Menu
2020-03-06T17:19:46-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Mais um corte

Moody’s corta projeção de PIB do Brasil de 2% para 1,8% em 2020

No cenário pessimista, a expectativa é de crescimento de 1,5% neste ano; para 2021, a expansão prevista no cenário-base é de 2,5%

6 de março de 2020
13:43 - atualizado às 17:19
Agência de classificação de risco Moody's
Imagem: Shutterstock

A Moody's reduziu a expectativa para aceleração do PIB do Brasil em 2020 de 2% para 1,8% em face da rápida disseminação do novo coronavírus fora da China, diz a agência de risco em relatório.

No cenário pessimista, a expectativa é de crescimento de 1,5% neste ano. Para 2021, a expansão prevista no cenário-base é de 2,5%, e no pessimista, 2,4%.

Anteriormente, a Moody's trabalhava com um cenário no qual o vírus afetaria principalmente a demanda agregada no país asiático, além de efeitos em viagens globais e produção global manufatureira resultantes de disrupções na cadeia de produção no Leste da Ásia.

"Agora é claro que o choque adicionalmente reduzirá a demanda doméstica globalmente, o que afetará simultaneamente uma ampla gama de atividades não-comercializadas entre países e regiões", diz o relatório.

A agência também diminuiu a projeção de expansão para o G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo. Agora, o cenário-base é de que o grupo se expanda em 2,1%, em vez dos 2,4% previstos anteriormente.

"Esperamos que as disrupções em uma ampla gama de atividades econômicas desacelerarão o crescimento em um grande número de países, particularmente no primeiro semestre deste ano", diz o documento.

Entre as revisões, estão a menor projeção para PIB da China neste ano, de 5,2% para 4,8%, e a expectativa de recessão da economia da Itália, da ordem de 0,5%, neste ano — a previsão anterior era de expansão de 0,5%.

A agência também espera que medidas fiscais e monetárias provavelmente limitarão os danos causados pelo coronavírus às economias. Nesta semana, o Federal Reserve, banco central americano, cortou o juro básico do país em 0,5 ponto em decisão extraordinária.

O Banco Central Europeu e o Banco do Japão, que também asseguraram políticas monetárias de sustentação às suas economias, também limitarão a volatilidade dos mercados financeiros globais e parcialmente conter o aperto de condições financeiras, diz a Moody's.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Gestão na crise

Ouro e euro: a combinação do BTG Pactual para proteção e reserva de valor na crise

Fundamentos para alta do ouro continuam válidos, mas não espere um “boom” do metal após valorização recente, diz José Lúcio do Nascimento, sócio e gestor da BTG Asset

Exclusivo SD Premium

Segredos da bolsa: O cachorro louco segue à solta nos mercados

Agenda repleta de balanços corporativos e indicadores econômicos importantes no Brasil, na China, nos EUA e na Europa promete deixar os investidores com os nervos à flor da pele esta semana

Balanço

Saudi Aramco vê lucro cair 73,3% com menor demanda e queda do preço do petróleo

Estatal saudita lucrou apenas US$ 6,6 bilhões no segundo trimestre, em razão de crise desencadeada pela pandemia de coronavírus

Para bater a renda fixa

Queda na bolsa no mês de julho deixou retorno dos fundos imobiliários mais atrativo

Para analistas do Banco Inter, queda dos FII em julho foi apenas um ajuste; com juro baixo e preço menor, rentabilidade potencial cresceu

O tamanho da conta

Conta da pandemia chega a R$ 700 bilhões

Segundo levantamento do Estadão, pandemia deve custar isso só em 2020, o equivalente a quase 10% do PIB e a R$ 3,3 mil para cada brasileiro. Quantia seria suficiente para pagar o Bolsa Família por 21 anos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements