Maia pede desculpas a Guedes e fala em retomar união por reformas
Maia pediu desculpas por declarações feitas na semana passada e reforçou que é preciso dar andamento às reformas e tirar um programa de renda mínima do papel

Após serem protagonistas de um conflito público, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, levantaram a bandeira branca nesta segunda-feira (5) e prometeram união pelo andamento da agenda econômica no Congresso.
Após jantar com ministros e parlamentares na residência do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), Maia pediu desculpas publicamente a Guedes pelas declarações feitas na semana passada. Ele reforçou que é preciso dar andamento às reformas tributária e administrativa e tirar um programa de renda mínima do papel sem comprometer o teto de gastos.
"O teto de gastos é a primeira de nossa urgências porque com a regulamentação do teto a gente resolve o programa social", disse Maia, em declaração à imprensa, após o jantar.
Na semana passada, o presidente da Câmara chegou a chamar o ministro de "desequilibrado" após Guedes falar que Maia estava articulando com a oposição obstáculos a privatizações. "Semana passada até, deixo aqui meu pedido de desculpas, fui indelicado e grosseiro e (isso) não é do meu feitio."
O parlamentar expressou "gratidão" por Guedes tê-lo apoiado na disputa pela presidência da Câmara. A partir desta terça-feira (6), segundo Maia, é preciso retomar os trabalhos com união. O parlamentar destacou que a agenda de reformas não pode parar por causa das eleições municipais.
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O ministro da Economia disse ontem à noite que haverá união para andamento da agenda econômica no Congresso. Guedes voltou a defender a aprovação de um programa de renda básica para 2021 e uma medida de desoneração da folha salarial para gerar "empregos em massa".
Além disso, repetiu compromissos com o envio de outra etapa da reforma tributária, pontuando que o prazo depende da articulação política.
"Essas coisas estão basicamente prontas, mas quem dá o timing das reformas sempre é a política", disse o ministro.
O programa de renda, reforçou Guedes, será bastante diferente e mais estruturado em comparação ao auxílio emergencial. Sem entrar em detalhes, o ministro declarou que o modelo vai juntar 27 programas sociais. O pacto federativo no Senado, pontuou, irá absorver, ainda, dispositivos do Orçamento de Guerra, em vigor durante a pandemia de covid-19.
Após Maia pedir desculpas a Guedes por declarações feitas na semana passada, o ministro foi questionado se faria o mesmo. "Eu nunca ofendi o presidente Rodrigo Maia. Isso não tem problema. Isso não é ofensa pessoal. Isso foi uma troca de opiniões", disse.
"Caso eu tenha ofendido o presidente Rodrigo Maia ou qualquer político, eu posso ter ofendido inadvertidamente, eu posso pedir desculpas também. Não há problema", afirmou o ministro.
*Com informações da Estadão Conteúdo
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