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em meio ao coronavírus

Governo prevê déficit de R$ 419 bilhões nas contas públicas em 2020

Segundo governo, medidas para atender a população mais vulnerável e para preservar os empregos terão um impacto de R$ 224,6 bilhões no resultado primário, o equivalente a 2,97% do PIB

Waldery Rodrigues
Waldery Rodrigues - Imagem: Flickr Palácio do Planalto

O governo deve registrar neste ano déficit primário de R$ 419,2 bilhões em 2020, o equivalente a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção foi apresentada nesta quinta-feira, 2, pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Jr.

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Ele justificou que a estimativa leva em conta a adoção de novas medidas para combate às consequências econômicas do novo coronavírus, mas ressaltou que ela ainda pode ser revista. "Trata-se de uma estimativa e vai ser revisada quando novas medidas forem anunciadas", afirmou, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Waldery disse que as medidas para atender a população mais vulnerável e para preservar os empregos terão um impacto de R$ 224,6 bilhões no resultado primário, o equivalente a 2,97% do PIB. O impacto do auxílio financeiro a informais, de R$ 600, terá impacto de 1,3% do PIB, e o programa antidesemprego e de redução de jornada, de 0,68% do PIB.

Ele destacou que essas medidas se somam à meta de déficit primário do governo central, de R$ 127 bilhões, ou 1,68% do PIB. Com o estado de calamidade pública, não será preciso contingenciar recursos, o que representaria 0,5% do PIB, disse Waldery.

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Waldery mencionou ainda a revisão de parâmetros que impactam o Orçamento por parte do governo. A projeção para o PIB foi reduzida para 0,02%, ante 2,1%, e o preço do petróleo também foi revisto para algo próximo de US$ 42 por barril.

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"O número ao fim é de um déficit de 5,55% do PIB em 2020, ou R$ 419,2 bilhões", afirmou. Segundo ele, isso mostra a transparência do governo, o zelo com a coisa pública, a cautela e a efetividade do governo em um momento que exige ação do governo.

"Estamos com um déficit que é o maior da série histórica, justificado e limitado a 2020. Entendemos que a economia vai se recuperar e que as contas pública vão retoma a trajetória de equilíbrio fiscal", afirmou.

*Com Estadão Conteúdo

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