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O que mudou com o coronavírus no processo de compra e venda de imóveis residenciais e deve se tornar tendência nesse mercado, segundo profissionais do setor
Desde que a pandemia de coronavírus abalou os mercados mundiais, eu conversei com alguns profissionais ligados ao mercado imobiliário e ouvi as opiniões de outros tantos para entender os impactos dessa crise no setor.
Nas conversas que tive e apresentações que assisti, alguns assuntos eram recorrentes, como a popularização do home office e as eventuais alterações na arquitetura de residências e imóveis comerciais daqui para frente.
A partir daí, consegui identificar cinco mudanças trazidas pela pandemia de covid-19 ao mercado de imóveis residenciais e que podem se tornar permanentes, segundo esses especialistas. Eu listei essas tendências a seguir:
Embora a compra da casa própria nunca tenha deixado de ser importante para os brasileiros, nos últimos anos, com uma inflação mais civilizada, alguns segmentos da população puderam começar a se dar ao luxo de morar de aluguel por opção.
Entre os jovens de classes mais altas, foi tomando corpo a tendência cultural de não querer mais ser dono das coisas - compartilhar bicicletas e carros em vez de comprar o seu próprio veículo; pagar por serviços de streaming em vez de adquirir discos ou filmes; aplicar o dinheiro e pagar o aluguel de um imóvel com os rendimentos em vez de pagar as parcelas de um financiamento imobiliário.
Não à toa, proliferaram nas grandes capitais empreendimentos compactos voltados para aluguel e com áreas comuns com serviços compartilhados, como lavanderia, compartilhamento de bicicletas, academia e escritório.
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Mas depois de boa parte da população ter sido obrigada a ficar em casa para combater a disseminação do coronavírus, mesmo esse público passou a valorizar a casa própria.
“A casa passou a ser muito mais importante para todo mundo”, disse Rafael Menin, copresidente da construtora MRV, em entrevista recente para o Seu Dinheiro.
Lembra daquela história de que “millennials não compram imóvel”, referindo-se aos jovens nascidos nos anos 1980 e início da década de 1990? Pois é. Em um evento recente da rede de franquias imobiliárias multinacional RE/MAX, o CEO da regional italiana falou exatamente sobre isso: “millennials agora estão vendo a importância de ter a própria casa, com a própria cara”, disse ele.
Soma-se a isso a questão do juro baixo. Com a menor Selic da história, as aplicações de renda fixa estão rendendo tão pouco que muita gente pode preferir destinar suas economias à compra de um imóvel - e as taxas dos financiamentos estão atrativas.
“Passou a ficar patente que a casa própria é o grande refúgio do patrimônio, pois representa segurança”, me disse Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, em entrevista recente.
Comprar um imóvel pela internet pode parecer algo impensável, e de fato talvez seja uma loucura fechar negócio totalmente pela internet. Mas isso não significa que não haja espaço para a digitalização de boa parte do processo de compra.
Esse tem sido um dos grandes trunfos da MRV para continuar vendendo durante a crise. Antes, apenas metade do processo de compra de um imóvel da companhia era digital. Hoje, após um investimento de R$ 300 milhões em tecnologia, 80% do processo ocorre on-line. E se o comprador quiser fechar a compra digitalmente, ele pode.
Os corretores de imóveis também têm vivido essa nova realidade. Os CEOs das diversas regionais da RE/MAX relataram, no seu evento global, que algumas das práticas amplamente adotadas durante a quarentena pelas imobiliárias devem permanecer, como os encontros virtuais entre corretores e clientes, bem como as visitas virtuais aos imóveis.
As visitas virtuais funcionam como uma peneira para selecionar os compradores com mais potencial de fechar negócio. Em uma visita on-line, comentaram os executivos da RE/MAX, a maioria das pessoas já consegue ter uma boa noção se realmente pode querer comprar aquele imóvel ou não.
Como resultado, menos gente visita o imóvel presencialmente, reduzindo a circulação de pessoas no interior da propriedade.
Até a parte burocrática de comprar um imóvel está ficando mais simples, graças à digitalização por força da necessidade.
“Com a pandemia, a assinatura eletrônica passou a ser aceita, e é possível que em breve todo o processo de fechamento dos negócios possa se tornar digital”, disse Ján Repa, Vice-Presidente da RE/MAX Internacional, durante o evento global da empresa.
O fenômeno tem sido visto mesmo no Brasil. “Conseguimos até algo que parecia impossível: escrituras assinadas digitalmente. Essas questões cartoriais estão passando por uma modernização que é ótima para todos”, me disse Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.
Embora seja impossível que todo mundo passe a trabalhar de casa, o mercado aposta que a popularização do home office - processo que já vinha em curso - ganhe velocidade com a pandemia, e que mesmo após a completa reabertura da economia, mais gente passe a trabalhar remotamente, pelo menos alguns dias por semana.
Com isso, deve haver uma procura maior por imóveis mais amplos, e as pessoas tendem a preferir ter um cômodo extra justamente para montar um escritório.
Outro aspecto bastante citado pelo pessoal do mercado é a maior procura das pessoas por imóveis com algum tipo de área externa, como sacadas, quintal ou jardim.
Os empregados de empresas que adotarem amplamente o home office e que precisarem ir com pouca frequência ao escritório podem preferir morar em bairros ou cidades mais afastadas do centro metropolitano, ou mesmo no interior.
Isso elevaria a procura por imóveis mais amplos e casas em áreas mais suburbanas e cidades-satélites.
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
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