lançamentos no primeiro semestre do ano terem sido reduzidos em mais de 50%, as vendas caíram menos, o que demonstra que a demanda por moradia vem se concentrando nos imóveis que já estão disponíveis.

As vendas de imóveis novos em junho na cidade atingiram 2.984 unidades, 56% abaixo do mesmo mês do ano passado. O número está próximo da média de 3.195 unidades vendidas por mês entre janeiro e março deste ano, período imediatamente anterior ao início da quarentena. Mas, no semestre, a queda nas vendas é de 14%, totalizando 16,9 mil imóveis.

Reação

Conforme antecipou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), empresários e analistas percebem uma reação do mercado imobiliário. Um dos motivos para isso é a queda nas taxas de financiamento, abrindo caminho para a compra da moradia por mais pessoas e compensando, ao menos em parte, os efeitos da crise.

"A gente vê um mercado bastante competitivo, em um nível que nunca vimos no setor. Mas o financiamento de imóveis usados ficou mais forte que o de novas unidades", avalia a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portella.

"Quando sente mudanças na economia, a incorporadora precisa refazer cálculos e avaliar o comportamento do público-alvo de seus empreendimentos. No primeiro semestre, os lançamentos tiveram esse recuo, mas a gente acredita que eles vão voltar", diz Cristiane.

"Apesar deste cenário desafiador, o mercado imobiliário apresentou crescimento no mês de junho em relação a maio, quando as vendas já tinham apresentado recuperação em relação a abril. A tendência de retomada da vida, dentro de um 'novo normal', está colaborando para esse comportamento", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Na avaliação dele, existe margem para uma redução ainda maior dos juros dos financiamentos imobiliários, o que daria um novo fôlego para o mercado. "Taxas de juros competitivas estimulam o aumento das operações de financiamentos, trazendo mais famílias para o crédito imobiliário", ressalta Petrucci.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

negócio em foco

BofA vê negócio entre Linx e Totvs com sinergias de R$ 3,8 bi

Acionistas da Linx receberiam diretamente 40% do valor das sinergias da fusão com Totvs, diz banco

seu dinheiro na sua noite

Vitória do Ibovespa (no segundo tempo)

“O time no segundo tempo ganhou de 2 a 1.” Foi assim que Fernando Diniz, o técnico do São Paulo, reagiu depois da derrota por 4 a 2 para a LDU no meio da semana e que praticamente eliminou a equipe da Libertadores. Diniz preferiu ignorar os 3 a 0 que o time levou na […]

Que modorra!

Bolsa passa por correção, mas zera perdas na reta final do pregão; dólar retoma alta

Principal índice de ações da B3 passou por correção e ignorou durante a maior parte do dia o impulso do setor de tecnologia à bolsa de Nova York

setor público

Reforma administrativa economiza R$ 400 bi até 2034, aponta estudo

Mesmo restringido a reforma apenas a novos servidores, o setor público poderia economizar pelo menos R$ 24,1 bilhões em 2024 com a aprovação das mudanças no seu RH, liberando o governo para investir mais em saúde, educação e segurança pública, segundo centro de estudos

retomada em pauta

Recuperação está longe de concluída, diz presidente do Fed do Kansas

Esther George fez a declaração durante discurso sobre os bancos comunitários, no qual enfatizou o papel destes para dar estabilidade na crise e apoiar a recuperação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements