Copom projeta inflação em 3,1% em 2020 e 2021 e reforça que choque de preços recente é temporário
Projeções já constavam do comunicado emitido pelo Copom na última quarta-feira, quando Selic foi mantida em 2% ao ano

As projeções de inflação do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) situam-se em torno de 3,1% em 2020, 3,1% para 2021 e 3,3% para 2022, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e dólar a partir de R$ 5,60 e evoluindo conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC).
"Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,00% a.a. e se eleva até 2,75% a.a. em 2021 e 4,50% a.a. em 2022", diz a ata da reunião do Copom realizada na última quarta-feira (28).
As projeções já constavam do comunicado emitido pelo Comitê na ocasião, quando a Selic foi mantida em 2,00% ao ano, conforme as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em que o Copom publicou estimativas com base no câmbio PPC.
De acordo com o BC, como a inflação doméstica é superior à externa, a adoção da hipótese de câmbio conforme a PPC evitaria a utilização de trajetória de apreciação real do câmbio, o que eventualmente levaria a uma subestimação das projeções de inflação.
Segundo a última ata do Copom, a inflação de preços administrados deve ser de 0,8% em 2020, saltando para 5,1% em 2021 e 3,9% em 2022.
Leia Também
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
No cenário com taxa de juros constante a 2,00% ao ano e taxa de câmbio partido de dólar a R$ 5,60 e evoluindo segundo a Paridade de Poder de Compra (PPC), as projeções de inflação situam-se em torno de 3,1% para 2020, 3,2% para 2021 e 3,8% para 2022.
Já a inflação de preços administrados, neste caso, deve ficar em 0,8% em 2020, 5,1% em 2021 e 4,0% em 2022.
A ata reforçou que "diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária".
Porém, o Comitê esclarece que, como as últimas leituras de inflação foram acima do esperado, elevou sua projeção para os meses restantes de 2020. "Contribuem para essa revisão a continuidade da alta nos preços dos alimentos e de bens industriais, consequência da depreciação persistente do Real, da elevação de preço das commodities e dos programas de transferência de renda", diz a ata.
O Copom espera que a normalização parcial de preços ainda deprimidos continue, à medida em que ocorre a reabertura da economia e o nível de atividade se recupera. "Por outro lado, espera-se a reversão na elevação extraordinária dos preços de alguns produtos, afetados por redução provisória na oferta em conjunção com um aumento ocasional na demanda", diz o texto.
"Dessa forma, apesar de a pressão inflacionária ter sido mais forte que a esperada, o Comitê mantém o diagnóstico de que esse choque é temporário, mas monitora sua evolução com atenção."
- Ata do Copom de 03/11/2020.
Riscos
Ao falar sobre os fatores de risco em torno do cenário básico para a inflação, o Copom lembra que há riscos para os dois lados. Por um lado, o alto nível de ociosidade da economia pode produzir uma trajetória de inflação abaixo do esperado, "notadamente quando essa ociosidade está concentrada no setor de serviços".
Esse risco se intensifica caso uma reversão mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupança precaucional, diz o comunicado.
Por outro lado, lembra o Comitê, o prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia, que piorem a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco do país, o que poderia pressionar a inflação para um patamar acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária (até 2022).
Recuperação econômica
Em relação à atividade econômica, a ata lembra que a recente ressurgência da pandemia e o consequente aumento do afastamento social em algumas das principais economias do mundo pode interromper a recuperação da demanda. Uma redução abrupta e não organizada dos estímulos governamentais também adiciona um risco adicional à recuperação.
Ainda assim, diz o Comitê, o ambiente é relativamente favorável às economias emergentes, apesar das grandes incertezas.
Em relação aos dados econômicos domésticos recentes, o Copom avalia que há recuperação desigual da atividade, sendo o setor de serviços o mais afetado negativamente. A avaliação do Comitê é de que este cenário deve continuar.
"Prospectivamente, a pouca previsibilidade associada à evolução da pandemia e ao necessário ajuste dos gastos públicos a partir de 2021 aumenta a incerteza sobre a continuidade da retomada da atividade econômica. O Comitê ponderou que essa imprevisibilidade e os riscos associados à evolução da pandemia podem implicar um cenário doméstico caracterizado por uma retomada ainda mais gradual da economia"
- ata do Copom de 03/11/2020.
Assim, o Copom concluiu que as pressões desinflacionárias provenientes da redução de demanda podem ter duração maior do que em recessões anteriores.
Espaço para novos cortes da Selic
Segundo a ata, o Copom retomou a discussão sobre um potencial limite efetivo mínimo para a taxa básica de juros brasileira. Para a maioria de seus membros, já estaríamos próximos do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços de ativos.
"O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno."
- ata do Copom de 03/11/2020.
EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3786 e Dia de Sorte 1304 pagam prêmio principal; Mega-Sena 3061 acumula e agora promete R$ 38 milhões
23 de setembro de 2026 - 6:41BARGANHA GEOPOLÍTICA
Xi Jinping tem arma contra Trump que pode beneficiar uma empresa no Brasil, defende BTG
22 de setembro de 2026 - 16:35MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”
22 de setembro de 2026 - 15:55ATÉ ONDE A SELIC VAI?
Copom vê a economia esfriar, mas não dá ao mercado a resposta que ele mais quer sobre os juros
22 de setembro de 2026 - 11:28ASSEMBLEIA VIRTUAL
Greve na Caixa: funcionários votam proposta do banco para o fim da paralisação; conheça a decisão
22 de setembro de 2026 - 7:10DEZENAS DE GANHADORES
Lotofácil 3785 premia aposta simples e bolão com 35 participantes; Mega-Sena promete R$ 32 milhões
22 de setembro de 2026 - 6:38ESTÁ NO PREÇO
O Brasil vai quebrar? Entenda por que o risco fiscal mexe com a renda fixa, as ações e até o dólar
22 de setembro de 2026 - 6:03DEPOIS DO ALERTA
Nvidia e outras empresas de IA enfrentam o “vale das sombras” após alerta da Anthropic; o que fazer com as ações?
21 de setembro de 2026 - 19:30MAIS SELETIVO
Safra pisa no freio e corta preço-alvo de 5 ações do setor imobiliário — e uma destoa ainda mais das outras
21 de setembro de 2026 - 16:30A ORDEM IMPORTA
Como fazer um ajuste fiscal de R$ 80 bilhões em 4 passos antes mesmo de mexer no salário-mínimo, segundo Felipe Salto, da Warren
21 de setembro de 2026 - 7:08DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária promete o triplo da Mega-Sena e lidera ranking das loterias da Caixa com prêmio de quase R$ 100 milhões
21 de setembro de 2026 - 6:48ATENÇÃO ESTUDANTES