Campos Neto diz não ser contra transferência de recursos do BC ao Tesouro
Como informou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai decidir sobre o repasse, ao Tesouro Nacional, de parte das reservas de resultado cambial do Banco Central, hoje em R$ 521,1 bilhões. O ministro da Economia, Paulo Guedes, estaria de olho em R$ […]

Como informou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai decidir sobre o repasse, ao Tesouro Nacional, de parte das reservas de resultado cambial do Banco Central, hoje em R$ 521,1 bilhões. O ministro da Economia, Paulo Guedes, estaria de olho em R$ 400 bilhões deste total (76,8%) para abater a dívida pública, sendo que a sobra de R$ 121,1 bilhões ainda seria mais do que suficiente para o BC, no exercício seguinte, não precisar receber aportes do Tesouro para cobrir eventuais prejuízos no câmbio.
Essa possibilidade de repasse ao Tesouro deve ser avaliada já no próximo encontro ordinário do Conselho Monetário Nacional (CMN), marcado para a próxima quinta-feira, 27.
"É importante entender que quando você tem uma reserva que é financiada por dívida, é como se tivesse olhando uma empresa que, de um lado, tem uma dívida que você emitiu, e do outro lado você tem os dólares", explicou nesta segunda-feira Campos Neto. "Então, quando você vende os dólares, sobra para a dívida que você contraiu inicialmente para comprar aqueles dólares."
Assim, de acordo com o presidente do BC, o ganho com as reservas pode ser transferido para o Tesouro, que usará isso para pagar a dívida pública que está vencendo. "Na hora em que ele (Tesouro) usa aquilo para pagar uma dívida que está vencendo, é como se ele tivesse alguém que tivesse papel do Tesouro e não houve uma emissão. Então, sobra dinheiro na economia", disse Campos Neto.
Conforme o presidente da autarquia, como o BC precisará enxugar este dinheiro que sobra na economia, a instituição "pega título no Tesouro e faz uma compromissada". Na prática, a operação faz com que o Tesouro não tenha que ir ao mercado para se financiar e passe os títulos para o BC para se financiar da mesma forma. "Se a gente olhasse de forma agregada, você elimina a necessidade do Tesouro de ir ao mercado", afirmou Campos Neto.
Leia Também
Campos Neto pontuou ainda que, como grande parte do ganho com reservas não é de fato realizado - já que o BC pode perder com as reservas no exercício seguinte, a depender do movimento do câmbio - "a ideia era fazer uma transferência, mas deixar algum colchão para absorver estes possíveis movimentos". "Se faz a transferência, mas se deixa colchão para absorver este impacto. Seria ruim fazer a transferência e depois ter que pedir o auxílio do Tesouro através de título no mesmo período", acrescentou.
Nota de R$ 200
O presidente do Banco Central fez também nesta segunda-feira uma defesa da nota de R$ 200, cujo lançamento oficial está programado para o fim deste mês. Segundo ele, a nova cédula não terá impacto sobre a inflação, nem vai favorecer a corrupção. "É consenso entre os economistas que a nota de R$ 200 não tem impacto na inflação", afirmou, para completar: "A melhor forma de combater a corrupção é a digitalização. Achamos que a digitalização é algo que vai continuar."
Campos Neto reconheceu que a nota "vai, de fato, contra algumas coisas que o BC está pregando", como o avanço da digitalização nos meios de pagamento. No entanto, ele ponderou que o lançamento da cédula vai ocorrer em função de "circunstâncias do momento".
Entre essas circunstâncias, ele citou o fato de mais parcelas do auxílio emergencial estarem sendo pagas - e não apenas duas, como previsto originalmente - e o movimento de entesouramento de dinheiro pelas famílias na pandemia, algo que acontece não apenas no Brasil.
Um terceiro fator é que muitos bancos têm optado por manter as cédulas em suas estruturas, e não nos cofres do BC, por questão de custo. "O dinheiro começou a voltar ao menos para o BC, porque a taxa de custódia ficou baixa", disse.
Ao tratar de uma das principais iniciativas na área de digitalização - o PIX, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos -, Campos Neto afirmou que ele faz parte de um grande projeto, de mudança dos meios de pagamento no futuro. Ele lembrou que o sistema, com lançamento marcado para 16 de novembro, já conta com acordos para o pagamento de impostos à Receita Federal e de contas de energia elétrica.
Campos Neto participou nesta segunda-feira do Estadão Live Talks, ciclo de debates dedicado a compreender os desafios e identificar as alternativas para o Brasil reaquecer sua economia, após a passagem da pandemia do novo coronavírus.
DÍVIDA VELHA NA MIRA
Governo prepara nova rodada de renegociação de dívidas antigas, diz jornal. Alívio para os bancos pode virar dor de cabeça?
18 de setembro de 2026 - 12:44PARA TODOS OS GOSTOS
Bolão fatura mais de R$ 100 milhões na Mega-Sena e ofusca prêmios milionários na Lotofácil e na Quina
18 de setembro de 2026 - 6:43POR DENTRO DA CARTEIRA
Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena
17 de setembro de 2026 - 20:20VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA
O Brasil vai quebrar? Entenda o que é risco fiscal e como as contas públicas afetam os seus investimentos
16 de setembro de 2026 - 17:16BEBIDAS PROTEICAS
NotShake Protein: Anvisa proíbe todos os lotes das bebidas da marca
16 de setembro de 2026 - 16:01MAMMA MIA!
Pizzaria gringa quer ser a mais nova concorrente da Pizza Hut e da Domino’s no Brasil; conheça a Papa Johns
16 de setembro de 2026 - 15:03PRAZO MAIS CURTO
Greve na Caixa dificulta saque de prêmios milionários e pode atrasar pagamento para vencedores da Lotofácil da Independência que dividiram R$ 300 milhões
16 de setembro de 2026 - 11:09APROVEITANDO A CHANCE
Aposta do interior de SP ofusca bola dividida na Lotofácil da Independência e embolsa prêmio de R$ 34 milhões na Quina
16 de setembro de 2026 - 7:33RATEIO
Lotofácil da Independência 2026 tem 72 apostas premiadas e mais de 1.500 de ganhadores, mas apenas 33 ficam milionários
16 de setembro de 2026 - 6:44SD ENTREVISTA
Inflação deve subir com El Niño e petróleo, mas Copom vai cortar juros mesmo assim, diz economista-chefe da Bradesco Asset
16 de setembro de 2026 - 6:03NÃO TEM MAIS VOLTA