Em Davos, vou relatar que tiramos o Brasil da margem do abismo fiscal, diz Guedes
Sobre a decisão de Bolsonaro de não comparecer a Davos, o ministro reconheceu que, sempre que o presidente entrega pessoalmente a sua mensagem, "a imagem do país é fortalecida"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu relatar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que o governo Jair Bolsonaro tirou o Brasil "da margem de abismo fiscal em que estava" com as reformas econômicas que vem conduzindo, como a da Previdência, a MP da Liberdade Econômica, o "choque de energia barata" e a "desestatização do mercado de crédito".
- Leia também [Patrocinado]: os melhores dividendos do mercado para investir em 2020
Guedes também afirmou que vai "confirmar" a mensagem passada na participação no evento do ano passado, de que o País é uma "democracia vibrante que está dando uma demonstração extraordinária de vigor". O Fórum Econômico Mundial começa nesta terça-feira, 21.
"Nunca houve esse risco (de retrocesso democrático). Houve um erro de avaliação brutal (sobre a possibilidade de retrocesso democrático no governo Bolsonaro) ou um problema de aprisionamento cognitivo", declarou Guedes em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, no programa Poder em Foco, exibido na madrugada desta segunda-feira, 20, pelo SBT.
Sobre a decisão de Bolsonaro de não comparecer a Davos, o ministro reconheceu que, sempre que o presidente entrega pessoalmente a sua mensagem, "a imagem do país é fortalecida". "Mas ele está sendo muito exigido. Logo depois (do Fórum) ele tem uma viagem para a Índia", emendou.
O economista previu que, em 2020, a economia brasileira vai crescer "o dobro" do que cresceu no ano passado. Ao fim do mandato de Bolsonaro, prosseguiu o ministro, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do País pode estar "acima de 3%" ou até "em torno de 4%", a depender do andamento das reformas econômicas que ainda não foram aprovadas, mas estão nos planos da sua pasta, como a tributária, a administrativa e o pacto federativo.
Leia Também
Guedes avaliou ainda que a "combinação maldita" de taxa de juros elevada com o câmbio apreciado foi invertida. "O Brasil agora controla gastos do governo. Temos juros mais baixos, inflação mais baixa e câmbio um pouco mais alto."
Ele admitiu que o dólar mais caro é o "novo normal", mas ponderou que a moeda americana não ficará necessariamente no atual patamar, em torno de R$ 4.
Na entrevista, o ministro da Economia repetiu o seu mantra contra os encargos trabalhistas pagos por empresas no País, que ele chamou de "armas de destruição em massa" que estariam "impedindo brasileiros de trabalhar".
Quando questionado sobre a possibilidade de o Congresso desacelerar o andamento das reformas propostas ou apoiadas pelo Executivo em função de 2020 ser ano eleitoral, Guedes demonstrou otimismo: "As reformas administrativa e tributária vão ser tocadas simultaneamente, porque os temas são populares, os temas vão dar voto", disse. "O Congresso está ávido pelas reformas, pedindo as reformas."
Ainda sobre o sistema tributário, o ministro acenou com uma mudança na tributação de dividendos, discorrendo sobre a cobrança de impostos sobre esses rendimentos a pessoas físicas, e não mais às empresas que os distribuem, como é feito hoje. Em relação à criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal, Guedes afirmou estar estudando uma alíquota "baixinha", de 11%.
Por fim, no tema das privatizações, o ministro declarou ser "essencial" que a Eletrobras seja vendida ainda este ano. Na sua visão, se a Câmara, o Senado e o presidente Bolsonaro não avançarem com a privatização da estatal elétrica, será necessário "tirar R$ 16 bilhões, R$ 18 bilhões do Orçamento" de 2020. "Vai sobrar menos dinheiro para saúde e educação", alertou.
Segundo Guedes, a Eletrobras atualmente investe apenas cerca de um quinto do que precisaria para manter sua fatia de mercado. "(A empresa) Está condenada à obsolescência."
TOUROS E URSOS #288
Isenção de LCIs e LCAs é ‘uma balela’, diz Felipe Salto, que defende a revisão do benefício no ajuste fiscal previsto para 2027
20 de setembro de 2026 - 15:01ANOTE NA AGENDA
Ata do Copom e diplomacia entre EUA e China comandam as atenções do mercado na semana — mas não é só isso
20 de setembro de 2026 - 11:59BOMBOU NO SD
Lotofácil da Independência paga R$ 300 milhões, Europa oferece moradia de graça para quem ama gatos e Nubank perde brilho: os destaques da semana
19 de setembro de 2026 - 14:19Conteúdo BTG Pactual
‘Crise do petróleo’ em 2027? Estoques globais acendem sinal de alerta, e podem pressionar sua carteira de investimentos; entenda
19 de setembro de 2026 - 14:00NOBEL POLÊMICO
Fritz Haber: o Nobel de Química que inventou o fertilizante moderno e inaugurou a era da guerra química
19 de setembro de 2026 - 10:39TOUROS E URSOS #288
A ‘Faria Lima’ está errada? O que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal, segundo Felipe Salto
18 de setembro de 2026 - 15:29O FIM DO FUTEBOL?
O futebol não vive sem bet? Por que os clubes se juntaram para publicar manifesto contra MP que proibiria apostas online
18 de setembro de 2026 - 14:15DÍVIDA VELHA NA MIRA
Governo prepara nova rodada de renegociação de dívidas antigas, diz jornal. Alívio para os bancos pode virar dor de cabeça?
18 de setembro de 2026 - 12:44PARA TODOS OS GOSTOS
Bolão fatura mais de R$ 100 milhões na Mega-Sena e ofusca prêmios milionários na Lotofácil e na Quina
18 de setembro de 2026 - 6:43POR DENTRO DA CARTEIRA
Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena
17 de setembro de 2026 - 20:20VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA