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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
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Gestora Vitreo lança fundos de investimento em criptomoedas

Lançados em parceria com a gestora QR Capital, os dois fundos investem em bitcoins, moedas digitais alternativas e criptomoedas lastreadas em dólar

3 de março de 2020
16:29
Criptomoedas bitcoin
Foto: Shutterstock - Imagem: Shutterstock

A gestora Vitreo está lançando, nesta terça (3), dois fundos de investimento em criptomoedas que aplicam diretamente no exterior: o Vitreo CriptoMoedas FIC FIM, voltado para investidores qualificados, e o Vitreo CriptoMoedas Light FIC FIM, aberto ao público em geral.

Os produtos são geridos em parceria com a QR Capital, gestora brasileira especializada em criptomoedas. Ambos ficam sob o guarda-chuva do mesmo fundo master, o VTR QR Criptomoedas Cripto FIM IE, que investe em moedas digitais no exterior segundo a estratégia do relatório Exponential Coins, da casa de análise Empiricus Research.

A diferença entre os dois fundos é que o primeiro investe 100% do seu patrimônio no fundo master. Como o investidor de varejo não pode investir em fundos que apliquem todo o seu patrimônio lá fora, o fundo acabou ficando restrito àqueles investidores que têm mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras, chamados de qualificados.

Já o fundo light investe 20% no fundo master - percentual máximo de investimento no exterior permitido ao investidor não qualificado pelo órgão regulador - e os demais 80% em operações compromissadas, aplicações conservadoras que tendem a seguir a taxa básica de juros.

Segundo a Vitreo, o portfólio do fundo não é apenas concentrado em bitcoin, a principal e mais conhecida criptomoeda do mercado. Ele também inclui altcoins (outras criptomoedas) e stablecoins (criptomoedas com lastro em dólar, que funcionam como proteção para a carteira).

Ainda segundo a gestora, o Vitreo CriptoMoedas FIC FIM é o primeiro fundo do tipo no Brasil que permite ao investidor qualificado investir 100% do patrimônio alocado no fundo em criptoativos. Os demais fundos de cripto disponíveis no mercado restringem essa possibilidade aos investidores profissionais, aqueles com mais de R$ 10 milhões em investimentos financeiros.

De fato, os fundos da Vitreo não são os primeiros fundos de cripto disponíveis no mercado brasileiro. As gestoras BLP e Hashdex já oferecem produtos, distribuídos em plataformas de investimento como XP, Órama e Genial Investimentos.

Porém, os fundos dessas gestoras que alocam 100% do patrimônio em cripto realmente são restritos aos investidores profissionais. Investidores qualificados têm acesso a percentuais mais baixos, e o público geral, apenas a 20%, como manda a norma.

O investimento em bitcoin e outras moedas digitais por meio de fundos facilita a diversificação e é mais prático do que abrir conta em diversas exchanges (corretoras de criptomoedas), além de dar ao investidor a segurança a mais de uma gestão e uma custódia profissionais.

O Vitreo CriptoMoedas para investidores qualificados deve captar, inicialmente, R$ 100 milhões. Sua aplicação mínima é de R$ 5 mil e a taxa de administração é de 1,5%, o que inclui uma taxa de performance de 20% no fundo master sobre o que exceder o ICE US Treasury Short Bond Index TR (IDCOTS) + 2% de rentabilidade em dólar. Esse índice consiste principalmente de uma reunião de títulos prefixados de crédito privado com período de duração entre um e doze meses.

Já no fundo light, voltado para os investidores de varejo, a aplicação mínima também é de R$ 5 mil e a taxa de administração total é de 0,35% ao ano, além da taxa de performance proporcional do fundo master.

Ambos os fundos contam ainda com uma taxa de custódia de 0,02% ao ano.

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