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PREÇOS EM ALTA

Economistas voltam a revisar para cima projeção para inflação em 2020

Segundo o Boletim Focus, mediana das estimativas indica uma alta de 3,45% do IPCA neste ano, 15ª semana de aumento

Notas de real - Imagem: Ufuk Zivana/Shutterstock

Os economistas do mercado financeiro não param de reajustar para cima as perspectivas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do País.

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Segundo o Boletim Focus do Banco Central, que reúne as projeções dos economistas do mercado financeiro, a mediana das estimativas mostra uma alta de 3,45% do IPCA neste ano.

Esta foi a 15ª semana seguida de revisão positiva. Na semana passada, o relatório mostrava que os economistas esperavam um avanço de 3,25% do índice. Há quatro semanas, a mediana indicava um aumento de 2,99%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 3,14% para 3,39%. Para 2021, porém, a estimativa do Top 5 passou de 3,36% para 3,31%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 2,91% e 3,27%, respectivamente.

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Economistas afirmam que a inflação no País está sendo bastante pressionada pela alta dos preços dos alimentos, puxados por fatores como a alta das cotações das commodities no mercado internacional e o câmbio, que favorece as exportações.

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No começo do mês, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a pandemia também contribuiu para elevar os preços, uma vez que os brasileiros substituíram gastos com serviços por mais alimentação em casa.

As expectativas para o IPCA de 2021 também foram elevadas, passando de 3,22% para 3,40%. Há quatro semanas, a projeção era de alta de 3,10%.

Mesmo com a inflação em alta, os economistas não mudaram a projeção para a taxa básica de juros (Selic) em 2020, que permanece em 2,00% ao ano por 21 semanas seguidas. A mediana para 2021, por sua vez, subiu de 2,75% para 3,00% ao ano.

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Economia melhorando

Ao mesmo tempo em que elevaram novamente as expectativas para inflação, os economistas ouvidos pelo BC melhoraram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ainda que indiquem contração da atividade.

A mediana aponta para uma queda de 4,55% da economia brasileira em 2020, menos que o recuo de 4,66% divulgado na edição passada do relatório e de 4,81% há quatro semanas.

Para 2021, a expectativa passou de 3,31% para 3,40%. Ainda assim, está levemente abaixo do que quatro semanas atrás (3,42%).

A economia vem apresentando sinais de melhora no segundo semestre. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado no dia 13 pelo Banco Central e considerado uma espécie de prévia do PIB, subiu 1,29% entre agosto e setembro, quinto avanço mensal consecutivo pela série ajustada sazonalmente.

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Câmbio e contas públicas

Pela segunda semana consecutiva, os economistas reduziram a projeção para a taxa de câmbio entre real e dólar em 2020, de R$ 5,41 para R$ 5,38. A mediana das projeções para 2021 permaneceu em R$ 5,20.

A estimativa para a dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, permaneceu em 67%. Já para o déficit primário, também como proporção do PIB, foi de 12% para11,80%.

O resultado primário considera o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Levando em conta os juros, a estimativa foi de 15,56% para 15,51%.

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