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Pelos cálculos da entidade que tem sede em Paris, o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico terá uma retração de 6,0% este ano

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) melhorou nesta terça-feira, 1º de dezembro, sua projeção para o desempenho da economia brasileira em 2020, mas previu que a retomada no ano que vem será menos robusta do que o imaginado há três meses.
Pelos cálculos da entidade que tem sede em Paris, o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico terá uma retração de 6,0% este ano, mais suave do que a estimativa de queda de 6,5% apresentada em setembro. Para 2021, a previsão é a de que a atividade brasileira se expanda 2,6%, menos do que a alta de 3,6% prevista em setembro.
As atualizações dos números fazem parte do relatório Economic Outlook preliminar de dezembro, divulgado nesta terça pelo organismo multilateral. A instituição apresentou suas estimativas para a economia global e costuma dar ênfase para os seus membros.
O Brasil pleiteia uma vaga na OCDE, mas ainda não faz parte da Organização. Há anos, no entanto, é considerado um país-chave pela instituição, que costuma dar espaço para análises sobre o Brasil.
Em junho, a OCDE chegou a prever que o PIB brasileiro poderia cair até 9,1% este ano.
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A OCDE, que tem sede em Paris, previu também que o PIB global terá em 2020 uma contração menor do que a estimada em setembro, mas também reduziu a projeção para a alta da atividade em 2021. A perspectiva, de acordo com o organismo multilateral, dependerá do processo de vacinação contra a covid-19.
"Atrasos na implementação da vacinação, dificuldades em controlar novos surtos do vírus e falhas em aprender as lições da primeira onda enfraqueceriam as perspectivas", ressalta a ODCE.
Em seu mais recente relatório sobre a economia global, a OCDE agora espera que o PIB mundial sofra retração de 4,2% este ano. Em setembro, a projeção era de queda de 4,5%. Para 2021, a entidade reduziu a previsão de crescimento da atividade no mundo, de 5% para 4,2%.
No caso dos EUA, a previsão para 2020 melhorou de -3,8% para -3,7%. Em relação à zona do euro, a estimativa passou de -7,9% para -7,5%. A previsão de crescimento de 1,8% do PIB da China este ano foi mantida.
"Com a perspectiva de vacinas e um melhor gerenciamento do vírus, o quadro para a economia global parece melhor, mas a situação continua precária, especialmente para os trabalhadores menos qualificados e para pequenas empresas em dificuldades", aponta o economista-chefe da OCDE, Laurence Boone.
Dentre os países emergentes, a projeção para a queda do PIB da Índia em 2020 melhorou de 10,2% para 9,9%, enquanto a estimativa para o PIB da África do Sul este ano passou de -11,5% para -8,1%.
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