É necessário equilíbrio entre conter a doença e retomada econômica, diz Mourão
Vice-presidente da República disse após a pandemia do novo coronavírus, o governo terá programa Pró Brasil, que deverá estar pronto entre agosto e setembro

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira em evento online promovido pela Câmara Árabe, que o resgate da economia é prioridade da atual gestão.
Ao lado de preservar a economia, ele disse que a saúde do brasileiro também está no foco das preocupações, sobretudo para baixar a curva de contaminação e das mortes. "É necessário buscar equilíbrio entre contenção da doença e retomada da economia", frisou.
Segundo Mourão, as medidas que estão sendo tomadas pelo governo Bolsonaro - como a destinação de recursos para empresas e trabalhadores - não significa que o equilíbrio macroeconômico será deixado de lado. "Buscar estabilidade macro é fundamental para o Brasil crescer de forma sustentável."
No webinar da Câmara Árabe, o vice-presidente da República disse após a pandemia do novo coronavírus, o governo terá programa Pró Brasil, que deverá estar pronto entre agosto e setembro.
O projeto foi lançado em abril pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, sem a presença do ministro da Economia Paulo Guedes, o que suscitou rumores iniciais, depois abafados, de que ele poderia deixar o governo.
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O Pró Brasil - que vai na linha contrária do que defende Guedes, pois prevê a utilização de recursos públicos para a retomada do crescimento - tem o objetivo a criação de 1 milhão de empregos e recuperar a economia.
No evento desta quarta-feira, Mourão disse também que a atual crise não afetou a fronteira agrícola, pois Estados são menos afetados pela pandemia. "Nosso agronegócio é um caso de sucesso", disse, citando a alta tecnologia utilizada no setor.
"O Brasil está comprometido com a cooperação comercial com os países árabes, temos relações estratégicas com essas nações, construídas ao longo dos anos, com fluxo que no ano passado totalizou mais de US$ 12 bilhões, o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos EUA."
Segundo Mourão, é preciso buscar aproximação com os parceiros comerciais sem as "barreiras ideológicas ou culturais". Ele voltou a destacar a importância das relações com os países árabes, ressaltando que o País tem relações estratégicas com essas nações, construídas ao longo dos anos.
Mourão falou que o Mercosul apresenta problemas por causa da grave crise econômica que atinge a Argentina. "Ela praticamente se retirou da mesa das negociações bilaterais, isso complica as negociações, precisamos reorganizar o Mercosul até porque as relações políticas estão contaminadas, temos de trazer novamente a Argentina para o jogo."
Para o vice-presidente, não se pode abandonar a integração do Mercosul, a despeito dos problemas que a Argentina enfrenta, pois os países deste bloco são grandes produtores de alimentos.
*Com Estadão Conteúdo
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