Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-06-20T14:41:07-03:00
Estadão Conteúdo
crise climática

Europeias ameaçam cortar investimentos contra desmatamentos

Ameaças cada vez maiores de investidores com mais de US$ 2 trilhões em ativos administrados mostram como o setor privado está adotando ações para proteger a maior floresta tropical do mundo

20 de junho de 2020
14:39 - atualizado às 14:41
shutterstock_1156323865
Imagem: Shutterstock

Sete grandes empresas de investimento europeias disseram à Reuters que vão deixar de investir em produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo do Brasil se não virem progresso rumo a uma solução para a destruição crescente da Floresta Amazônica.

As ameaças cada vez maiores de investidores com mais de US$ 2 trilhões em ativos administrados, como o finlandês Nordea e a britânica Legal & General Investment Management (LGIM), mostram como o setor privado está adotando ações globais para proteger a maior floresta tropical do mundo.

O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu uma máxima de 11 anos em 2019, no primeiro ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro, e aumentou outros 34% nos cinco primeiros meses de 2020, de acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O presidente afrouxou as proteções ambientais e pediu mais mineração e agricultura na região.

"As tendências que vemos no Brasil são muito preocupantes", disse Daniela da Costa-Bulthuis, gerente de portfólio para o Brasil da empresa de gerenciamento de ativos holandesa Robeco. "Você tem um desmantelamento dos mecanismos regulatórios de controle ambiental desde o ano passado."

A assessoria de imprensa de Bolsonaro não quis comentar as preocupações dos investidores.

Um projeto de lei proposto originalmente por Bolsonaro para conceder títulos de propriedade para terras públicas assentadas irregularmente, medida vista como um incentivo ao desmatamento, não passou em uma votação em maio e foi adiada por tempo indeterminado depois que mais de 40 empresas majoritariamente europeias ameaçaram boicotar as exportações brasileiras.

Em setembro, 230 investidores assinaram carta pedindo ações urgentes para combater os incêndios em crescimento na Floresta Amazônica, capturando a atenção mundial.

Mas as sete empresas de gerenciamento de ativos que conversaram com a Reuters - Storebrand, AP7, KLP, DNB Asset Management, Robeco, Nordea Asset Management e LGIM - foram mais longe ao delinear a ameaça do desinvestimento se não houver avanço. Elas detêm mais de US$ 5 bilhões em investimentos ligados ao Brasil, incluindo comerciantes de grãos com operações de vulto no País.

O KLP, o maior fundo de pensão da Noruega, disse que está interagindo com Archer Daniels Midland (ADM), Cargill e Bunge e analisando se suas políticas ambientais são adequadas.

"Se nossa conclusão for negativa, o desinvestimento pode ser o resultado provável, possivelmente ainda neste ano, e acreditamos que tal ação levaria outros investidores a seguirem nosso exemplo", disse Jeanett Bergan, chefe de investimentos responsáveis da KLP, por email.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

ampliação dos negócios

Cosan (CSAN3) paga R$ 1,5 bilhão por fatia na Radar, gestora de propriedades agrícolas

Companhia já detinha uma participação na Radar; após a conclusão da operação e uma reorganização societária, a Cosan será dona de mais de 50% do capital social

o melhor do seu dinheiro

Caso Lehman Brothers: não vale a pena ver de novo

Se tem um roteiro que o mercado financeiro não quer ver se repetindo, é o de uma crise financeira desencadeada pela quebra de uma grande empresa, como foi o caso da falência do banco Lehman Brothers em 2008, que marcou o início da grave crise dos subprime. Nem mesmo em uma escala menor, como é […]

força do esg

Environmental ESG, da Ambipar, busca IPO de R$ 3 bilhões para dar gás às aquisições

Preço da faixa indicativa está entre R$ 15,50 e R$ 20,50; após IPO, 43,8% do capital social estará em circulação no mercado com as ações

MERCADOS HOJE

Evergrande injeta temor no mercado global e bolsas têm dia de fortes perdas; Ibovespa fecha no menor nível desde novembro

Temor de que os problemas da incorporadora chinesa gerem uma reação em cadeia no mercado global afundou as bolsas nesta segunda-feira (20)

Ruído político

Congresso não participou de debate sobre aumento no IOF, revela presidente da Câmara

Arthur Lira também declarou que quer avançar com a reforma administrativa e uma solução para a questão dos precatórios ainda nesta semana

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies