Mercado reduz projeção para alta do PIB em 2020
A atualização do número é apresentada após o próprio BC divulgar que o IBC-Br em 2019 avançou 0,89%, abaixo da previsão de analistas

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,30% para 2,23% em 2020, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco central que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.
A atualização do número é apresentada após o próprio BC divulgar que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) em 2019 avançou 0,89% - abaixo da previsão e analistas. O indicador é considerado uma prévia do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 4.
As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes do PIB - 2021, 2022 e 2023 – permanecem em 2,50%.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,10 para R$ 4,11, ao fim de 2021. Já a previsão para a inflação registrou outra redução.
Segundo as instituições financeiras consultadas pelo BC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – deve ficar em 3,22%, ante 2,25% da semana passada.
Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.
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Abaixo do centro da meta
A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%.
O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Para o mercado financeiro, a Selic deve ser mantida no atual patamar até o fim do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.
*Com Agência Brasil
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